Capacidade regenerativa do músculo distrófico em resposta a uma lesão aguda induzida por eletroporação (2025)
- Authors:
- Autor USP: SOUZA, BRANDOW WILLY - IB
- Unidade: IB
- Sigla do Departamento: BIO
- DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-24022026-171149
- Subjects: MÚSCULOS; ELETROPORAÇÃO
- Keywords: Células satélite; Satellite cells
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
04. Educação de qualidade
- Abstract: A regeneração do músculo esquelético está diretamente relacionada às células satélite (CSs), a população residente de células-tronco musculares responsável pela reparação do tecido após lesão. Nas distrofias musculares, ocorre um processo de degeneração, que induz subsequentemente à regeneração, em ciclos seguidos. Porém a regeneração é ineficiente, levando a perda do tecido muscular com o avanço da doença. Para investigar como músculos distróficos respondem à degeneração, tanto durante o processo patológico da doença, como em resposta a uma degeneração aguda, combinamos duas abordagens experimentais para avaliar as dinâmicas regenerativas: a progressão natural da doença nos modelos murinos Dmd mdx e Large myd, nas idades de 21 dias, 3 meses e 6 meses, e o modelo de lesão aguda induzida por eletroporação, em Dmd mdx, acompanhando os tempos 0 a 30 dias pós-eletroporação. A quantificação por imunofluorescência de CSs totais e ativadas (PAX7+ e PAX7+/KI67+), juntamente com a análise por qPCR de fatores reguladores miogênicos (Pax7, Myf5, Myod, Myog), revelou que músculos distróficos durante a progressão natural da doença mantêm um pool de CS preservado ou até mesmo expandido, com alta capacidade de ativação e formação de novas fibras, que, no entanto, diminuem com o tempo.Mediante lesão aguda, o músculo Dmd mdx exibiu alta quantidade e atividade basal de CS, que permanecem constantes ao longo do processo de regeneração pós-lesão. A formação de novas fibras é ativada em 3 e 5 dias pós-lesão, mas em um nível inferior em comparação ao controle normal. Esses achados demonstram que os músculos distróficos passam por ciclos regenerativos contínuos, porém ineficientes, e que a lesão aguda não reinicia um programa regenerativo completo, mas sim acelera a resolução de um processo crônico em curso. Em conjunto, os dados corroboram a ideia de que a patologia distrófica não resulta da depleção do pool de CS, mas sim de sua ativação persistente e descoordenada e da formação defeituosa de novas fibras musculares.
- Imprenta:
- Data da defesa: 16.12.2025
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
SOUZA, Brandow Willy. Capacidade regenerativa do músculo distrófico em resposta a uma lesão aguda induzida por eletroporação. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-24022026-171149/. Acesso em: 27 fev. 2026. -
APA
Souza, B. W. (2025). Capacidade regenerativa do músculo distrófico em resposta a uma lesão aguda induzida por eletroporação (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-24022026-171149/ -
NLM
Souza BW. Capacidade regenerativa do músculo distrófico em resposta a uma lesão aguda induzida por eletroporação [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-24022026-171149/ -
Vancouver
Souza BW. Capacidade regenerativa do músculo distrófico em resposta a uma lesão aguda induzida por eletroporação [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-24022026-171149/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-24022026-171149 (Fonte: oaDOI API)
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