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Fraseamento prosódico como biomarcador de insuficiência respiratória (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: FERREIRA, LETICIA SANTIAGO - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLC
  • DOI: 10.11606/D.8.2025.tde-22102025-113202
  • Subjects: FONOLOGIA; PROSÓDIA; BIOMARCADORES; PORTUGUÊS DO BRASIL; INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA; COVID-19
  • Keywords: Fraseamento prosódico; Prosodic phrasing
  • Language: Português
  • Abstract: Esta pesquisa tem como objetivo o estudo do fraseamento prosódico como biomarcador de insuficiência respiratória em casos de Covid-19. Nesta pesquisa consideramos o sintagma entoacional como o dominio prosódico do fraseamento. O estudo compara dois grupos de falantes: o Grupo Controle (GC), formado por voluntários sem insuficiência respiratória, e o Grupo de Pacientes (GP), composto por indivíduos diagnosticados com insuficiência respiratória decorrente da Covid-19. O corpus é constituído por 94 gravações do GC e 81 do GP, todas derivadas da leitura de um enunciado pré-estabelecido. As análises foram conduzidas no software Praat (Boersma & Weenink, 2023), com base na teoria da Fonologia Prosódica (Selkirk, 1984, 1986, 2000; Nespor & Vogel, 1986, 2007) e da Fonologia Entoacional (Pierrehumbert, 1980; Ladd, 1996, 2008). Nossas hipóteses foram que (i) os padrões de fraseamento prosódico diferem entre os dois grupos de falantes; (ii) os sintagmas entoacionais (I) não seguem as regras de boa formação e reestruturação descritas na literatura (Nespor & Vogel, 2007 [1986]; Frota, 2000; Tenani, 2002) no grupo de pacientes; e (iii) as pausas, entendidas como pistas prosódicas de fraseamento, ocorrem com maior frequência e duração na fala do GP, possivelmente em função de demandas respiratórias (Cagliari, 1992). Observou se que a maioria das produções do GP apresentaram quebras em posições não previstas, indicando violações às regras de formação e reestruturação de I esugerindo influência da insuficiência respiratória na organização prosódica. Entre as produções do GP que seguiram padrões esperados, destacou-se a estrutura [S]I[VO]I[Adv]I, na qual a sentença alvo é fraseada com o máximo de quebras previstas, permitindo mais pausas para respiração. No GC, em contraste, 78,7% das sentenças seguiram padrões esperados, com destaque para o padrão [SVOAdv]I, na qual a sentença alvo é reestruturada em um único I, associado a uma taxa de elocução mais rápida e um estilo de fala mais coloquial. Quanto às pausas, o GP exibiu média de 3,16 pausas por sentença com duração média de 0,53 segundos, contrastando com o GC, que apresentou 0,85 pausas e duração média de 0,13 segundos (Ferreira, 2022). Além disso, enquanto o GC tende a inserir quebras em fronteiras previstas de I, o GP frequentemente insere pausas em locais não previstos pela gramática do PB. Apesar das diferenças no fraseamento e nas pausas, ambos os grupos mantiveram contornos nucleares finais descendentes (H+L* L%), típicos de enunciados declarativos neutros do PB. Os contornos não finais também apresentaram padrão semelhante entre os grupos, com predominância de contornos ascendentes (L*+H H% ou L+H* H%), embora o GP tenha mostrado maior variação. Esses achados reforçam a hipótese de que a insuficiência respiratória afeta significativamente o fraseamento prosódico, especialmente no que se refere à reestruturação de sintagmas entoacioanis e ao comportamento das pausas,podendo o fraseamento prosódico consistir em um possível biomarcador de insuficiência respiratória nos dados de fala de pacientes de Covid-19 analisados
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.06.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.8.2025.tde-22102025-113202 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      FERREIRA, Letícia Santiago e SVARTMAN, Flaviane Romani Fernandes. Fraseamento prosódico como biomarcador de insuficiência respiratória. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-22102025-113202/. Acesso em: 23 jan. 2026.
    • APA

      Ferreira, L. S., & Svartman, F. R. F. (2025). Fraseamento prosódico como biomarcador de insuficiência respiratória (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-22102025-113202/
    • NLM

      Ferreira LS, Svartman FRF. Fraseamento prosódico como biomarcador de insuficiência respiratória [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-22102025-113202/
    • Vancouver

      Ferreira LS, Svartman FRF. Fraseamento prosódico como biomarcador de insuficiência respiratória [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-22102025-113202/

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