Efeito de um protocolo de mobilização precoce no pós-operatório em pacientes submetidos à amputação abdominoperineal do reto extraelevador com reconstrução por retalho perfurante da artéria pudenda interna: estudo clínico prospectivo, randomizado e contro (2025)
- Authors:
- Autor USP: ARAUJO, CAIO AUGUSTO LIMA DE - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-24102025-124035
- Subjects: NEOPLASIAS RETAIS; PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO; PROTOCOLOS CLÍNICOS
- Keywords: Clinical protocols; Deambulação precoce; Early ambulation; Postoperative period; Procedimento cirúrgico reconstrutivo; Procedures reconstructive surgical; Rectal neoplasms/surgery
- Language: Português
- Abstract: Introdução: A amputação abdominoperineal do reto extraelevador (AAPRE) é uma abordagem relevante para o tratamento de cânceres retais avançados, resultando em defeitos perineais extensos que necessitam de reconstrução eficaz. O retalho perfurante da artéria pudenda interna (RPAPI) é amplamente utilizado por sua segurança e confiabilidade na reconstrução desses defeitos. No entanto, a prática de imobilização prolongada no pós-operatório, adotada para minimizar riscos locais como deiscência e necrose do retalho, pode gerar complicações sistêmicas indesejadas, como perda muscular, trombose venosa e infecções respiratórias. Este estudo avaliou a eficácia, a viabilidade e a segurança da mobilização precoce como alternativa à restrição no leito, visando otimizar a recuperação de pacientes submetidos à AAPRE com reconstrução por RPAPI. Métodos: Realizou-se um estudo fase III, prospectivo, randomizado e controlado, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICESP-HCFMUSP). Foram incluídos 51 pacientes elegíveis para AAPRE com reconstrução perineal por RPAPI, alocados aleatoriamente em dois grupos: mobilização precoce (MP, n=25) e restrição no leito (RL, n=26). O grupo MP iniciou um programa supervisionado de exercícios no 1º dia pós-operatório, incluindo treino de controle de tronco, ortostatismo, treino de marcha, fortalecimento muscular e treinamento aeróbico, com sessões diárias de aproximadamente30 minutos. O grupo RL seguiu o protocolo padrão de repouso absoluto no leito por cinco dias. O desfecho primário foi a deambulação independente em 3 metros no 5º dia pós-operatório. Os desfechos secundários incluíram a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC6M) nos dias 5 e 30, incidência de complicações pós-operatórias, tempo de internação hospitalar, tempo de cicatrização, qualidade de vida e incidência e intensidade de fadiga. Resultados: A MP melhorou significativamente a capacidade de deambulação no 5º dia (68,0% vs. 38,5%, p = 0,035) e resultou em maiores distâncias no TC6M no 5º (108,78 vs. 47,73 metros, p = 0,041) e 30º dias (243,8 vs. 166,29 metros, p = 0,018) em comparação ao grupo RL. Pacientes do grupo MP também receberam alta mais precoce, com 66,7% saindo até o 10º dia, em contraste com 33,3% no grupo RL (p = 0,043). O tempo de cicatrização ( 30 dias: 17,4% vs. 16,7%; 31-60 dias: 13,0% vs. 37,5%; 61-90 dias: 30,4% vs. 4,2%; > 90 dias: 39,1% vs. 41,7%; p = 0,06) e a taxa de complicações (68% vs. 80,8%, p = 0,296) foram semelhantes entre os grupos RL e MP, respectivamente, assim como qualidade de vida e a incidência e intensidade de fadiga. Conclusão: A mobilização precoce em pacientes submetidos à reconstrução perineal por RPAPI após AAPRE mostrou-se segura e eficaz em relação à restrição no leito. A intervenção aumentou a capacidade funcional, reduziu o tempo de internação hospitalar, não elevou o risco de complicações pós-operatórias, neminterferiu no tempo de cicatrização, na qualidade de vida e na incidência e intensidade de fadiga pós-operatória. Esses resultados indicam que a mobilização precoce pode otimizar a recuperação e se consolidar como o manejo padrão para esses pacientes
- Imprenta:
- Data da defesa: 23.06.2025
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
ARAUJO, Caio Augusto Lima de. Efeito de um protocolo de mobilização precoce no pós-operatório em pacientes submetidos à amputação abdominoperineal do reto extraelevador com reconstrução por retalho perfurante da artéria pudenda interna: estudo clínico prospectivo, randomizado e contro. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-24102025-124035/. Acesso em: 24 mar. 2026. -
APA
Araujo, C. A. L. de. (2025). Efeito de um protocolo de mobilização precoce no pós-operatório em pacientes submetidos à amputação abdominoperineal do reto extraelevador com reconstrução por retalho perfurante da artéria pudenda interna: estudo clínico prospectivo, randomizado e contro (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-24102025-124035/ -
NLM
Araujo CAL de. Efeito de um protocolo de mobilização precoce no pós-operatório em pacientes submetidos à amputação abdominoperineal do reto extraelevador com reconstrução por retalho perfurante da artéria pudenda interna: estudo clínico prospectivo, randomizado e contro [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 24 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-24102025-124035/ -
Vancouver
Araujo CAL de. Efeito de um protocolo de mobilização precoce no pós-operatório em pacientes submetidos à amputação abdominoperineal do reto extraelevador com reconstrução por retalho perfurante da artéria pudenda interna: estudo clínico prospectivo, randomizado e contro [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 24 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-24102025-124035/
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