Variação clinal e plasticidade fenotípica de tolerância ao frio em populações naturais de Drosophila melanogaster sul-americanas (2025)
- Authors:
- Autor USP: AMARAL, RAFAEL VIANA - IB
- Unidade: IB
- Sigla do Departamento: BIE
- DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-08122025-155938
- Subjects: DROSOPHILA; FENÓTIPOS; LATITUDE
- Keywords: Adaptação local; Clinas latitudinais; Drosophila melanogaster; Plasticidade fenotípica; Tolerância ao frio
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
04. Educação de qualidade
- Abstract: Clinas latitudinais são gradientes em características fenotípicas ou genotípicas associados à latitude. A adaptação local é a principal hipótese para explicar a variação clinal de fenótipos, com clinas paralelas em diferentes continentes sendo consideradas evidência. Porém, a plasticidade fenotípica pode modificar os valores dos fenótipos em populações naturais. Drosophila melanogaster é um modelo para o estudo de clinas, com interesse especial nas clinas de tolerância ao frio, um fenótipo considerado crucial para a distribuição de ectotérmicos. Neste estudo, coletamos linhagens isofêmeas de D. melanogaster ao longo de um gradiente latitudinal na América do Sul para testar se há uma clina em tolerância ao frio mantida por adaptação local. Utilizamos o tempo de recuperação do chill coma como medida de tolerância e desenvolvemos as moscas em regimes quentes e frios para testar a influência da plasticidade fenotípica. Também medimos a correlação com tamanho corporal por meio das medidas de largura de cabeça, o efeito da infecção por Wolbachia na tolerância ao frio, e se mudanças na tolerância afetam o comportamento térmico. Nossos resultados mostram uma clina latitudinal com maior tolerância ao frio em latitudes mais altas e forte diferenciação fenotípica entre populações, com alta variação genética intrapopulacional indicando adaptação local.Contudo, o efeito de plasticidade foi não adaptativo: o desenvolvimento em frio reduziu a tolerância. Esse padrão não foi observado em outras espécies de Drosophilidae. Tamanho corporal não se correlacionou com tolerância, mas a presença de Wolbachia aumentou a tolerância ao frio em uma linhagem temperada. Além disso, linhagens temperadas apresentaram comportamento térmico menos restrito. Concluímos que a adaptação local contribui para a clina de tolerância ao frio em D. melanogaster sul-americanas, embora a plasticidade não adaptativa sugira perspectivas mais complexas para evolução desse fenótipo.
- Imprenta:
- Data da defesa: 03.10.2025
- Este artigo possui versão em acesso aberto
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- Versão do Documento: Versão publicada (Published version)
-
Status: Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access) -
ABNT
AMARAL, Rafael Viana. Variação clinal e plasticidade fenotípica de tolerância ao frio em populações naturais de Drosophila melanogaster sul-americanas. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08122025-155938/. Acesso em: 12 mar. 2026. -
APA
Amaral, R. V. (2025). Variação clinal e plasticidade fenotípica de tolerância ao frio em populações naturais de Drosophila melanogaster sul-americanas (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08122025-155938/ -
NLM
Amaral RV. Variação clinal e plasticidade fenotípica de tolerância ao frio em populações naturais de Drosophila melanogaster sul-americanas [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 12 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08122025-155938/ -
Vancouver
Amaral RV. Variação clinal e plasticidade fenotípica de tolerância ao frio em populações naturais de Drosophila melanogaster sul-americanas [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 12 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08122025-155938/
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