Avaliação da ação virucida para o HPV16 de diferentes desinfetantes químicos na descontaminação de biomodelos 3D de transdutores transvaginais: da construção de modelo de avaliação a resultados preliminares de eficácia (2024)
- Authors:
- Autor USP: REIS, RENATO DOS SANTOS - EE
- Unidade: EE
- Sigla do Departamento: ENC
- DOI: 10.11606/T.7.2024.tde-04092025-105048
- Subjects: SEGURANÇA DO PACIENTE; HPV
- Keywords: Biotechnology/Nursing; Biotecnologia/Enfermagem; Enfermagem em Centro de Material e Esterilização; Human Papillomavirus16-HPV16; Modelo de testes para avaliação de Desinfecção Química; Nursing in Material and Sterilization Center; Patient safety; Produtos para Saúde Semicríticos; Semi-Critical Health Products; Test model for evaluation of Chemical Disinfection; Transdutores Transvaginais; Transvaginal Transducers
- Language: Português
- Abstract: Introdução: O transdutor de ultrassonografia transvaginal é um acessório endovaginal utilizado para capturar imagens de alta resolução geradas pelo ultrassom para visualizar e avaliar estruturas internas do sistema reprodutor feminino para fins diagnósticos. É um dispositivo de múltiplo uso que exige descontaminação segura de um uso a outro. Na classificação de risco para transmissão potencial de infecção, é um produto para saúde semicrítico que exige, minimamente, limpeza e desinfecção de alto nível, realizadas pela Enfermagem capacitada, em locais planejados para descontaminação seguindo as recomendações oficiais da RDC ANVISA15/2012 e 6/2013. Na prática clínica, por diversas justificativas, nem sempre acontece a adesão às recomendações oficiais. Realizam procedimentos simplificados de descontaminação na própria sala do procedimento, sem desconectar o acessório do equipamento, utilizando, na maioria das vezes, aplicação direta de formulações desinfetantes, sem limpeza prévia. Objetivo: Avaliar a ação virucida para o HPV16 de diferentes desinfetantes químicos aplicados diretamente sobre os biomodelos 3D de transdutores transvaginais, sem limpeza prévia. Método: Pesquisa experimental laboratorial com contaminação intencional desafio dos biomodelos 3D com HPV16, com potencial infectante com aproximadamente 1x107 partículas de HPV16/ml, acrescido de 10% de soro bovino. A equivalência da matéria prima do biomodelo 3D com o transdutor transvaginal da prática clínica foi validadapor espectrofotometria por infravermelho que revelou ser majoritariamente de ABS (Acrilonitrila, Butadieno e Estireno). Os locais dos experimentos foram: 1. Laboratório de Imunologia e Doenças Infecciosas do Instituto Leônidas e Maria Deane - Fiocruz Amazônia; 2. Departamento de Química analítica do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal do Amazonas-UFAM (fabricação e validação dos corpos de prova por impressão 3D); 3. Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos da Universidade do Estado do Amazonas CMABIO/UEA (análises da presença do microrganismo teste por meio da tecnologia de Microscopia Eletrônica de Varredura); 4. Laboratório de Biodegradação do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amazonas (detecção do DNA do HPV16 por meio do RT-qPCR em Tempo Real seguida de cultura celular). Três formulações desinfetantes foram selecionadas para os experimentos: (1) Proaction Oxi®: formulação à base de Peróxido de Hidrogênio 0,35%; (2) Proaction Germi®: formulação de Quaternário de Amônio de 5ª geração 0,576% p/p (mistura de cloreto de alquil dimetil benzil amônio e cloreto de dodecil dimetil amônio) e Cloridrato de Polihexametileno Biguanida 0,2% (PHMB), ambos do fabricante Grow® - Química e Farmacêutica, com indicação de uso declarado para desinfecção de produtos para saúde não críticos e superfície de alto toque contaminadas por fricção num único passo, sem limpeza prévia; (3) álcool 70% v/v do fabricante Rioquímica®. Apóscontaminação desafio, os biomodelos 3D foram submetidos à ação das soluções desinfetantes borrifadas no material absorvente descartável e friccionado sobre a superfície dos corpos de prova durante 1 minuto cronometrado. Os experimentos foram acompanhados dos controles positivo e negativo satisfatórios. Os procedimentos experimentais foram realizados em consonância com a Norma americana ASTM E1053; Norma europeia BS EN 14476:2013+A2:2019 e Recomendações da Association for the Advancement of Medical Instrumentation (AAMI)/Food and Drug Administration (FDA). Os resultados da sobrevivência do HPV16 foram avaliados por meio da microscopia eletrônica de varredura e quantificação de RNA usando o QubitTM RNA BR Asay Kit da Invitrogen, seguida de cultura celular. Resultados: A microscopia eletrônica de varredura indicou presença de partícula viral residual sobre as superfícies dos biomodelos frente aos três procedimentos de desinfecção testados. A quantificação de RNA usando o QubitTM RNA BR Asay Kit da Invitrogen constatou quantidades acima de 30 ng de RNA nas amostras, exceto nas amostras do ensaio com quaternário de amônio nos quais indicaram baixas concentrações em torno de 2 ng, sendo as amostras de quaternário de amônio excluídas das análises. Conclusão: a avaliação de uma prática segura de descontaminação de dispositivos para uso na saúde de múltiplos usos para controle de contaminação cruzada, é inegavelmente um procedimento complexo. Na presente investigação, foi necessáriafabricar corpos de prova (biomodelos 3D) para dar sequência à contaminação desafio com microrganismos representativos de risco para saúde pública decorrente de múltiplos usos dos transdutores transvaginais, reproduzindo o pior cenário da prática clínica e infraestrutura laboratorial de Centros Avanços em Pesquisa coordenado por expertises em diferentes assuntos específicos. Embora a presente investigação não tenha trazido respostas pontuais para serem transladadas para prática clínica, em que pesem os referenciais teóricosmetodológicos trazidos, reconhece-se o mérito da criação de um modelo para testagem de protocolos de desinfecção de produtos para saúde, independentemente do tipo de desafio microbiano eleito que nesta investigação foi representada por HPV16 pela significância epidemiológica de infecção causada pelas reutilizações dos transdutores transvaginais
- Imprenta:
- Data da defesa: 03.09.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
REIS, Renato dos Santos. Avaliação da ação virucida para o HPV16 de diferentes desinfetantes químicos na descontaminação de biomodelos 3D de transdutores transvaginais: da construção de modelo de avaliação a resultados preliminares de eficácia. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-04092025-105048/. Acesso em: 27 jan. 2026. -
APA
Reis, R. dos S. (2024). Avaliação da ação virucida para o HPV16 de diferentes desinfetantes químicos na descontaminação de biomodelos 3D de transdutores transvaginais: da construção de modelo de avaliação a resultados preliminares de eficácia (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-04092025-105048/ -
NLM
Reis R dos S. Avaliação da ação virucida para o HPV16 de diferentes desinfetantes químicos na descontaminação de biomodelos 3D de transdutores transvaginais: da construção de modelo de avaliação a resultados preliminares de eficácia [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-04092025-105048/ -
Vancouver
Reis R dos S. Avaliação da ação virucida para o HPV16 de diferentes desinfetantes químicos na descontaminação de biomodelos 3D de transdutores transvaginais: da construção de modelo de avaliação a resultados preliminares de eficácia [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-04092025-105048/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.7.2024.tde-04092025-105048 (Fonte: oaDOI API)
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas