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Intemperismo de riólitos e riodacitos da Formação Serra Geral (Jurássico-Cretáceo), das regiões Sul e Sudeste do Brasil (2001)

  • Autor:
  • Autor USP: CLEMENTE, CELSO AUGUSTO - ESALQ
  • Unidade: ESALQ
  • Sigla do Departamento: LSN
  • Assuntos: INTEMPERISMO; MINERALOGIA DO SOLO; ROCHAS VULCÂNICAS; SOLO VULCÂNICO
  • Idioma: Português
  • Resumo: Grande parte das regiôes Sul e Sudeste do Brasil é coberta por rochas da Formação Serra Geral, de idade Jurássica-Cretácea, que envolve uma área da Bacia do Paraná estimada a 1.150.000 'km POT.2'. Até bem pouco tempo, essas rochas da Formação Serra Geral eram mapeadas e consideradas rochas vulcânicas básicas. Recentemente, alguns trabalhos de mapeamento e petrogênese, dentre eles, Nardy et al. (1986) e Nardy et al. (2001), separaram essas rochas vulcânicas em litotipos básicos, intermediários e ácidos. Os litotipos básicos são representados principlamente por basaltos e ocupam cerca de 1.000.000 de 'km POST.2'. Por sua vez, os intermediários e ácidos, representados por riólitos de textura granofírica e riodacitos porfiríticos ocupam uma área considerável de 150.000 'km POST.2'. Os riólitos granofíricos foram chamados de ácidas tipo Palma (ATP) e os riodacitos porfiríticos de ácidos tipo Chapecó (ATC). Sobre as rochas básicas ocorrem Latossolos Vermelhos, Argilossolos e Nitossolos, sendo responsáveis por altas produtividades agrícolas, Numerosos trabalhos são encontrados na literatura tratando do intemperismo dessas rochas vulcânicas básicas e as relações com esses solos. Entretanto, as pesquisas que tratam do intemperismo das ácidas e intermediárias e seus respectivos solos são escassas. De maneira geral, os solos originados dessas rocjhas ácidas e intermediárias são solos de cores avermelhadas nas partes inferiores e de cores brunas, quandopróximo a superfície. Esses solos foram classificados pela Embrapa/Iapar 1984, como Terras Brunas, enquadrando-se na classificação da Embrapa 1999, na classe dos Nitossolos. A produtividade agrícola onde predominam as rochas ácidas é menor. Com o objetivo de melhor conhecer a evolução intemérica e a influência do material de origem na formação desses solos, foram realizados estudos sobre o intemperismo das rochas ácidas e intermediárias em diversas regiões. ) A partir de traçado ao longo das rodovias do Sul e Sudeste, foram selecionadas e amostradas seqüências de alteração nas regiões de São Joaquim e Palmas, no Paraná, Chapecó, Caxias e Xanxerê, no Rio Grande do Sul e próximo de Pirajú e Xavantes, oeste do Estado de São Paulo. Foram realizadas análises mineralógicas e químicas em amostras de rochas, horizontes de alteração e solos em 8 seqüências de intemperismo distribuídas nas regiões citadas. Diante dos resusltados das análises químicas e mineralógicas e das microanálises e determinações químicas semi-quantitativas ao MEV com EDS em interpretações, definições e conclusões foram obtidas. Nas regiões das seqüências de alteração de 1 a 7, região Sul do Brasil predomina o processo de monossialitização enquanto na região da seqüência 8, localizada bem ao sul do Estado de São Paulo (região Sudeste), o processo que predonima é a alitização. O fator mais importante do clima na evolução intempérica que leva à formação de monossialitos em climas temperados mesotérmico não ésomente a precipitação pluviométrica da ordem de 1800 a 2450 mm 'ano POT.-1', mas, também, a distribuição dessas chuvas que se faz de maneira extremamente uniforme durante todo o ano. A cristobalita é um mineral freqüente nas rochas das seqüências 6, 7 e 8, sendo que na seqüência 6 resiste ao processo de intemperismo e ocorre na fração argila dos solos. Os cristobalita nos horizontes de solos são de tamanho argila e apresentam de formas semelhantes a morfologia de cristais de caolinita. A matriz das rochas vulcânicas ácidas do tipo Chapecó (ATC), em condições de intemperismo, tem comportamento semelhante ao das rochas do tipo Palmas (ATP). Ambas evoluem no sentido da formação de plamas caulinítico nos horizontes de rocha alterada e nos horizontes C/R e B do solos. Os fenocristais das ATC e os "microfenocristais" das ATP, caracterizados principalmente por plagioclásicos e priroxênios, ) tem evolução mineralógica semelhante. Ambos se alteram no sentido da formação de montmorilonitas, ilitas, vermiculitas e interestratificados. Esse comportamento tem relação direta com a textura e tamanho desses minerais, condicionado uma menor superfície de contato do mineral com as soluções que percolam nestas alterações que, como se viu, são constatntes e uniformes durante todo ano. Nos estágios iniciais das alterações dessas rochas vulcânicas tem-se meio geoquímico rico em 'SiO IND.2'. Essa característica de elevado teor de sílica tem conotoção de bissialitos, o quelevou à identificação de sílica, às vezes persiste até horizontes superficiais de alteração, chegando, em certos casos, aos horizontes de solos. O quartzo detectado pela difração de raios-x da fração argila de alguns horizontes de alteração e solos é de origem secundária. Da mesma forma, os cristais de quartzo euhedrais identificados ao MEV e confirmados pelas análises químicas por EDS em amostras indeformadas de horizontes de alteração e solos tem característica de minerais formados "in situ" comprovando assim seu caráter secundário
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.11.2001

  • Como citar
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    • ABNT

      CLEMENTE, Celso Augusto. Intemperismo de riólitos e riodacitos da Formação Serra Geral (Jurássico-Cretáceo), das regiões Sul e Sudeste do Brasil. 2001.Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2001.
    • APA

      Clemente, C. A. (2001). Intemperismo de riólitos e riodacitos da Formação Serra Geral (Jurássico-Cretáceo), das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Universidade de São Paulo, Piracicaba.
    • NLM

      Clemente CA. Intemperismo de riólitos e riodacitos da Formação Serra Geral (Jurássico-Cretáceo), das regiões Sul e Sudeste do Brasil. 2001 ;
    • Vancouver

      Clemente CA. Intemperismo de riólitos e riodacitos da Formação Serra Geral (Jurássico-Cretáceo), das regiões Sul e Sudeste do Brasil. 2001 ;


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