Exportar registro bibliográfico


Metrics:

Determinantes moleculares e as consequências clínicas dos diferentes graus de extensão extratireoidiana nos carcinomas papilíferos de tireoide (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: ELIAS, LÍVIA OLIVEIRA - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-05022026-165537
  • Subjects: METÁSTASE NEOPLÁSICA; PROTEÍNAS PROTO-ONCOGÊNICAS; RECIDIVA
  • Keywords: Carcinoma papilífero de tireoide; Neoplasm metastasis; Proteínas proto-oncogênicas B-raf; Proto-Oncogene Proteins B-raf; Recurrence; Telomerase; Thyroid cancer papillary
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: a morbidade do carcinoma papilífero da tireoide (CPT) está relacionada, principalmente, a recorrências locorregionais e metástases à distância. A definição de extensão extratireoidiana mínima (mETE) foi revisada, uma vez que a extensão da neoplasia para tecido adiposo peritireoidiano não implica em maior mortalidade relacionada ao câncer. Embora apenas a extensão extratireoidiana (ETE) macroscópica especialmente para estruturas adjacentes como músculos prétireoidianos ou estruturas cervicais esteja associada ao aumento da mortalidade, o impacto prognóstico da mETE permanece controverso, particularmente quanto à recorrência. Além disso, alterações moleculares como as variantes patogênicas p.V600E BRAF (BRAFV600E) e c.-124C>T (C228T) e c.-146C>T (C250T) da região promotora do gene TERT (TERTp) têm sido associadas a ETE e a piores desfechos, mas seu papel na agressividade local do tumor ainda não está completamente elucidado. Objetivos: comparar os desfechos clínicos metástase linfonodal (MLN), metástase à distância (MD), recorrência/persistência de doença e resposta bioquímica ou estrutural incompletas ao tratamento entre os diferentes graus de ETE e avaliar a associação entre o perfil molecular (BRAFV600E e TERTp) e à agressividade local do CPT. Métodos: foram analisados retrospectivamente 352 pacientes com CPT e ETE: 242 com mETE, 81 com ETE macroscópica para musculatura pré-tireoidiana (gETE-T3) e 29 com invasão de estruturas cervicais (gETE-T4). As variantespatogênicas BRAFV600E e TERTp (C228T e C250T) foram investigadas em 96 amostras tumorais (68 mETE e 28 gETE). Modelos de regressão logística multivariada foram utilizados para identificar fatores prognósticos independentes. Resultados: a prevalência de MLN e MD aumentou progressivamente de acordo com o grau de ETE: MLN em 52,1% (mETE), 79% (gETE-T3) e 96,6% (gETE-T4); MD em 8,7%, 33,3% e 72,4%, respectivamente (p < 0,001). Da mesma forma, observou-se aumento na frequência de recorrência/persistência (19,8% mETE, 49,4% gETE-T3, 86,2% gETE-T4) e de resposta incompleta ao tratamento (11,2%, 33,4% e 58,6%, respectivamente; p < 0,001). O grau de ETE foi identificado como fator de risco independente para todos os desfechos avaliados. A variante patogênica BRAFV600E foi observada em 82,4% dos tumores mETE e 71,4% dos gETE (p = 0,231). As variantes patogênicas TERTp foram significativamente mais frequentes nos tumores gETE (46,4%) do que nos mETE (16,2%; p = 0,002) e foram associadas independentemente a gETE (OR = 3,08; p = 0,041), MD (OR = 5,67; p = 0,014) e resposta incompleta ao tratamento (OR = 3,76; p = 0,017). Conclusões: o grau de ETE está diretamente associado à progressão tumoral e piores desfechos clínicos, sendo que o gETE-T3 apresenta prognóstico intermediário entre mETE e gETE-T4. A presença das variantes patogênicas TERTp está fortemente associada à agressividade local e disseminação à distância, independentemente das variantes do gene BRAF, sugerindo que sua detecçãopré-operatória pode orientar condutas terapêuticas mais agressivas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 08.09.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-05022026-165537 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      ELIAS, Lívia Oliveira. Determinantes moleculares e as consequências clínicas dos diferentes graus de extensão extratireoidiana nos carcinomas papilíferos de tireoide. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-05022026-165537/. Acesso em: 17 fev. 2026.
    • APA

      Elias, L. O. (2025). Determinantes moleculares e as consequências clínicas dos diferentes graus de extensão extratireoidiana nos carcinomas papilíferos de tireoide (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-05022026-165537/
    • NLM

      Elias LO. Determinantes moleculares e as consequências clínicas dos diferentes graus de extensão extratireoidiana nos carcinomas papilíferos de tireoide [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 17 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-05022026-165537/
    • Vancouver

      Elias LO. Determinantes moleculares e as consequências clínicas dos diferentes graus de extensão extratireoidiana nos carcinomas papilíferos de tireoide [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 17 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-05022026-165537/

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2026