Rinite crônica não infecciosa na imunodeficiência comum variável (2025)
- Authors:
- Autor USP: GONÇALVES, DANILO GOIS - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-27032026-123543
- Subjects: RINITE; INFLAMAÇÃO
- Keywords: Common variable immunodeficiency; Hipogamaglobulinemia; Hypogammaglobulinemia; Imunidade inata; Imunodeficiência comum variável; Inflammation; Innate immunity; Rhinitis; Transcriptoma; Transcriptome
- Language: Português
- Abstract: A rinite crônica em pacientes com imunodeficiência comum variável (ICV) representa um problema clínico desafiador devido à discordância entre sintomas e marcadores de alergia sistêmica. Esta pesquisa objetivou caracterizar os mecanismos fisiopatológicos subjacentes à rinite crônica não infecciosa em ICV, investigando possível rinite alérgica local e processos de inflamação tipo 2, independentes de imunoglobulina E (IgE). Realizou-se estudo transversal envolvendo 33 pacientes adultos com ICV acompanhados em serviço terciário especializado, além de grupos controle. A avaliação incluiu teste cutâneo de leitura imediata e teste de provocação nasal (TPN) com extrato de Dermatophagoides pteronyssinus, análises laboratoriais, biópsia de mucosa nasal para avaliação de expressão gênica e transcriptômica comparativa. Os testes diagnósticos tradicionais, IgE sérica específica (sIgE) e teste cutâneo, demonstraram baixa sensibilidade em ICV, com positividade em apenas 9,5% dos pacientes. O TPN estabeleceu a concentração ótima de 4 mcg/mL de Der p 1, alcançando sensibilidade de 94,4% e especificidade de 100% para rinite alérgica. Contudo, o grupo ICV com rinite crônica apresentou fenótipo paradoxal: 84,8% com sintomas presentes, mas a grande maioria com TPN e marcadores alérgicos negativos. A análise transcriptômica revelou endótipo único e distinto, caracterizado por expressão aumentada de genes de defesa inata (DEFB4A, DUOX2, PGLYRP3/4) e redução quase total de genesde imunidade humoral (IGHA1, IGHG1 e receptores como TNFRSF17/BCMA, TNFRSF13B/TACI). A elevação dos marcadores de células T regulatórias (FOXP3 e CCR8) indica um mecanismo compensatório de regulação imune, aparentemente insuficiente para conter o processo inflamatório. Esta assinatura transcriptômica diferenciou os indivíduos com ICV e sem sensibilização dos demais grupos do estudo. Os resultados indicam que a rinite em ICV não constitui mera ausência de inflamação tipo 2, mas representa inflamação tipo 2 sustentada com déficit fundamental na resolução humoral
- Imprenta:
- Data da defesa: 09.12.2025
- Status:
- Nenhuma versão em acesso aberto identificada
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ABNT
GONÇALVES, Danilo Gois. Rinite crônica não infecciosa na imunodeficiência comum variável. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-27032026-123543/. Acesso em: 02 abr. 2026. -
APA
Gonçalves, D. G. (2025). Rinite crônica não infecciosa na imunodeficiência comum variável (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-27032026-123543/ -
NLM
Gonçalves DG. Rinite crônica não infecciosa na imunodeficiência comum variável [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-27032026-123543/ -
Vancouver
Gonçalves DG. Rinite crônica não infecciosa na imunodeficiência comum variável [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-27032026-123543/
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