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Bulbo olfatório: participação na modulação da reação de alarme e suas conexões intrínsecas e extrínsecas no piauçu Leporinus macrocephalus (2008)

  • Autores:
  • Autor USP: BARBOSA JÚNIOR, AUGUSTO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFI
  • Assuntos: OLFATO; FISIOLOGIA ANIMAL
  • Idioma: Português
  • Resumo: O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estudar a participação do bulbo olfatório na modulação da reação de alarme e suas conexões intrínsecas e extrínsecas no piauçu Leporinus macrocephalus, porque estudos hodológicos aliados a dados funcionais podem fornecer subsídios adicionais à biologia da olfação nesse modelo animal. L. macrocephalus apresenta células epidérmicas produtoras da substância de alarme, típicas de Ostariophysi de água doce, e repertórios comportamentais defensivos à estimulação com o extrato de pele de co-específico, caracterizado pelo freezing comportamental. Comprovou-se nesse estudo que o sistema olfatório é essencial para mediar as respostas comportamentais ao extrato de pele de co-específico. Porém, é a primeira vez que um estudo demonstra que não é necessária a integridade total do bulbo olfatório para que ocorra respostas de alarme. Baseando-se na divisão morfofuncional do sistema olfatório de peixes e em nossos estudos neuroanatômicos, aventamos que os neurônios sensoriais que medeiam a resposta de alarme em L. macrocephalus terminam e fazem sinapses com neurônios de segunda ordem que compõem o trato olfatório lateral, sendo este responsável por mediar as respostas comportamentais ao extrato de pele de co-específico nessa espécie. Nossos achados neuroanatômicos demonstram que as informações do bulbo olfatório trafegam através de dois tratos olfatórios, o medial e o lateral, ipsi e contralateralmente para núcleos telencefálicosbem como para o bulbo olfatório contralateral, sendo que as conexões ipsilaterais são mais densas que as contralaterais. As fibras eferentes do bulbo olfatório em L. macrocephalus distribuem-se em quatro campos olfatórios terminais telencefálicos: medial, que compreende o telencéfalo ventroventral, ventrodorsal (incluindo as subdivisões dorsal, intermediária e ventral), ventrosupracomissural, dorsocentral e neuropilas de células adjacentes a esses núcleos; intermediário, que compreende o telencéfalo ventrocentral e ventroposcomissural; lateral, que compreende a região dorsolateral (sobretudo as porções ventral e dorsal da subdivisão ventral) e; posterior, composta pelo telencéfalo dorsoposterior e dorsodorsal. O bulbo olfatório por sua vez recebe aferências do telencéfalo ipsilateral, além de aferências oriundas do bulbo contralateral, sendo conduzidas tanto pelas fibras que compõem o trato olfatório medial como as que compõem o trato olfatório lateral. Entretanto, estudos neuroetológicos envolvendo lesões restritas a determinados núcleos telencefálicos são necessários para comprovar a participação dos campos terminais olfatórios telencefálicos sobre o processamento do extrato de pele de co-específico
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.08.2008

  • Como citar
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    • ABNT

      BARBOSA JÚNIOR, Augusto; HOFFMANN, Anettte. Bulbo olfatório: participação na modulação da reação de alarme e suas conexões intrínsecas e extrínsecas no piauçu Leporinus macrocephalus. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Barbosa Júnior, A., & Hoffmann, A. (2008). Bulbo olfatório: participação na modulação da reação de alarme e suas conexões intrínsecas e extrínsecas no piauçu Leporinus macrocephalus. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Barbosa Júnior A, Hoffmann A. Bulbo olfatório: participação na modulação da reação de alarme e suas conexões intrínsecas e extrínsecas no piauçu Leporinus macrocephalus. 2008 ;
    • Vancouver

      Barbosa Júnior A, Hoffmann A. Bulbo olfatório: participação na modulação da reação de alarme e suas conexões intrínsecas e extrínsecas no piauçu Leporinus macrocephalus. 2008 ;


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