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Hipermobilidade da articulação temporomandibular: predição clínica e tomográfica e impacto nas disfunções temporomandibulares e na capacidade de abertura bucal (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: BRAGA, SAMILLA PONTES - FOB
  • Unidade: FOB
  • Sigla do Departamento: BAP
  • DOI: 10.11606/T.25.2025.tde-06022026-094242
  • Subjects: TRANSTORNOS DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR; ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR; INSTABILIDADE ARTICULAR
  • Keywords: Articulação temporomandibular; Distúrbios da articulação temporomandibular; Dor orofacial; Instabilidade articular; Joint instability; Joint dislocations; Luxações articulares; Orofacial pain; Temporomandibular joint; Temporomandibular joint disorders
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A hipermobilidade articular é citada como potencial fator etiológico no desenvolvimento de disfunções temporomandibulares (DTM). A hipermobilidade da articulação temporomandibular (ATM), por sua vez, é caracterizada por translação condilar excessiva, que pode ser assintomática ou levar à subluxação ou luxação da ATM. Seu diagnóstico é dificultado por critérios heterogêneos e pelo valor preditivo incerto dos achados de imagem. A tomografia computadorizada (TC) da ATM permite a avaliação morfologia da ATM, mas seu papel na predição de hipermobilidade clinicamente significativa permanece incerto. Dessa forma, o objetivo do estudo foi avaliar o valor preditivo de parâmetros clínicos, anamnésicos e imaginológicos da hipermobilidade da ATM para o diagnóstico de DTM e resultados funcionais relacionados, com foco em distúrbios de hipermobilidade da ATM e capacidade de abertura bucal. Esta tese compreendeu dois estudos transversais analíticos conduzidos na Faculdade de Odontologia de Bauru. O primeiro estudo incluiu 150 adultos divididos em grupos controle, DTM dolorosa, disfuncional ou combinada com protocolos padronizados de TCCB para avaliação tomográfica. O segundo incluiu 126 adultos classificados pelo DC/TMD em grupos de DTM dolorosa, disfuncional ou combinada, balanceados por histórico de travamento aberto e avaliados por medidas clínicas, anamnésicas, funcionais, de imagem e psicossociais. Ambos os estudos empregaram análises de regressão para investigar o valor preditivo de parâmetros clínicos, anamnésicos e tomográficos da hipermobilidade da ATM em relação à capacidade de abertura bucal e à presença e repercussões da DTM. As variáveis da TCCB apresentaram simetria bilateral e forte correlação, sendo analisadas apenas as medidas do lado direito. O sexo masculino previu maiores valores de abertura bucal, enquanto o ângulo condilar e a distância superior do côndilo em relação a eminencia se associaram,respectivamente, à abertura sem dor e à abertura assistida. A idade mais avançada reduziu a chance de subluxação da ATM, e os demais parâmetros de imagem não mostraram valor preditivo significativo. Análises multivariadas mostraram que o travamento aberto foi preditor independente de subluxação da ATM e maior instabilidade articular reportada. O aumento do ângulo condilar associou-se a maior abertura assistida e desvio de linha média. Já a abertura máxima (assistida e não assistida) predisse maior mobilidade sem dor e salto condilar lateral, que, por sua vez, previu limitação funcional em tarefas de ampla abertura. Os indicadores clínicos, funcionais e de imagem da hipermobilidade da ATM captam aspectos distintos do fenômeno, mas nenhum, isoladamente, explica todo o seu espectro. História de travamento aberto, ângulo condilar e as medidas de abertura bucal previram características específicas, embora os parâmetros de imagem em especial os obtidos por CBCT tenham demonstrado valor preditivo limitado para os desfechos relacionados à hipermobilidade da ATM. O sexo masculino esteve consistentemente associado a maiores valores de abertura bucal, enquanto a idade mostrou efeito protetor em relação à subluxação da ATM. De forma geral, a hipermobilidade da ATM parece apresentar impacto restrito sobre a apresentação clínica e funcional global das DTM, especialmente das desordens de hipermobilidade, sugerindo que mecanismos dinâmicos funcionais e adaptativos exercem papel mais decisivo do que medidas anatômicas estáticas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.09.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.25.2025.tde-06022026-094242 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      BRAGA, Samilla Pontes. Hipermobilidade da articulação temporomandibular: predição clínica e tomográfica e impacto nas disfunções temporomandibulares e na capacidade de abertura bucal. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Bauru, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-06022026-094242/. Acesso em: 25 fev. 2026.
    • APA

      Braga, S. P. (2025). Hipermobilidade da articulação temporomandibular: predição clínica e tomográfica e impacto nas disfunções temporomandibulares e na capacidade de abertura bucal (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Bauru. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-06022026-094242/
    • NLM

      Braga SP. Hipermobilidade da articulação temporomandibular: predição clínica e tomográfica e impacto nas disfunções temporomandibulares e na capacidade de abertura bucal [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 25 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-06022026-094242/
    • Vancouver

      Braga SP. Hipermobilidade da articulação temporomandibular: predição clínica e tomográfica e impacto nas disfunções temporomandibulares e na capacidade de abertura bucal [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 25 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-06022026-094242/


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