Cosmopolítica Pankará: luta, memória e resistência (2025)
- Authors:
- Autor USP: SANTOS, CHIRLEY MARIA DE SOUZA ALMEIDA - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLA
- DOI: 10.11606/T.8.2025.tde-22072025-145835
- Subjects: ETNOGRAFIA; INDÍGENAS; TERRITORIALIDADE; RESISTÊNCIA; MEMÓRIA; ESPIRITUALIDADE
- Keywords: Cosmopolítica; Cosmopolitics; Pankará
- Language: Português
- Abstract: Esta tese é uma etnografia dos indígenas Pankará que habitam hoje a Serra do Arapuá, no sertão pernambucano, no município de Carnaubeira da Penha. O modo de ser Pankará e as relações que pessoas, locais sagrados e demais seres do cosmos estabelecem na terra, constituem o tema da tese, que reflete sobre a cosmologia e os saberes ancestrais que foram fundamentais para a permanência do povo Pankará na Serra do Arapuá, em Pernambuco, assim como nos demais territórios que ocupa. Independente do reconhecimento étnico e territorial, a pesquisa - que parte da autoafirmação de uma mulher Pankará que participa das dinâmicas contemporâneas dos Pankará - constata que saberes tradicionais e inovadores foram e continuam sendo a base da resistência. Durante a pesquisa, minha interlocução foi principalmente com os vivem nas aldeias Lagoa, Lajes e Gameleira. Nas rodas de conversas escutei sobre como se deu o processo de se identificarem Pankará, depois de um longo processo no qual já estavam acostumados a serem tratados como caboclos. Me atentei à cosmologia como ponto importante da luta pelo reconhecimento da etnicidade e da territorialidade, que motivam as lutas travadas desde a década de 40. Nos quase 70 anos de luta até seu próprio reconhecimento, os Pankará se mantiveram como um coletivo indígena que pratica o autoreconhecimento como indígena, por meio da espiritualidade, das medicinas tradicionais, rezas, dos toantes, dos toré, dos terreiros, das beberagens da jurema, bem como atransmissão dos conhecimentos e práticas por meio da oralidade. No passado, para lidar com as perseguições e violências, muitas dessas práticas eram feitas às escondidas, em regime de segredo. Com o reconhecimento étnico, foi possível coletivamente e de forma livre, refletir e praticar manifestações culturais nas quais os Pankará afirmavam sua diferença. A tese reflete sobre o processo de concretização identitária e territorial, no qual foi possível fazer a viagem da volta (Pacheco de Oliveira, 1998) e a cosmopolítica termo cunhado pela Isabele Stengers
- Imprenta:
- Data da defesa: 30.04.2025
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
SANTOS, Chirley Maria de Souza Almeida e AMOROSO, Marta Rosa. Cosmopolítica Pankará: luta, memória e resistência. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-22072025-145835/. Acesso em: 28 fev. 2026. -
APA
Santos, C. M. de S. A., & Amoroso, M. R. (2025). Cosmopolítica Pankará: luta, memória e resistência (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-22072025-145835/ -
NLM
Santos CM de SA, Amoroso MR. Cosmopolítica Pankará: luta, memória e resistência [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 28 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-22072025-145835/ -
Vancouver
Santos CM de SA, Amoroso MR. Cosmopolítica Pankará: luta, memória e resistência [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 28 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-22072025-145835/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.8.2025.tde-22072025-145835 (Fonte: oaDOI API)
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