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Desenvolvimento da insuficiência velofaríngea no pós operatório da cirurgia ortognática em pacientes com fissura labiopalatina (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTOS, KELLY GONÇALVES - HRAC
  • Unidade: HRAC
  • DOI: 10.11606/D.61.2025.tde-15092025-164826
  • Subjects: INSUFICIÊNCIA VELOFARÍNGEA; CIRURGIA ORTOGNÁTICA; FISSURA PALATINA
  • Keywords: Cirurgia ortognática; Cleft palate; Fissura palatina; Insuficiência velofaríngea; Orthognathic surgery; Velopharyngeal insufficiency
  • Language: Português
  • Abstract: Proposição: Compreender o desenvolvimento da insuficiência velofaríngea (IVF) no pós-operatório de cirurgias ortognáticas em indivíduos com fissuras labiopalatinas. Além disso, buscou-se verificar a associação entre os tipos de fissuras e a IVF, bem como as técnicas empregadas nas cirurgias primárias (Queiloplastia e Palatoplastia) e os cirurgiões responsáveis pelas cirurgias. Objetivo: O estudo investigou a associação entre a insuficiência velofaríngea e a cirurgia de avanço maxilar com osteotomia Le Fort I em pacientes com fissura labiopalatina. Materiais e Métodos: Estudo de coorte retrospectivo realizado no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP) com dados coletados entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025. Os critérios de inclusão foram: indivíduos com idades entre 18 e 45 anos, sem síndromes ou comprometimentos neurológicos, que realizaram cirurgias primárias no HRAC e não apresentavam insuficiência velofaríngea prévia à cirurgia ortognática. O resultado final incluiu 121 pacientes que haviam realizado a cirurgia ortognática entre 2010 e 2022. As avaliações da função velofaríngea foram realizadas em três momentos: pré-operatório (T0), 3 a 6 meses após a cirurgia ortognática (T1) e 12 a 18 meses após a cirurgia (T2). A técnica fluxo-pressão foi utilizada para avaliar a eficiência do fechamento velofaríngeo, permitindo medir a área do orifício velofaríngeo e inferir sobre os resultados de fala. A área velofaríngea foi classificada conforme os seguintes critérios: 0 a 4,9 mm² (função velofaríngea adequada), 5,0 a 9,9 mm² (adequada/marginal), 10,0 a 19,9 mm² (marginal/inadequada) e valores superiores a 20,0 mm² (inadequada). A análise dos dados foi realizada por meio do teste Exato de Fisher. Resultados: Entre os 121 dados de pacientes analisados, cinco apresentaram resultadosclassificados como inadequados na função velofaríngea. Três desses pacientes evoluíram de marginal/inadequado para inadequado de T1 para T2, um passou de adequado para inadequado, e outro manteve a classificação inadequada e, T2. A pequena quantidade de casos inadequados impediu a aplicação de teste estatístico significativo. Onze pacientes apresentaram resultados classificados como adequado/marginal no controle de seis meses, mantendo essa avaliação após um ano. A análise estatística não encontrou diferenças significativas entre os tipos de fissura (p=0,73). Quanto às cirurgias primárias de lábio, a técnica de Spina foi a mais comum. Para as cirurgias de palato, a técnica de Von Langenbeck foi a mais empregada em todos os tipos de fissura. Em relação aos cirurgiões responsáveis pelas cirurgias, não foi possível aplicar um teste estatístico devido à heterogeneidade na distribuição dos casos entre os médicos. Conclusão: O estudo concluiu que, por meio da avaliação instrumental de fluxo-pressão, uma pequena parcela dos pacientes foram diagnosticadas com insuficiência velofaríngea, esses valores são inferiores aos encontrados na literatura sobre hipernasalidade. Isso ocorre porque, mesmo com a avaliação adequada na escala de Warren, o esfíncter velofaríngeo pode não estar completamente fechado, o que resulta em escapes aéreos que podem evoluir para hipernasalidade. A técnica de palatoplastia e o tipo de fissura não tiveram influência direta sobre o desenvolvimento da IVF. Quanto aos cirurgiões, a amostra de pacientes foi insuficiente para avaliar uma possível relação entre a experiência do profissional e a IVF.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.05.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.61.2025.tde-15092025-164826 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      SANTOS, Kelly Gonçalves. Desenvolvimento da insuficiência velofaríngea no pós operatório da cirurgia ortognática em pacientes com fissura labiopalatina. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Bauru, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-15092025-164826/. Acesso em: 27 jan. 2026.
    • APA

      Santos, K. G. (2025). Desenvolvimento da insuficiência velofaríngea no pós operatório da cirurgia ortognática em pacientes com fissura labiopalatina (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Bauru. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-15092025-164826/
    • NLM

      Santos KG. Desenvolvimento da insuficiência velofaríngea no pós operatório da cirurgia ortognática em pacientes com fissura labiopalatina [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-15092025-164826/
    • Vancouver

      Santos KG. Desenvolvimento da insuficiência velofaríngea no pós operatório da cirurgia ortognática em pacientes com fissura labiopalatina [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-15092025-164826/

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