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Estudos espectroscópicos da interação de porfirinas catiônicas com modelos de mebrana biológica (2004)

  • Autores:
  • Autor USP: SANTIAGO, PATRICIA SOARES - IQSC
  • Unidade: IQSC
  • Assunto: QUÍMICA ANALÍTICA
  • Idioma: Português
  • Resumo: As interações de porfirinas catiônicas, meso tetrakis (4-N-metilpiridil), nas formas de base livre (TMPyP) e de seu derivado metálico de ferro (FeTMPyP) com sistemas modelo de membranas biológicas (micelas iônicas e não-iônicas) em soluções aquosas, foram investigadas por meio de absorção ótica, espalhamento de luz ressonante (RLS), fluorescência e RMN 'ANTPOT.1 H'. A presença de três espécies diferentes de FeTMPyP em micelas aniônicas de dodecilsufato de sódio (SDS) foi demonstrada: monômeros (ou dímeros, dependendo do pH) de metaloporfirina livre, monômeros (ou dímeros) de metaloporfirina ligados às micelas, e agregados pré-micelares de metaloporfirina-surfactante. A formação destes agregados pré-micelares ocorre para uma ampla faixa de razão [surfactante]/[porfirina] em ambos os pHs 2.0 e 9.0. No caso da interação da FeTMPyP com o surfactante zwiteriônico N-hexadecil-N, N-dimetil-3-amônio-1-propanosulfonato (HPS) e com o surfactante neutro TRITON X-100 não ocorreu a formação de agregados. As constantes de associação foram estimadas pelos dados de absorção ótica e são da ordem de 2x'10 POT.3' 'M POT.-1' para o SDS e menores para o HPS, LPC e TRITON X-100. Resultados similares foram obtidos para a TMPyP com os surfactantes iônicos e não-iônicos. Observamos que a TMPyP interage fortemente com o SDS, mais fracamente com o HPS, e menos ainda com o TX-100. TMPyP na presença de SDS formou agregados pré-micelares porfirina-surfactante, enquanto que nas micelasde HPS e TX-100 não houve formação de agregados. A comparação dos nossos resultados com os obtidos para as porfirinas aniônicas TPP'S IND.4' e seus derivados metálicos sugere que ambas as forças eletrostática e hidrofóbica são relevantes na interação porfirina-surfactante: para a porfirina aniônica TPP'S IND.4' a constante de associação com o surfactante catiônico cloreto de cetiltrimetilamônio (CTAC) e com o HPS são da ) mesma ordem de magnitude, '10 POT.4' 'M POT.-1'; para a TMPyP a delocalização das cargas positivas dos substituintes periféricos para o anel macrociclo reduz a atração eletrostática com as micelas bem como o caráter hidrofóbico do anel porfirínico, levando à uma redução em torno de cinco vezes da constante de associação da porfirina com as micelas de carga oposta e a uma fraca interação com o HPS, LPC e TX-100. Os experimentos de supressão de fluorescência confirmaram a maior interação da TMPyP com as micelas de SDS, em comparação com TX-100 e HPS. A TMPyP deve interagir com o HPS, pois na presença de micelas de HPS a supressão de fluorescência da TMPyP diminuiu. Já para as micelas de TX-100 não ocorreram mudanças significativas na supressão de fluorescência da TMPyP em comparação ao tampão puro o que é consistente com uma constante de associação bastante reduzida e uma interação mais fraca surfactante-porfirina. Os dados de RMN 'ANTPOT.1 H' dos surfactantes indicaram que o maior efeito da porfirina são nos prótons do SDS, e principalmentena metila terminal e na cadeia hidrocarbônica, enquanto que nos demais surfactantes não observamos mudanças significativas nos deslocamentos químicos dos prótons, indicando que a TMPyP se localiza principalmente no centro hidrofóbico das micelas de SDS. Estes resultados corroboram a importância da interação hidrofóbica e sugerem uma localização das porfirinas com ampla acessibilidade á região interna hidrofóbica das micelas, apesar das porfirinas tetracatiônicas terem hidrofobicidade reduzida
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.03.2004

  • Como citar
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    • ABNT

      SANTIAGO, Patricia Soares; TABAK, Marcel. Estudos espectroscópicos da interação de porfirinas catiônicas com modelos de mebrana biológica. 2004.Universidade de São Paulo, São Carlos, 2004.
    • APA

      Santiago, P. S., & Tabak, M. (2004). Estudos espectroscópicos da interação de porfirinas catiônicas com modelos de mebrana biológica. Universidade de São Paulo, São Carlos.
    • NLM

      Santiago PS, Tabak M. Estudos espectroscópicos da interação de porfirinas catiônicas com modelos de mebrana biológica. 2004 ;
    • Vancouver

      Santiago PS, Tabak M. Estudos espectroscópicos da interação de porfirinas catiônicas com modelos de mebrana biológica. 2004 ;


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