Cefaleia persistente na COVID longa: caracterização clínica e impacto funcional em pacientes com fissura palatina (2025)
- Authors:
- Autor USP: BARCOS, PAULA FERNANDES BARBARA - HRAC
- Unidade: HRAC
- DOI: 10.11606/D.61.2025.tde-18092025-141721
- Subjects: COVID-19; CEFALEIA; FISSURA LÁBIOPALATINA
- Keywords: Cefaleia; Cleft palate; COVID longa; Fissura palatina; Headache; Long COVID
- Language: Português
- Abstract: Introdução: A COVID-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, induz uma hiperativação de citocinas e resposta imune inata exacerbada que podem permanecer mesmo após o fim da infecção, provocando o quadro conhecido como Covid Longa. A literatura disponível sobre o tema indica que a cefaleia pós-COVID19 é uma das manifestações clínicas mais relevantes, haja vista que pode ser considerada uma possível sequela crônica da infecção pelo coronavírus e um indicativo de maiores sintomas pós-infecciosos. Objetivos: O objetivo do estudo é caracterizar, por meio de aplicação de questionário, a cefaleia persistente pós-COVID19 em pacientes com Anomalias Craniofaciais, avaliar sua incidência e a qualidade de vida dos indivíduos que a apresentam. Métodos. Estudo transversal com aplicação de questionário baseado na ICHD-3 e no HIT-6, aplicado a 86 pacientes com fissura palatina e histórico de COVID-19 confirmada por RT-PCR. Foram utilizados testes não paramétricos (Kruskal-Wallis, Mann-Whitney U) para associação entre variáveis categóricas e escore de impacto. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HRAC/USP e todos os participantes preencheram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados. 75,8% dos participantes eram mulheres. A dor de cabeça foi majoritariamente de padrão latejante ou em pressão, com intensidade moderada a severa. Houve associação significativa entre maior impacto funcional e variáveis como: histórico prévio decefaleia (p=0,0037), mialgia (p=0,0054), uso de medicamentos durante a infecção (p=0,0144), e duração da dor após COVID (p=0,0072). O HIT-6 mostrou impacto severo em 39% dos pacientes, e as dimensões mais comprometidas foram concentração (p=3,53e-12), cansaço extremo (p=1,47e-11) e irritabilidade (p=6,01e-11). Conclusão. A cefaleia persistente pós-COVID-19 impacta significativamente a qualidade de vida de pacientes com fissura palatina. Avaliações regulares com instrumentos como o HIT-6 são essenciais para o manejo adequado.
- Imprenta:
- Data da defesa: 14.05.2025
- Este periódico é de acesso aberto
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- Cor do Acesso Aberto: gold
- Licença: cc-by-nc-sa
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ABNT
BARCOS, Paula Fernandes Barbara. Cefaleia persistente na COVID longa: caracterização clínica e impacto funcional em pacientes com fissura palatina. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Bauru, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-18092025-141721/. Acesso em: 11 jan. 2026. -
APA
Barcos, P. F. B. (2025). Cefaleia persistente na COVID longa: caracterização clínica e impacto funcional em pacientes com fissura palatina (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Bauru. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-18092025-141721/ -
NLM
Barcos PFB. Cefaleia persistente na COVID longa: caracterização clínica e impacto funcional em pacientes com fissura palatina [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-18092025-141721/ -
Vancouver
Barcos PFB. Cefaleia persistente na COVID longa: caracterização clínica e impacto funcional em pacientes com fissura palatina [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-18092025-141721/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.61.2025.tde-18092025-141721 (Fonte: oaDOI API)
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