Não às hidrelétricas na Amazônia, sim à vida!: conflitos ambientais e resistências territoriais na bacia do rio Madeira (Brasil-Bolívia) (2025)
- Authors:
- Autor USP: ANJOS, LILIAN MARQUES DOS - Interunidades em Integração da América Latina
- Unidade: Interunidades em Integração da América Latina
- DOI: 10.11606/D.84.2025.tde-06052025-170142
- Subjects: CONFLITO; USINAS HIDRELÉTRICAS; FRONTEIRAS; TERRITORIALIDADE; DECOLONIALIDADE; RESISTÊNCIA; CAMPONESES; INDÍGENAS
- Keywords: Bem Viver; Border; COMVIDA; Conflitos ambientais; Decolonial Ontology; Environmental conflicts; Good Living; Hidrelétricas do rio Madeira; IIRSA-Cosiplan; Indígenas-camponeses; Indigenous-peasant people; Madeira River hydroelectric plants; Ontologia decolonial
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Esta dissertação de mestrado busca compreender sob a perspectiva teórica ontológica decolonial os conflitos ambientais decorrentes do Complexo Hidrelétrico e Hidroviário do rio Madeira decorrentes das usinas hidrelétricas (UHEs) de Jirau e de Santo Antônio, assim como o andamento do complexo nos estudos de levantamento prévio binacional das UHEs de Ribeirão e de Cachuela Esperanza. Na América Latina, os projetos neoextrativistas estatais no século XXI consolidaram-se com o crescimento da exportação de commodities. Os governos progressistas avançaram nas pautas sociais, porém ocorreu a expansão das fronteiras na região amazônica sobre as florestas, bacias hidrográficas, áreas protegidas e territórios originários e tradicionais. Dessa forma, ecoaremos as resistências ontológicas das comunidades bolivianas e brasileiras que conformam o Comitê Binacional em Defesa da Vida Amazônica na Bacia do Rio Madeira: contra as mudanças climáticas e por Justiça Social (COMVIDA). A dissertação justifica-se no sentido de que estes projetos de expansão da fronteira amazônica aprofundam a crise ambiental, causam ou acirram conflitos ambientais, violam os Direitos Humanos e da Natureza, utilizando-se da ontologia política como instrumento de poder hegemônico e institucionalizado. Analisaremos conjuntamente as relações políticas e econômicas entre Brasil e Bolívia em torno do Complexo do rio Madeira utilizando a metodologia comparativa histórica que visa entender com mais profundidade as questõesnacionais e o seu entrecruzamento, para compreender aspectos comparáveis dos conflitos ambientais nos territórios das comunidades às margens do rio Madeira no Brasil e na Bolívia, no segundo decênio do século XXI (Sartori, 1999; Prado, 2005), revisão bibliográfica (Marconi, Lakatos, 2003), entrevistas semi-estruturadas com membros do COMVIDA das localidades de estudo (Gil, 2008). Constatou-se que em consequência da instalação e funcionamento das UHEs Jirau e Santo Antônio remanesceram conflitos ambientais e sociais não solucionados até o presente. O neoliberalismo e o neoextratismo avançam com a fronteira globalizante para produção de commodities nas áreas estudadas, principalmente a soja, o gado e o ouro, relegando à Amazônia a posição de zona de sacrifício e perpetuando as violências epistêmicas com as comunidades. No inventário prévio, consta a hidrelétrica de Ribeirão com canal e a barragem de Yata-2. O COMVIDA tem se consolidado enquanto comunidade de comunidades defendendo seus territórios, fazendo alianças afetivas e propondo alternativas com e para a Amazônia
- Imprenta:
- Data da defesa: 03.02.2025
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
ANJOS, Lilian Marques dos e SUZUKI, Julio Cesar. Não às hidrelétricas na Amazônia, sim à vida!: conflitos ambientais e resistências territoriais na bacia do rio Madeira (Brasil-Bolívia). 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/84/84131/tde-06052025-170142/. Acesso em: 08 fev. 2026. -
APA
Anjos, L. M. dos, & Suzuki, J. C. (2025). Não às hidrelétricas na Amazônia, sim à vida!: conflitos ambientais e resistências territoriais na bacia do rio Madeira (Brasil-Bolívia) (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/84/84131/tde-06052025-170142/ -
NLM
Anjos LM dos, Suzuki JC. Não às hidrelétricas na Amazônia, sim à vida!: conflitos ambientais e resistências territoriais na bacia do rio Madeira (Brasil-Bolívia) [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/84/84131/tde-06052025-170142/ -
Vancouver
Anjos LM dos, Suzuki JC. Não às hidrelétricas na Amazônia, sim à vida!: conflitos ambientais e resistências territoriais na bacia do rio Madeira (Brasil-Bolívia) [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/84/84131/tde-06052025-170142/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.84.2025.tde-06052025-170142 (Fonte: oaDOI API)
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