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Atitudes públicas sobre um programa populacional de triagem de portadores de variantes patogênicas relacionadas à atrofia muscular espinhal (AME) no Brasil (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: MENDONÇA, AIRI CARVALHO - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIO
  • DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-21012026-203503
  • Subjects: ATROFIA MUSCULAR; GENÉTICA; TRIAGEM; ACONSELHAMENTO GENÉTICO
  • Keywords: Aceitabilidade; Atrofia Muscular Espinhal; Portadores
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
    • ODS 03. Saúde e bem-estar03. Saúde e bem-estar
    • ODS 04. Educação de qualidade04. Educação de qualidade
  • Abstract: A triagem genética de portadores pré-concepção ocorre com o objetivo de identificar indivíduos ou casais, que não manifestam condições genéticas, mas podem ter chances aumentadas de terem filhos com tais condições e proporcionar a esses casais aconselhamento genético (A.G) para que possam planejar uma gestação com base em decisões reprodutivas bem-informadas e autônomas. Esse tipo de triagem é possível para um número cada vez maior de condições genéticas recessivas, mas quais condições devem ser incluídas nos paines e de que maneira devem ser oferecidos (a toda a população ou a grupos específicos que possuem alta incidência para determinadas condições genéticas) ainda é motivo de debate entre pesquisadores e órgãos que elaboram as diretrizes. A Atrofia Muscular Espinhal está entre as condições mais recomendadas para ser incluída na triagem de portadores e oferecida a toda a população considerando a alta taxa de portadores, a gravidade e a alta mortalidade infantil. A implementação de um programa populacional de triagem de portadores para alguma ou mais condições genéticas e aconselhamento genético poderá ser melhor sucedida se considerar, além dos impactos econômicos de custo-efetividade, a análise da percepção e aceitabilidade por parte da população.Portanto estudo se propõe a verificar percepções sobre programas de triagem de portadores entre pessoas com AME, pessoas que convivem com alguém com AME e sem contato AME, no Brasil, para compreender fatores que influenciam a percepção e, em última instância, levantar pontos positivos e possíveis ressalvas que permitam desenhar programas bem-sucedidos e inclusivos. A pesquisa foi conduzida em duas fases. A fase quantitativa foi realizada por meio de questionários (Google formulários), na qual foram obtidas 270 respostas. A fase qualitativa ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas (Google Meet), realizadas com 12 pessoas. Na avaliação geral das respostas dos questionários demonstra-se uma tendência a atitudes favoráveis em relação a um programa populacional de triagem genética de portadores pré-concepção e demonstram uma influência da vivência com a condição ou convivência com alguém com ela nas percepções sobre esse tipo de programa. Os resultados do letramento em genética (GeneLIFT) indicam um conhecimento intermediário para a maioria dos participantes. Em relação às entrevistas, as pessoas com e familiares descreveram essa condição genética como uma experiência transformadora e que, embora haja necessidade de adaptações, não define todos os aspectos da vida do indivíduo.Os entrevistados destacaram ainda que é possível pessoas com AME tenham qualidade de vida, mas isso está muito interligado ao acesso, não só aos tratamentos, mas a todos os âmbitos da sociedade O principal ponto positivo levantado durante as entrevistas foi a possibilidade do acesso ao aconselhamento genético e a possibilidade de, a partir disso, poder tomar decisões reprodutivas informadas. Também foram apontados, a possibilidade de um planejamento familiar e de uma maior conscientização/conhecimento, sobre a condição genética, nesse caso, a AME. Dentre os pontos negativos, levantou-se o risco de que um programa como esse gere na sociedade atitudes de estigmatização, discriminação e desvalorização da vida das pessoas com a condição genética, além de uma culpabilização de quem optar por não fazer esses testes ou não tomar alguma medida reprodutiva. A possível falta de adesão por parte da população e falta de preparo dos profissionais para o aconselhamento genético também foram pontos recorrentes entre os participantes.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.09.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-21012026-203503 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      MENDONÇA, Airi Carvalho. Atitudes públicas sobre um programa populacional de triagem de portadores de variantes patogênicas relacionadas à atrofia muscular espinhal (AME) no Brasil. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-21012026-203503/. Acesso em: 10 fev. 2026.
    • APA

      Mendonça, A. C. (2025). Atitudes públicas sobre um programa populacional de triagem de portadores de variantes patogênicas relacionadas à atrofia muscular espinhal (AME) no Brasil (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-21012026-203503/
    • NLM

      Mendonça AC. Atitudes públicas sobre um programa populacional de triagem de portadores de variantes patogênicas relacionadas à atrofia muscular espinhal (AME) no Brasil [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-21012026-203503/
    • Vancouver

      Mendonça AC. Atitudes públicas sobre um programa populacional de triagem de portadores de variantes patogênicas relacionadas à atrofia muscular espinhal (AME) no Brasil [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-21012026-203503/

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