Conversão e convalescença (2025)
- Authors:
- Autor USP: CARVALHO NETO, STELIO DE - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLF
- DOI: 10.11606/T.8.2025.tde-22082025-140039
- Subjects: GRAÇA (ESTÉTICA); APOLOGÉTICA
- Keywords: Amor fati; Aposta de Pascal; Eternal return of the same; Eterno retorno do mesmo; Love of fate; Pascal's Wager
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Pretendemos verificar a hipótese de que a doutrina nietzschiana do eterno retorno, na forma como é apresentada no aforismo "O maior dos pesos", de A Gaia Ciência, cumpre uma função apologética, e não uma função diagnóstica, como propõem diversas interpretações do texto de Nietzsche. Formulamos essa hipótese no final de nossa pesquisa de mestrado, quando investigávamos as condições para a passagem do "egoísmo doente" para o "egoísmo sadio" - ou seja, as condições para a convalescença - na "psicofisiologia" nietzschiana. Verificamos que, nessa psicofisiologia, a convalescença é prerrogativa dos corpos "fundamentalmente sadios", predestinados à saúde. Sugeriu-se, então, a analogia entre a ideia de convalescença na psicofisiologia nietzschiana e a ideia de conversão na doutrina agostiniana da graça. Para estabelecer essa analogia, escolhemos os desenvolvimentos de Blaise Pascal sobre a doutrina agostiniana da graça. Essa escolha é justificada pelo fato de que Nietzsche era, declaradamente, leitor de Pascal, além de mencioná-lo em diversas passagens de sua obra. A aproximação dos dois pensadores enseja a suspeita de que o jogo mental proposto em "O maior dos pesos" tem, na doutrina do eterno retorno, a mesma função que a aposta de Pascal tem na sua apologética do cristianismo. Na doutrina nietzschiana, trata-se da convalescença do décadent fundamentalmente sadio; na doutrina pascaliana, trata-se da conversão do libertin. Nos dois casos, a retórica apologética só tem relevância porque não é possível saber de antemão quem são os predestinados à condenação ou à doença, e quem são os predestinados à salvação ou à saúde. Porque escreveu "para todos e para ninguém", como declarado no subtítulo do Zaratustra, Nietzsche pode sustentar a escrita de uma apologética do amor fati na forma da doutrina do eterno retorno do mesmo
- Imprenta:
- Data da defesa: 02.04.2025
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- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
CARVALHO NETO, Stelio de e MOURA, Alex de Campos. Conversão e convalescença. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-22082025-140039/. Acesso em: 24 jan. 2026. -
APA
Carvalho Neto, S. de, & Moura, A. de C. (2025). Conversão e convalescença (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-22082025-140039/ -
NLM
Carvalho Neto S de, Moura A de C. Conversão e convalescença [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 24 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-22082025-140039/ -
Vancouver
Carvalho Neto S de, Moura A de C. Conversão e convalescença [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 24 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-22082025-140039/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.8.2025.tde-22082025-140039 (Fonte: oaDOI API)
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