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Indução de tolerância imunológica nas pessoas vivendo com hemofilia A e inibidor acompanhadas no Hemocentro de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: OLIVEIRA, LETICIA SANTOS DE - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • DOI: 10.11606/D.17.2025.tde-05052025-140230
  • Subjects: INIBIDORES DE ENZIMAS; HEMOFILIA; QUALIDADE DE VIDA; HEMORRAGIA
  • Keywords: Bleeding; Health-related quality of life; Hemofilia; Hemophilia; Inhibitors; Inibidores; Qualidade de vida; Sangramentos
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Inibidores em pessoas vivendo com Hemofilia A (PCHA) afetam significativamente a morbidade e a qualidade de vida relacionada à saúde. Atualmente, a única abordagem terapêutica comprovadamente eficaz para a erradicação dos inibidores é a indução de tolerância imunológica (ITI). A introdução do emicizumabe no Brasil, como opção terapêutica para as PCHA e inibidores, levanta questionamentos acerca do real benefício da ITI, visto que esse medicamento melhora substancialmente a qualidade de vida desses pacientes, tanto pela conveniência posológica e pela via de administração, quanto pela alta eficácia comprovada na profilaxia dos eventos hemorrágicos. Métodos: Este estudo foi conduzido em um centro de referência para PCHA e inibidores, tendo como objetivo avaliar os fatores de risco, as taxas de resposta, os custos do tratamento e as percepções sobre a qualidade de vida dos pacientes. A qualidade de vida foi avaliada usando as escalas EQ-5D-5L e EQ-5D-Y, a percepção em relação a capacidade física foi avaliada com HAL e PedHAL, e a adesão ao tratamento foi medida usando o Veritas-Pro. Resultados: Dos 20 participantes, 19 concordaram em participar da ITI; 3 ainda estão com o protocolo em andamento, 2 descontinuaram e 14 completaram o tratamento. Os que finalizaram a ITI foram categorizados em dois grupos: aqueles que obtiveram sucesso e atualmente realizam profilaxia com concentrado de fator VIII (FVIII), e aqueles com falha terapêutica, os quais, atualmente, recebem profilaxia com emicizumabe. A idade mediana dos participantes foi de 14 anos, sendo a maioria com hemofilia A grave, e desenvolvimentoprecoce de inibidores. A taxa de resposta à ITI foi de 64,3%. O grupo que atendeu aos critérios de falha terapêutica exibiu medianas de pico histórico e de pico do inibidor pós-ITI significativamente mais altas, além de relatar um impacto negativo maior nas atividades escolares e laborais. A adesão ao tratamento foi maior no grupo de falha na ITI (p= 0,004), enquanto o grupo de sucesso na ITI relatou mais ansiedade e depressão (p= 0,03). Foi demonstrada forte correlação negativa entre a capacidade física e o tempo entre a detecção do inibidor e o início da ITI. Discussão/Conclusão: Surpreendentemente, os pacientes que falharam à ITI demonstraram uma tendência a melhor qualidade de vida, além de menores taxas de depressão e ansiedade e maior adesão ao tratamento. Essas observações podem ser atribuídas ao uso do emicizumabe como profilaxia nesse grupo. A análise também revelou uma forte correlação negativa entre as limitações nas atividades diárias e o tempo em que o paciente permaneceu com inibidor, considerando o tempo decorrido entre a detecção do inibidor e o início da ITI, ressaltando a necessidade de tratamentos precoces e eficazes para mitigar danos articulares e melhorar os desfechos a longo prazo. Esses achados, aliados à recente disponibilização do emicizumabe para as PCHA e inibidores no Brasil, destacam a importância de estratégias de tratamento individualizadas, visando melhorar a qualidade de vida e a adesão à terapia, além de maximizar a eficácia hemostática e minimizar o ônus do tratamento
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.01.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI

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    Status:
    Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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    • ABNT

      OLIVEIRA, Leticia Santos de. Indução de tolerância imunológica nas pessoas vivendo com hemofilia A e inibidor acompanhadas no Hemocentro de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17155/tde-05052025-140230/. Acesso em: 27 mar. 2026.
    • APA

      Oliveira, L. S. de. (2025). Indução de tolerância imunológica nas pessoas vivendo com hemofilia A e inibidor acompanhadas no Hemocentro de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17155/tde-05052025-140230/
    • NLM

      Oliveira LS de. Indução de tolerância imunológica nas pessoas vivendo com hemofilia A e inibidor acompanhadas no Hemocentro de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 27 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17155/tde-05052025-140230/
    • Vancouver

      Oliveira LS de. Indução de tolerância imunológica nas pessoas vivendo com hemofilia A e inibidor acompanhadas no Hemocentro de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 27 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17155/tde-05052025-140230/

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