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Frequência e severidade da disfunção temporomandibular (DTM) em mulheres com migrânea e migrânea crônica (2010)

  • Autores:
  • Autores USP: GONÇALVES, MARIA CLAUDIA - FMRP
  • Unidades: FMRP
  • Sigla do Departamento: RAL
  • Assuntos: MULHERES; ENXAQUECA; DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
  • Palavras-chave do autor: Dor crônica; Dor orofacial; Índice Anamnésico de Fonseca; Migrânea; RDC/TMD; Severidade; Chronic pain; Index Anamnésico de Fonseca; Migraine; Orofacial pain; RDC/TMD; Severity; Temporomandibular disorders
  • Idioma: Português
  • Resumo: A Migrânea e a Disfunção Temporomandibular (DTM) são doenças crônicas e tem como aspecto mais importante a dor crônica. Muitos trabalhos descrevem sinais e sintomas de DTM em pacientes com cefaléia sugerindo uma associação entre essas duas condições. Porém, ainda são poucos os trabalhos que utilizaram um critério que fornecesse não apenas sinais e sintomas, mas também a classificação diagnóstica. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a frequência da DTM a partir da aplicação do RDC/TMD e a severidade da DTM através do Índice Anamnésico de Fonseca em mulheres com Migrânea, Migrânea Crônica e mulheres sem queixa de cefaléia. Participaram deste estudo 91 mulheres, divididas em três grupos: 30 mulheres no Grupo Controle (GC), 38 mulheres no Grupo Migrânea (GM) e 23 mulheres no Grupo Migrânea Crônica (GMC). As voluntárias dos grupos GM e GMC foram selecionadas durante a primeira consulta no Ambulatório de Cefaléia (ACEF) do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e as do GC entre as acompanhantes dos pacientes naquele mesmo dia. Foram inclusas voluntárias - com idade entre 18 e 55 anos, que não tivessem ingerido antiinflamatórios e/ou analgésicos nas últimas 24 horas antecedentes à avaliação fisioterapêutica, que não tivesse história de trauma na face, nem usasse prótese dentária parcial ou total e foram excluídas voluntárias com outros tipos de cefaléia e doenças sistêmicas como fibromialgia e artritereumatóide. Para o GC, as voluntárias não podiam ter queixa de cefaléia nos últimos 3 meses. Três examinadores participaram da coleta. Para análise dos dados foi utilizado a análise da variância (ANOVA two-Way p<0,05) na comparação dos dados antropométricos e da amplitude de movimento mandibular entre os três grupos e Tukey como post-hoc análise para avaliar a diferença no número ) de locais dolorosos e o número de diagnósticos, com nível de significância de (p<0,05). 0 teste qui-quadrado foi utilizado para verificar a diferença de diagnóstico entre os três grupos e para verificar a frequência da severidade entre os três grupos foi utilizado o teste exalo de Fisher. As voluntárias dos grupos com migrânea apresentaram maior frequência de diagnósticos de DTM em comparação ao GC, p<0,05 e não foi observada diferença entre os grupos com migrânea. Os diagnósticos, segundo o RDC/TMD, do grupo I (dor miofascial) foram os mais prevalentes nos três grupos estudados e foi mais frequente nos grupos com migrânea. Os diagnósticos dos grupos I+III estiveram presentes nos três grupos estudados e com maior frequência no grupo GM. Não foram encontrados diagnósticos individuais pertencentes apenas aos grupos II e III. O número de pontos dolorosos musculares foi significativamente maior nos grupos GM e GMC em relação ao controle e não houve diferença entre os grupos com GM e GMC. As voluntárias dos grupos com migrânea apresentaram maiores graus de severidade de DTM,em comparação ao GC, p<0,05 e o GMC apresentou maior severidade que o GM. Os resultados deste trabalho demonstraram que Mulheres com Migrânea tem maior frequência de DTM, apresentam maior número de diagnósticos e de pontos dolorosos segundo o RDC/TMD que mulheres sem migrânea bem como maiores graus de severidade de DTM. Portanto a DTM e a Migrânea estão clinicamente relacionadas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.02.2010
  • Acesso à fonte
    Como citar
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    • ABNT

      GONÇALVES, Maria Claudia; GROSSI, Débora Bevilaqua; SPECIALI, José Geraldo. Frequência e severidade da disfunção temporomandibular (DTM) em mulheres com migrânea e migrânea crônica. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-06072015-081733/ >.
    • APA

      Gonçalves, M. C., Grossi, D. B., & Speciali, J. G. (2010). Frequência e severidade da disfunção temporomandibular (DTM) em mulheres com migrânea e migrânea crônica. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-06072015-081733/
    • NLM

      Gonçalves MC, Grossi DB, Speciali JG. Frequência e severidade da disfunção temporomandibular (DTM) em mulheres com migrânea e migrânea crônica [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-06072015-081733/
    • Vancouver

      Gonçalves MC, Grossi DB, Speciali JG. Frequência e severidade da disfunção temporomandibular (DTM) em mulheres com migrânea e migrânea crônica [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-06072015-081733/


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