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A primeira geração da academia de geografia da USP: formação, trajetórias, discursividades e a invenção do geógrafo e da geógrafa no Brasil (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: BEZERRA, ROGÉRIO SILVA - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLG
  • DOI: 10.11606/T.8.2025.tde-04122025-112215
  • Subjects: GEOGRAFIA; INSTITUIÇÕES DE ENSINO; MODERNIZAÇÃO
  • Keywords: História da geografia; History of geography; Invenção do geógrafo no Brasil; Invention of the geographer in Brazil; Modernism in Brazil; Modernismo no Brasil; Universidade de São Paulo; University of São Paulo
  • Language: Português
  • Abstract: Esta tese investiga a formação e a trajetória da primeira geração da academia de geografia da Universidade de São Paulo (USP), que ocorreu entre as décadas de 1930 e 1970, com foco na análise de aspectos da conformação de um discurso disciplinar e suas relações de poder sobre o campo de produção da ciência geográfica no Brasil. Partindo de um preâmbulo à fundação da USP, analisa-se o cenário político, intelectual e institucional que antecedeu a criação da Academia Paulista de Geografia, ressaltando o espalhamento do discurso de modernização no país e os embates culturais e políticos do período, juntamente com as formas e lugares de efetivação e circulação da geografia entre o século XIX e o fim da Primeira República. Em seguida, aborda se a fundação da USP como um marco da discursividade modernista-científica brasileira, com ênfase na geografia enquanto campo de saber em disputa e em suas relações de vizinhança com outros saberes das ciências sociais e naturais. A terceira parte da tese debruça-se sobre a trajetória dos primeiros docentes da instituição, formados nas décadas de 1930 e 1940, em sua maioria, no próprio curso de Geografia e História da USP. Sobre os e as docentes, catedráticos e seus auxiliares e assistentes, examinei suas origens familiares, as trajetórias de formação e atuações institucionais, bem como sua produção bibliográfica e os modos de circulação e sedimentação - as maquinarias - de saberes e práticas que eles e elas utilizaram. Através da análisedocumental e da crítica ao discurso científico, busca-se compreender os modais e os movimentos que deram forma a invenção do geógrafo brasileiro no século XX, através da eleição e fixação de objetos e práticas discursivas, que tentaram, entre outras coisas, fixar uma imagem poderosa e moderna de São Paulo. Em termos de método, trata-se de uma análise de discurso arque-genealógica, em que se busca identificar historicamente o surgimento de modais discursivas da geografia e suas variações no território. No caso em voga, investigou-se a inserção territorial da "geografia francesa/lablachiana", entendida, a época, como a forma "moderna-científica" da geografia. A análise de discurso é aqui entrelaçada com a história biográfica e a história institucional, resultando em uma história territorial dos saberes. O arquivo de materiais utilizados na pesquisa foi composto, principalmente, pelos processos administrativos existentes no Arquivo Geral da USP, pertinentes à quinze dos principais docentes que lecionaram na formação de geógrafos na instituição, ocupando as posições de Catedrático, Assistente ou Auxiliar de geografia. Foram utilizados também os anuários publicados pela USP com relatório dos atos administrativos e principais ocorrências anuais da instituição. Subsidiariamente foram consultadas fontes secundárias como artigos, livros, teses e outras pesquisas, além de sites institucionais e registros de jornais da época. A pesquisa contribui para a história da geografia noBrasil ao tratar sobre as tramas institucionais, intelectuais e políticas que marcaram a primeira geração da academia uspiana de geografia e os arranjos institucionais que territorializaram a "geografia moderna" e o "geógrafo profissional generalista" no país
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.08.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI

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    Status:
    Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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    • ABNT

      BEZERRA, Rogério Silva e SOUSA NETO, Manoel Fernandes de. A primeira geração da academia de geografia da USP: formação, trajetórias, discursividades e a invenção do geógrafo e da geógrafa no Brasil. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-04122025-112215/. Acesso em: 07 maio 2026.
    • APA

      Bezerra, R. S., & Sousa Neto, M. F. de. (2025). A primeira geração da academia de geografia da USP: formação, trajetórias, discursividades e a invenção do geógrafo e da geógrafa no Brasil (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-04122025-112215/
    • NLM

      Bezerra RS, Sousa Neto MF de. A primeira geração da academia de geografia da USP: formação, trajetórias, discursividades e a invenção do geógrafo e da geógrafa no Brasil [Internet]. 2025 ;[citado 2026 maio 07 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-04122025-112215/
    • Vancouver

      Bezerra RS, Sousa Neto MF de. A primeira geração da academia de geografia da USP: formação, trajetórias, discursividades e a invenção do geógrafo e da geógrafa no Brasil [Internet]. 2025 ;[citado 2026 maio 07 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-04122025-112215/

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