Exportar registro bibliográfico


Métricas:

Dinâmica da serapilheira em manguezais de Bertioga, região sudeste do Brasil (1995)

  • Autores:
  • Autor USP: LAMPARELLI, CLAUDIA CONDE - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HSA
  • DOI: 10.11606/T.6.2018.tde-05022018-160319
  • Assuntos: SERAPILHEIRA; ECOLOGIA; ECOSSISTEMAS; ECOSSISTEMAS DE MANGUE; SAZONALIDADE; SAÚDE PÚBLICA; SAÚDE AMBIENTAL
  • Idioma: Português
  • Resumo: Os manguezais de Bertioga localizam-se próximos ao limite sul de distribuição dessa comunidade vegetal na costa brasileira e no hemisfério sul. Esses bosques são compostos por três espécies: Rhizophora mangle L., Avicennia schaueriana Stapf & Leechman e Laguncularia racemosa Gaertn f. e apresentam estrutura pouco desenvolvida. O manguezal do Rio Iriri possui um diâmetro médio de 8,48 cm, altura média de 6,55 m, densidade de 216 ind/0,1 ha e área basal de 1,29 m2m2/0,1 ha. Já no Rio ltapanhaú, .o diâmetro médio do bosque é de 10,41 em, com altura média de 6,83 m, densidade de 173 ind/0,1 ha e área basal de 1 ,69 m2/0,1 ha. Estimativas de biomassa nos dois locais de estudo resultaram em valores de 42,3 t/ha para o Rio iriri e 59,7 t/ha para o Rio Itapanhaú e a produção anual de madeira foi de 3,6 e 1,9 t/ha respectivamente. Esse baixo desenvolvimento estrutural é provavelmente devido às baixas temperaturas alcançadas no inverno e aos diversos estresses aos quais estão submetidos esses bosques em função das atividades humanas desenvolvidas na região. A produção de serapilheira desses bosques reflete seus baixos índices estruturais, embora trate-se de bosques de franja inundados duas vezes ao dia por marés de mais de 1 m de amplitude. A taxa média anual de produção de serapilheira foi de 5,6 t/ha no Rio lriri e 4,6 no Rio Itapanhaú. Padrões sazonais foram evidentes para os diversos componentes da serapilheira assim como uma sequência temporal das diversas fases fenológicas. As folhas apresentaram maior produção durante o verão. As flores mostraram picos no final dessa estação seguidas de picos de propágulos no outono. A queda de madeira apresentou maiores taxas principalmente nos meses de inverno. Os fatores que controlam essa sazonalidade estão provavelmente associados à temperatura e pluviosidade.Nesses manguezais a renovação desse material é alta, apresentando baixas quantidades de estoque de serapilheira no sedimento, cujos valores variam de 50 a 164 gPS/m2. Essa renovação se dá através da decomposição, que é bastante rápida, com taxas diárias médias de 0,006 para Rhizophora, 0,011 para Laguncularia e 0,015 para Avicennia. Além da diferença entre as espécies, foi observada uma diferença entre as estações e os sítios. As taxas do verão foram significativamente mais altas que as do inverno. Além disso, o Rio Iriri apresentou taxas médias mais elevadas que o Itapanhaú. Embora o processo de decomposição seja intenso nesses manguezais pela existência de condições favoróveis, a maior parte da renovação se dá através da exportação da serapilheira pelo movimento das marés. A partir da elaboração de um modelo ecológico da dinâmica da serapilheira incluindo sua produção, estoque e decomposição, foi possível estimar essa exportação cujos valores estão em torno de 0,7 gPS/m2 por dia com uma exportação acumulada anual de cerca de 2,5 tPS/ha, o que significa que estes manguezais exportam aproximadamente 50 por cento da serapilhelra que produzem. Essa dinâmica da serapilheira influencia também a ciclagem de nutrientes nesse ecossistema. Para compensar a exportação de materiais esses manguezais apresentam retranslocação de nutrientes como o nitrogênio e o fósforo, mecanismo no qual esses elementos são reabsorvidos da folha antes de sua queda. A imobilização, outro mecanismo para conservar nutrientes durante a decomposição, não foi significativa nesse estudo, ocorrendo apenas com nitrogênio em folhas de Laguncularia. Apesar da retranslocação registrada nesses bosques, tanto para o nitrogênio quanto para o fósforo, esses manguezais não se mostraram eficientes no uso de nutrientes, provavelmente, porque estes estejam disponíveis no sedimento em quantidades adequadas.A variação anual da concentração de nutrientes nas folhas da serapilheira mostrou um padrão sazonal com maiores valores no inverno e menores no verão. Já as folhas verdes não apresentam essa sazonalidade tão nítida:o que ocorre, portanto, é uma maior retranslocação durante a época de maior produção de folhas, mantendo os teores desses nutrientes na copa.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.10.1995
  • Acesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.6.2018.tde-05022018-160319 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    Como citar
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      LAMPARELLI, Claudia Conde; ROCHA, Aristides Almeida. Dinâmica da serapilheira em manguezais de Bertioga, região sudeste do Brasil. 1995.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995. Disponível em: < https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-05022018-160319 > DOI: 10.11606/T.6.2018.tde-05022018-160319.
    • APA

      Lamparelli, C. C., & Rocha, A. A. (1995). Dinâmica da serapilheira em manguezais de Bertioga, região sudeste do Brasil. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-05022018-160319
    • NLM

      Lamparelli CC, Rocha AA. Dinâmica da serapilheira em manguezais de Bertioga, região sudeste do Brasil [Internet]. 1995 ;Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-05022018-160319
    • Vancouver

      Lamparelli CC, Rocha AA. Dinâmica da serapilheira em manguezais de Bertioga, região sudeste do Brasil [Internet]. 1995 ;Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-05022018-160319


Biblioteca Digital de Produção Intelectual da Universidade de São Paulo     2012 - 2021