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Avaliação dos efeitos da ocitocina em pacientes com esquizofrenia refratária (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: FERREIRA, ADRIANA COLAR - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • DOI: 10.11606/D.17.2025.tde-26052025-102627
  • Subjects: COGNIÇÃO SOCIAL; EMPATIA; ESQUIZOFRENIA; OCITOCINA; TRAUMA EMOCIONAL
  • Keywords: Affective empathy; Cognição social; Early emotional trauma; Empatia afetiva; Esquizofrenia; Neurocognição; Neurocognition; Ocitocina; Oxytocin; Schizophrenia; Social cognition; Traumas emocionais precoces
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A Esquizofrenia (ESQ) é um transtorno psiquiátrico complexo e incapacitante. sendo caracterizado por sintomas positivos, negativos, afetivos e cognitivos. Embora haja vários tratamentos disponíveis, nem todos mostram eficácia satisfatória, sobretudo em domínios como neurocognição e cognição social. Estudos que avaliam os potenciais da ocitocina (OCT), um neuropeptídeo pró-social, são crescentes na ESQ, com resultados ainda contraditórios. Este estudo teve por objetivo avaliar as possíveis associações entre OCT endógena e exógena e ESQ Refratária, por meio de estudo transversal de comparação de grupos e ensaio clínico, paralelo, randomizado, duplo cego, controlado por placebo. O estudo foi realizado em duas fases. A Fase 1 relacionou-se ao ensaio clínico e teve por amostra final 20 sujeitos adultos do sexo masculino com ESQ Refratária, sem comorbidades psiquiátricas, em uso de Clozapina, e 31 sujeitos adultos do sexo masculino, sem qualquer condição clínica ou psiquiátrica (controle saudáveis - CO). Avaliou-se o efeito de uma dose única de OCT intranasal (24UI/ml) ou placebo (veículo da OCT) na neurocognição (memória de trabalho e velocidade de processamento da informação) e cognição social (empatia afetiva), por meio dos instrumentos: a) subtestes da Bateria Cognitiva de Consenso (MATRICS- MCCB) para avaliação da neurocognição, a saber: Brief Assessment of Cognition in Schizophrenia (BACS), Category Fluency Test: Animal Naming (Fluency), Trail Making Test (TMT-A), Spatial Span, e Letter-Number Span (LNS); b) Teste de Empatia Multifacetada (MET)- subescala afetiva. A segurança e tolerabilidade da OCT foi avaliada por meio da escala Udvalg para Kliniske Undersøgelser (UKU), além de medidas cardiovasculares (pressão arterial e frequência cardíaca). A Fase II, estudo transversal de comparação de grupos, teve por objetivos verificar e comparar os níveis endógenos de OCT de uma subamostra de 10 sujeitos comESQ Refratária e 11 CO e suas associações com a presença de traumas emocionais precoces. Os níveis de OCT foram avaliados por meio de Ensaio Imunoenzimático Competitivo (ELISA) e a presença de traumas precoces pelo Questionário sobre Traumas Emocionais na Infância (CTQ). Os dados foram alocados em banco de dados e analisados por meio do programa estatístico Statitical Package for the Social Sciences (SPSS). Para tanto utilizou-se de estatística descritiva, testes de comparação de grupos (teste de Kruskal-Wallis e Qui-Quadrado), de correlação (Teste de Correlação de Spermann), e Generalized Estimating Equations (GEE) para dados longitudinais com distribuição GAMA. Adotou-se p≤0,05 como nível de significância estatística nas análises. Os resultados apontaram que os sujeitos com ESQ refratária apresentaram pior desempenho neurocognitivo que os do grupo CO. Diferente do esperado, os efeitos da OCT nos desfechos da neurocognição não foram evidenciados, exceto melhora na memória de trabalho em um subteste específico (LNS), independente do grupo (p<0,001). Em relação à empatia afetiva, os sujeitos com ESQ não apresentaram diferença significativa quanto às emoções positivas. Já após o uso de PLA, observou-se um aumento nos níveis de empatia negativa, independente do grupo, o que não ocorreu após o uso da OCT, sugerindo que a OCT pode favorecer menores vivências de sofrimento pessoal e estados afetivos disfóricos, diante de vivências negativas de outros. Em relação aos níveis endógenos de OCT, não foi encontrado diferença significativa entre os grupos e nem possível correlação entre os níveis e traumas emocionais precoce (TEP). Conclui-se que a OCT, no geral, mostrou-se pouco efetiva diante dos desfechos avaliados em pacientes com 23 ESQ refratária
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.02.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.17.2025.tde-26052025-102627 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      FERREIRA, Adriana Colar. Avaliação dos efeitos da ocitocina em pacientes com esquizofrenia refratária. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-26052025-102627/. Acesso em: 12 jan. 2026.
    • APA

      Ferreira, A. C. (2025). Avaliação dos efeitos da ocitocina em pacientes com esquizofrenia refratária (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-26052025-102627/
    • NLM

      Ferreira AC. Avaliação dos efeitos da ocitocina em pacientes com esquizofrenia refratária [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-26052025-102627/
    • Vancouver

      Ferreira AC. Avaliação dos efeitos da ocitocina em pacientes com esquizofrenia refratária [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-26052025-102627/


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