Cultivo in vitro e potencial ornamental de frutíferas nativas de biomas brasileiros (2025)
- Authors:
- Autor USP: CABALLERO MARTINS, PEDRO ENRIQUE - ESALQ
- Unidade: ESALQ
- Sigla do Departamento: LPV
- DOI: 10.11606/D.11.2025.tde-04022026-115451
- Subjects: CULTURA DE TECIDOS VEGETAIS; FRUTAS; MICROPROPAGAÇÃO VEGETAL; MYRTALES; ÁRVORES ORNAMENTAIS; PLANTAS NATIVAS
- Keywords: Paisagismo sustentável
- Language: Português
- Abstract: Nas décadas mais recentes, o interesse pelas frutíferas nativas brasileiras da família Myrtaceae tem crescido devido ao seu valor ecológico, alimentar e ornamental. Apesar disso, essas espécies ainda enfrentam desafios relacionados à multiplicação vegetativa e à conservação em ambientes naturais e urbanos. Nesse contexto, a micropropagação surge como uma ferramenta promissora para a produção de mudas em larga escala, contribuindo para programas de conservação, domesticação e uso paisagístico de espécies nativas. Este trabalho foi estruturado em dois capítulos com o objetivo de avançar no conhecimento sobre o cultivo in vitro e a valorização ornamental de espécies da família Myrtaceae. O primeiro capítulo abordou o cultivo in vitro de cambucá verdadeiro (Plinia edulis) e cereja-do-cerrado (Eugenia calycina), investigando protocolos de assepsia, uso de antibióticos, reguladores de crescimento e estratégias para enraizamento. Em P. edulis, o choque térmico reduziu a contaminação, mas elevou significativamente a oxidação dos explantes, enquanto a combinação de antibióticos foi mais eficiente no controle microbiano. Em E. calycina, a combinação de cefotaxima e timentin reduziu a contaminação, e a adição de BAP favoreceu a indução e o alongamento de brotações, sendo 2 mg L-1 a concentração mais eficiente para o número de brotações e 1 mg L-1 para o comprimento médio. A formação de calos foi elevada em ambas as espécies, independentemente do protocolo, e o enraizamento de E.calycina apresentou baixa eficiência, com apenas quatro explantes enraizados e falhas na aclimatização devido à contaminação fúngica. O segundo capítulo concentrou-se na avaliação do potencial ornamental de 12 espécies nativas da família Myrtaceae, por meio do cálculo do Índice de Valor Paisagístico (IVP) e da análise de atributos morfoestéticos. Os resultados demonstraram que todas as espécies avaliadas apresentaram alto potencial ornamental, com destaque para o cambucá verdadeiro (Plinia edulis), a jabuticaba (Plinia cauliflora) e a pitanga (Eugenia uniflora), que obtiveram os maiores IVPs. De forma integrada, os resultados reforçam o potencial das mirtáceas nativas tanto para o desenvolvimento de protocolos de propagação biotecnológica quanto para aplicações ornamentais e conservacionistas, contribuindo para a valorização e preservação da flora brasileira
- Imprenta:
- Publisher place: Piracicaba
- Date published: 2025
- Data da defesa: 07.11.2025
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
CABALLERO MARTINS, Pedro Enrique. Cultivo in vitro e potencial ornamental de frutíferas nativas de biomas brasileiros. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-04022026-115451/. Acesso em: 09 fev. 2026. -
APA
Caballero Martins, P. E. (2025). Cultivo in vitro e potencial ornamental de frutíferas nativas de biomas brasileiros (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Piracicaba. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-04022026-115451/ -
NLM
Caballero Martins PE. Cultivo in vitro e potencial ornamental de frutíferas nativas de biomas brasileiros [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-04022026-115451/ -
Vancouver
Caballero Martins PE. Cultivo in vitro e potencial ornamental de frutíferas nativas de biomas brasileiros [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-04022026-115451/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.11.2025.tde-04022026-115451 (Fonte: oaDOI API)
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas
