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Transplante de córnea no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2002)

  • Autores:
  • Autor USP: SILVA, JAILTON VIEIRA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: ROO
  • Assuntos: TRANSPLANTE DE CÓRNEA; RIBEIRAO PRETO(SP)
  • Idioma: Português
  • Resumo: Estatísticas nacionais sugerem a existência de uma grande demanda de transplantes de córnea para a correção da deficiência visual de origem corneana. Paralelamente, a literatura dos países desenvolvidos mostra os excelentes resultados desses procedimentos. Recentemente a política de saúde de nosso país tem privilegiado os serviços universitários como centros de referências para essas cirurgias. Como essas instituições atendem populações com características sócio-econômicas muito diferentes do que as das regiões ricas, surge a questão se os resultados seriam semelhantes aos da literatura em pauta.Por isso fixamos como objetivo avaliar os resultados do transplante na recuperação da transparência da córnea num Hospital Universitário a estudar os eventuais fatores envolvidos no procedimento.Estudou-se, então uma população de 146 pessoas operadas de transplante de córnea, de ambos os sexos com idade entre 18 e 95 anos. Esses pacientes foram acompanhados por 36 meses de pós-operatório.A proporção de falha de enxerto, em três anos de acompanhamento, foi de 49% o que, para uma população de estudo semelhante a nossa, confere uma expectativa de falha entre 41 a 58%, para um nível de confiança de 95%. E uma taxa muita elevada quando comparada as estatisticas dos paises desenvolvidos. A explicação desse resultado talvez esteja na combinação das imperfeições do atendimento massificado dos grandes ambulatórios universitários com a maior complexidade medica dos casosa com as limitações praticas de um tratamento provavelmente muito dependente do nível educacional e econômico de quem o recebe. A ceratite bolhosa, as perfurações oculares e a cirurgia concomitante da catarata aumentaram significativamente a taxa de falha do enxerto. É provável que os leucomas de origem tracomatosa também tenham exercido a mesma influência. O ceratocone teve comportamento inverso, foi menos susceptível a falhas. ) A expetativa de um único episódio de rejeição, para uma população de estudo semelhante a nossa, em três anos, é de 14 a 28%, ao nível de confiança de 95%.A de duas rejeições é de 1 a 8% e da de três, de 0,1 a 5%.Nossas análises não revelaram associação estatisticamente significante entre a rejeição e falha do enxerto.Uma possível explicação para isso é que a rejeição, quando identificada a tempo e convenientemente medicada, não seja tão perigosa quanto se imagina; particularmente se na ausência de recidiva.Nos pacientes com falha de enxerto, a proporção de olhos com glaucoma aumentou de 9,7% para 36% com cirurgia do transplante.Em outras palavras, o transplante de córnea pode piorar a qualidade de vida do paciente não só pela a falha do enxerto, que reduz todas as enfermidades corneanas prévias a um denominador comum - o edema de córnea - como também pelo eventual acréscimo ou agravamento de enfermidades como o glaucoma
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.03.2002

  • Como citar
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    • ABNT

      SILVA, Jailton Vieira; SOUSA, Sidney Júlio de Faria e. Transplante de córnea no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 2002.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002.
    • APA

      Silva, J. V., & Sousa, S. J. de F. e. (2002). Transplante de córnea no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Silva JV, Sousa SJ de F e. Transplante de córnea no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 2002 ;
    • Vancouver

      Silva JV, Sousa SJ de F e. Transplante de córnea no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 2002 ;

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