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Tessitura da escrita acadêmica: aprender a e ao escrever (2008)

  • Autores:
  • Autor USP: ANDRADE, EMARI - FE
  • Unidade: FE
  • Sigla do Departamento: EDM
  • Assuntos: ESCRITA (ESTUDO E ENSINO); ENSINO E APRENDIZAGEM; PRÁTICA DE ENSINO
  • Idioma: Português
  • Resumo: O presente trabalho toma como objeto o processo de escrita do texto acadêmico. Analisa os efeitos do trabalho de escrita conceito elaborado por Riolfi (2003) que ocorrem quando aquele que redige um texto se permite um processo de mão dupla: a) por um lado, permite que tanto a linguagem quanto os saberes já inscritos na cultura ressoem em seu corpo e; b) por outro, consegue distanciar-se o suficiente deste lugar de caixa de ressonância de modo a poder circunscrever um lugar enunciativo desde onde buscar respostas para questões que lhe sejam caras. Mobilizando o conceito de pulsão (FREUD, 1915, 1920; LACAN, 1964), uma vez que desejei vincular o ato de escrever com as maneiras por meio das quais preferencialmente cada pessoa obtém suas satisfações ao longo de sua existência, selecionei duas informantes com trajetória muito similar e economia pulsional bastante diversa. Como resultado da análise dos dois dossiês, que reúnem todos os rascunhos das dissertações das duas mestrandas, foi possível pontuar duas facetas pedagógicas diferentes envolvidas no percurso de construção do texto acadêmico: aprender a escrever e aprender ao escrever. Aprender a escrever foi a expressão utilizada para recobrir as operações necessárias para incluir o outro na escrita, considerando os efeitos de sentido potencialmente suscitados pelo texto. Trata-se, portanto, de uma mudança na economia da pulsão oral. Aprender ao escrever, por sua vez, consiste na possibilidade de utilizar a escritacomo dispositivo de ensino para aprender uma teoria até o ponto de oferecê-la subjetivada ao leitor. Trata-se, portanto, de uma mudança na economia da pulsão anal. No processo de tessitura da dissertação das duas informantes, também analisei as intervenções realizadas pelo orientador, as quais permitiram a ocorrência de deslocamentos da relação do aluno com o saber no percurso de formação. Sendo assim, o ) estudo mostrou que a escrita é um poderoso dispositivo de ensino e sublimação. Quem decide enfrentar este processo jamais sairá ileso das ações que a linguagem exercerá no seu corpo. Concluí, portanto, que a condição necessária, por parte de um pesquisador, para escrever e ser formado é pautar suas ações na responsabilização (HANS JONAS, 2006).
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.06.2008
  • Acesso à fonte
    Como citar
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    • ABNT

      ANDRADE, Emari; RIOLFI, Claudia Rosa. Tessitura da escrita acadêmica: aprender a e ao escrever. 2008.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-02032009-152448/ >.
    • APA

      Andrade, E., & Riolfi, C. R. (2008). Tessitura da escrita acadêmica: aprender a e ao escrever. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-02032009-152448/
    • NLM

      Andrade E, Riolfi CR. Tessitura da escrita acadêmica: aprender a e ao escrever [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-02032009-152448/
    • Vancouver

      Andrade E, Riolfi CR. Tessitura da escrita acadêmica: aprender a e ao escrever [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-02032009-152448/


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