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Investigação dos potenciais efeitos neuroprotetores de derivados de tetraciclinas sem ação antibiótica em um modelo animal da doença de Parkinson (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: ABREU, LORENA BORGES DE - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNC
  • DOI: 10.11606/D.17.2024.tde-04042025-160837
  • Subjects: DOENÇA DE PARKINSON; ANTIBIÓTICOS; NEURÔNIOS; MODELOS ANIMAIS; NEUROLOGIA
  • Keywords: DDMC; DDOX; Doença de Parkinson; Neuroproteção; Neuroprotection; Parkinson's disease; Tetraciclinas; Tetracyclines
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela morte dos neurônios dopaminérgicos na substância negra, resultante de uma combinação de mecanismos patológicos, como estresse oxidativo, disfunção mitocondrial, agregação anormal da α-sinucleína e neuroinflamação. A depleção de dopamina dá origem aos sintomas motores típicos, como rigidez muscular, tremor em repouso, instabilidade postural e bradicinesia, que podem ser precedidos de sintomas não motores como ansiedade, depressão e distúrbios autonômicos. Os tratamentos atuais aliviam os sintomas da doença de Parkinson, mas não retardam sua progressão, tornando essencial a busca por novas terapias que possam preservar os neurônios dopaminérgicos ou retardar a evolução da doença. Neste contexto, as tetraciclinas, um grupo de antibióticos, têm demonstrado potencial efeito neuroprotetor em modelos da doença de Parkinson, com propriedades anti-inflamatórias e de inibição de agregação de α-sinucleína. No entanto, sua atividade antimicrobiana dificulta seu uso em tratamentos a longo prazo. Derivados das tetraciclinas sem atividade antibiótica foram sintetizados a partir da doxiciclina e demeclociclina nas formas reduzidas 4-dedimetilamino-12a-desoxi-DOX (DDOX) e 4-dedimetilamino-12a-desoxi-DDMC (DDMC), respectivamente. Nossa hipótese é que DDOX e DDMC apresentem efeitos neuroprotetores, preservando os neurônios dopaminérgicos nigroestriatais e reduzindo a neuroinflamação em um modelo animal da doença de Parkinson. Assim, nosso objetivo foi investigar os potenciais efeitos neuroprotetores dos derivados DDOX e DDMC em ratos com lesão parcial intraestriatal induzida pela neurotoxina 6-hidroxidopamina. O tratamento com DDOX (20 mg/kg s.c.) e DDMC (20 mg/kg s.c.) teve início cinco dias antes da indução da lesãoparcial por 6-OHDA. Testes comportamentais foram realizados para avaliar a função motora nos dias 0 (basal), 7 e 14 após a lesão. Foram aplicados os testes do rotarod, caminhada, actímetro e rotação induzida por anfetamina, para avaliar a coordenação motora, a acinesia do membro contralateral à lesão, a locomoção espontânea e extensão da lesão dopaminérgica. Ao final do tratamento, os animais foram eutanasiados e seus encéfalos foram retirados para análise histológica por meio de imuno-histoquímica, visando a detecção da enzima tirosina hidroxilase (TH), da molécula adaptadora de ligação ao cálcio ionizado 1 (Iba-1) e da proteína ácida fibrilar glial (GFAP), expressas, respectivamente, por micróglia e astrócitos. Os resultados mostraram que os animais lesionados com 6-OHDA apresentaram redução significativa no desempenho motor. Os animais tratados com DDOX demonstraram preservação da atividade motora nos testes comportamentais, evitando o prejuízo motor causado pela lesão induzida por 6-OHDA. O tratamento com DDOX reduziu a extensão da lesão, evidenciada pela diminuição da área da lesão, redução parcial da densidade óptica integrada no estriado e preservação de corpos celulares de neurônios dopaminérgicos na substância negra. Além disso, o tratamento com DDOX diminuiu a reatividade da micróglia e dos astrócitos, atenuando a resposta neuroinflamatória. O tratamento com DDMC não foi eficaz em prevenir o déficit motor causado pela lesão e não protegeu os neurônios dopaminérgicos. O efeito neuroprotetor e modulador da resposta inflamatória observado com a DDOX são consistentes com os achados na literatura sobre a doxiciclina. Estes resultados sugerem uma ação neuroprotetora da DDOX, tornando-a um potencial candidato para o tratamento da doença de Parkinson
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.12.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.17.2024.tde-04042025-160837 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      ABREU, Lorena Borges de. Investigação dos potenciais efeitos neuroprotetores de derivados de tetraciclinas sem ação antibiótica em um modelo animal da doença de Parkinson. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17163/tde-04042025-160837/. Acesso em: 24 jan. 2026.
    • APA

      Abreu, L. B. de. (2024). Investigação dos potenciais efeitos neuroprotetores de derivados de tetraciclinas sem ação antibiótica em um modelo animal da doença de Parkinson (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17163/tde-04042025-160837/
    • NLM

      Abreu LB de. Investigação dos potenciais efeitos neuroprotetores de derivados de tetraciclinas sem ação antibiótica em um modelo animal da doença de Parkinson [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 24 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17163/tde-04042025-160837/
    • Vancouver

      Abreu LB de. Investigação dos potenciais efeitos neuroprotetores de derivados de tetraciclinas sem ação antibiótica em um modelo animal da doença de Parkinson [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 24 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17163/tde-04042025-160837/

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