Fotossimbiose compromete o metabolismo em corais pétreos (Anthozoa, Scleractinia)?: uma avaliação experimental sob aquecimento global simulado (2025)
- Authors:
- Autor USP: CARRASCO, GABRIEL AMADEUS - IB
- Unidade: IB
- Sigla do Departamento: BIF
- DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-22012026-181957
- Subjects: METABOLISMO; ANTHOZOA; AQUECIMENTO GLOBAL
- Keywords: Estresse térmico; Fotossimbiose; Metabolismo oxidativo
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
04. Educação de qualidade
- Abstract: As mudanças climáticas vêm intensificando a frequência e severidade das ondas de calor marinhas, afetando especialmente os recifes de corais. A simbiose com dinoflagelados fotossintetizantes, embora central para o sucesso ecológico, também representa um ponto de vulnerabilidade frente ao estresse térmico dado os efeitos tróficos e oxidativos inerentes ao branqueamento. Testou-se aqui se simbiose afeta a tolerância fisiológica de corais diante de uma condição simulada aquecimento global. Seis espécies do Atlântico Sul subtropical foram avaliadas: Mussismilia hispida, Madracis decactis e Siderastrea stellata (simbióticas); e Phyllangia americana, Astrangia rathbuni e Tubastraea coccinea (assimbióticas). Colônias (N = 7 por espécie) foram expostas a uma condição de estresse térmico (+5,5 oC) por até 14 dias, e variáveis fisiológicas relacionadas ao estado oxidativo [capacidade antioxidante (CAT) e peroxidação lipídica (LPO)], modo trófico [autotrofia (DPA) e heterotrofia (CGA)], potencial de crescimento (Ca2+-ATPase) e simbiose (densidade de simbiontes, clorofila a, eficiência fotossintética) foram avaliadas. Contrariando nossa hipótese, os resultados indicaram que presença da simbiose não afetou o estado oxidativo, desempenho heterotrófico ou potencial de crescimento embora temperatura ou tempo tenham manifestado efeitos isolados e de ordem espécie-específica.Sinais clássicos do branqueamento como a redução da densidade de simbiontes, no conteúdo de clorofila a e na eficiência fotossintética foram observados nas espécies simbióticas, contudo sem efeito na autotrofia. No entanto, os níveis heterotróficos ampliaram-se nestas espécies diante do estresse térmico, sugerindo uma compensação energética diante do branqueamento e um potencial de tolerância fisiológica diante de ondas de calor mais duradouras. Esse estudo demonstra que, embora estratégias tróficas sejam centrais para acessar a vulnerabilidade dos corais, as diferenças ecofisiológicas entre representantes com e sem simbiose são menos marcantes que as expectativas iniciais pelo menos sob tempos mais curtos de exposição.
- Imprenta:
- Data da defesa: 10.11.2025
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
CARRASCO, Gabriel Amadeus. Fotossimbiose compromete o metabolismo em corais pétreos (Anthozoa, Scleractinia)?: uma avaliação experimental sob aquecimento global simulado. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22012026-181957/. Acesso em: 13 abr. 2026. -
APA
Carrasco, G. A. (2025). Fotossimbiose compromete o metabolismo em corais pétreos (Anthozoa, Scleractinia)?: uma avaliação experimental sob aquecimento global simulado (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22012026-181957/ -
NLM
Carrasco GA. Fotossimbiose compromete o metabolismo em corais pétreos (Anthozoa, Scleractinia)?: uma avaliação experimental sob aquecimento global simulado [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 13 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22012026-181957/ -
Vancouver
Carrasco GA. Fotossimbiose compromete o metabolismo em corais pétreos (Anthozoa, Scleractinia)?: uma avaliação experimental sob aquecimento global simulado [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 13 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22012026-181957/
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