Ação da piridostigmina na função cardíaca em modelo animal de Diabetes Mellitus tipo 2 (2025)
- Authors:
- Autor USP: CRUZ, PAULA LAZARA - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-28012026-120652
- Subjects: DIABETES MELLITUS; FRUTOSE
- Keywords: Autonomic dysfunction; Brometo de piridostigmina; Disfunção autonômica; Estreptozotocina; Fructose; Pyridostigmine bromide; Streptozotocin
- Language: Português
- Abstract: O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e, quando não controlado, promove alterações vasculares e autonômicas significativas. O consumo contínuo de frutose, presente na alimentação moderna, representa um agravante metabólico e um sério problema de saúde pública. Este projeto utilizou um modelo experimental em ratos que associa o uso de estreptozotocina (STZ) ao consumo de frutose, a fim de mimetizar com maior fidelidade as características clínicas do DM2 em humanos.A piridostigmina (PIR), um inibidor da acetilcolinesterase com uso clínico consolidado no tratamento de insuficiência cardíaca, arritmias ventriculares e infarto do miocárdio, foi investigada neste estudo devido à hipótese de que sua ação na via colinérgica anti-inflamatória poderia promover efeitos benéficos em parâmetros hemodinâmicos, metabólicos e inflamatórios associados ao DM2.A tese teve como objetivos estabelecer esse modelo combinado de DM2 e avaliar os efeitos do tratamento com PIR sobre a função cardíaca, alterações metabólicas e autonômicas, estresse oxidativo e fibrose cardíaca. Para isso, ratos Wistar machos foram divididos em seis grupos experimentais: controle (C), controle+frutose (CF), controle+piridostigmina (CFP), diabético (D), diabético+frutose (DF) e diabético+frutose+piridostigmina (DFP), com n=10 por grupo. Foram mensurados níveis séricos de glicose e triglicerídeos, realizado teste de resistência à insulina, avaliação dasensibilidade barorreflexa com drogas vasoativas, ecocardiografia de alta resolução, além de análises histológicas de colágeno e estresse oxidativo no tecido cardíaco. Os dados foram tratados estatisticamente por ANOVA seguida de pós-teste de Tukey, com significância definida em p<0,05.O modelo experimental estabelecido com STZ e frutose reproduziu alterações típicas do DM2, como hiperglicemia, resistência à insulina, disfunções sistólica e diastólica, hipotensão arterial, desequilíbrio autonômico, alterações na frequência cardíaca e pressão arterial, além de agravamento do estresse oxidativo. O tratamento com piridostigmina, apesar de não prevenir a perda de massa corporal, restaurou o índice de Lee, melhorou os níveis de triglicerídeos, tolerância à insulina, parâmetros autonômicos, reduziu a deposição de colágeno e atenuou o estresse oxidativo. As análises de correlação revelaram que a variabilidade da frequência (Var IP) se associou negativamente ao dano proteico cardíaco e à deposição de colágeno ventricular, enquanto a oxidação de proteínas correlacionou-se positivamente ao peróxido de hidrogênio, lipoperoxidação e massa ventricular. Os achados apontam que a piridostigmina tem potencial terapêutico na modulação autonômica e prevenção de complicações cardíacas no DM2, e que estudos adicionais são necessários para investigar melhor sua eficácia em diferentes doses e tempos de tratamento
- Imprenta:
- Data da defesa: 21.08.2025
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
CRUZ, Paula Lazara. Ação da piridostigmina na função cardíaca em modelo animal de Diabetes Mellitus tipo 2. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28012026-120652/. Acesso em: 12 abr. 2026. -
APA
Cruz, P. L. (2025). Ação da piridostigmina na função cardíaca em modelo animal de Diabetes Mellitus tipo 2 (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28012026-120652/ -
NLM
Cruz PL. Ação da piridostigmina na função cardíaca em modelo animal de Diabetes Mellitus tipo 2 [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 12 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28012026-120652/ -
Vancouver
Cruz PL. Ação da piridostigmina na função cardíaca em modelo animal de Diabetes Mellitus tipo 2 [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 12 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28012026-120652/
Informações sobre a disponibilidade de versões do artigo em acesso aberto coletadas automaticamente via oaDOI API (Unpaywall).
Por se tratar de integração com serviço externo, podem existir diferentes versões do trabalho (como preprints ou postprints), que podem diferir da versão publicada.
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas
