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Avaliação microbiológica de telefones celulares como fonte de bactérias multirresistentes e SARS-CoV-2 em duas unidades de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: ESPINOZA, EVELYN PATRICIA SANCHEZ - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-07112025-162301
  • Assunto: UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
  • Keywords: Aparelho celular; Cell phone; Cross-transmission; Fomites; Fômites; Hospital infection control program; Intensive care units; Programa de controle de infecção hospitalar; Telefone celular; Transmissão cruzada
  • Language: Português
  • Abstract: Este estudo avaliou a presença de bactérias e SARSCoV2 em telefones celulares e nas mãos de profissionais de saúde de duas unidades de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, que apresentavam diferentes níveis de adesão à higienização à higiene de mãos. O objetivo foi identificar e analisar a susceptibilidade dos microrganismos isolados, sua relação com o ambiente hospitalar e as percepções dos profissionais acerca do risco de transmissão. A amostra incluiu profissionais de diversas categorias (estudantes, assistentes, equipe de enfermagem, técnicos, funcionários de limpeza e profissionais de diagnóstico por imagem), garantindo a confidencialidade dos dados. Foram realizadas duas coletas de dados, uma em 2018 e outra em 2020. Em cada fase, amostras de cultura das mãos e dos telefones celulares foram obtidas, acompanhadas de um inquérito eletrônico que investigou hábitos de higienização e percepções de risco de infecção cruzada. Durante o período do estudo, a pandemia pelo SARSCoV2 emergiu, permitindo a avaliação de eventuais mudanças comportamentais. Duas intervenções foram implementadas: a primeira consistiu em fornecer feedback individualizado sobre os microrganismos identificados, e a segunda, em uma campanha com panfletos que ressaltavam os resultados gerais e a importância da limpeza dos telefones celulares. Os resultados demonstraram crescimento de bactérias Gram-positivas e Gramnegativas, incluindo patógenos associados a infecçõesrelacionadas à assistência à saúde. O SARSCoV2 foi identificado, mediante PCR, em três telefones celulares, entretanto o cultivo viral não foi positivo em nenhuma amostra. Entre os isolados bacterianos, nas mãos, Acinetobacter spp. foi a espécie mais frequente na primeira coleta, enquanto na segunda coleta Acinetobacter spp. e Klebsiella spp. se destacaram. Nos telefones celulares, Staphylococcus aureus foi a bactéria mais comum em ambas as coletas. A persistência de uma linhagem de Staphylococcus aureus em uma das unidades, mesmo após mudança física por mais de 24 meses, reforça a necessidade de intervenções mais eficazes para mitigar a transmissão de patógenos. Esses achados são significativos, embora o perfil de resistência observado não tenha sido tão amplo quanto o inicialmente antecipado. Na primeira coleta, a análise univariada demonstrou que profissionais que limpavam o telefone celular apresentaram uma redução de aproximadamente 85,5% na probabilidade de apresentar bactérias nos seus telefones (R = 0,145; p = 0,02, IC95%: 0,02860,7398), sendo confirmada essa associação pela análise multivariada (OR = 0,1818; p = 0,0468). O total de bactérias no telefone celular não apresentou associação significativa com a presença de bactérias hospitalares (p = 0,0517). Na segunda coleta, a crença de que bactérias hospitalares podem persistir no telefone celular aumentou em aproximadamente quatro vezes a probabilidade de detecção (OR = 4,17; p = 0,022). Esses achados evidenciam apresença significativa de microrganismos, incluindo SARSCoV2, em telefones celulares e nas mãos de profissionais de saúde, reforçando o potencial desses dispositivos como vetores de transmissão no ambiente hospitalar. Os resultados podem subsidiar a implementação de protocolos de limpeza dos telefones celulares, contribuindo para a interrupção da cadeia de transmissão de patógenos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.07.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-07112025-162301 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      ESPINOZA, Evelyn Patricia Sanchez. Avaliação microbiológica de telefones celulares como fonte de bactérias multirresistentes e SARS-CoV-2 em duas unidades de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-07112025-162301/. Acesso em: 27 jan. 2026.
    • APA

      Espinoza, E. P. S. (2025). Avaliação microbiológica de telefones celulares como fonte de bactérias multirresistentes e SARS-CoV-2 em duas unidades de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-07112025-162301/
    • NLM

      Espinoza EPS. Avaliação microbiológica de telefones celulares como fonte de bactérias multirresistentes e SARS-CoV-2 em duas unidades de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-07112025-162301/
    • Vancouver

      Espinoza EPS. Avaliação microbiológica de telefones celulares como fonte de bactérias multirresistentes e SARS-CoV-2 em duas unidades de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-07112025-162301/


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