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Valor prognóstico da detecção mamográfica do câncer de mama na mortalidade até o quinto ano: estudo observacional em mulheres atendidas em 2016 e 2017 no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: RIVAS, FERNANDO WLADIMIR SILVA - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-09102025-111424
  • Subjects: BRASIL; MAMOGRAFIA; MORTALIDADE; NEOPLASIAS MAMÁRIAS; RASTREAMENTO; SAÚDE DA MULHER
  • Keywords: Brazil; Breast neoplasms; Mammography; Mortality; Screening; Women´s Health
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O câncer de mama (CM) é a neoplasia maligna com maior incidência e mortalidade em mulheres brasileiras. O rastreamento mamográfico organizado tem efeito comprovado na redução de mortalidade por CM, porém no Brasil a cobertura na população-alvo é baixa, e o rastreamento em mulheres assintomáticas é do tipo oportunístico. Algumas populações tem dificuldades de acesso a mamografias de rastreamento e a proporção de detecção tardia e mortalidade permanecem altas. Este estudo tem como objetivo comparar a mortalidade até o quinto ano entre mulheres assintomáticas que detectaram o CM por achados mamográficos anormais e mulheres que detectaram a doença após o aparecimento de sintomas. Métodos: Conduzimos um estudo analítico de prognóstico, a partir da observação de coortes retrospectivas de mulheres com mais de 18 anos, diagnosticadas com CM histologicamente confirmado em 2016 e 2017. As pacientes foram consecutivamente selecionadas e classificadas conforme o método de detecção do CM; o Grupo Exposto (GE) incluiu mulheres com CM assintomático e achados mamográficos anormais, e o Grupo Controle (GC) mulheres com CM detectado após o aparecimento de sintomas. As pacientes foram acompanhadas por mais de cinco anos. Conduzimos análises de regressão de Cox para comparar a sobrevida das pacientes conforme método de detecção do CM, características sociodemográficas, clínico-patológicas e terapêuticas. Adicionalmente avaliamos, por meio de análises de regressão de Poisson, ascaracterísticas associadas à prevalência de detecção mamográfica do CM, à prevalência de CM em estágio clínico avançado, e à incidência acumulada de doença não-invasiva. Resultados: Prontuários de 1.536 pacientes foram revisados e 1.507 tiveram informação do método de detecção, sendo que 20,4% das pacientes apresentaram CM assintomático detectado por mamografia. Tiveram menor prevalência de detecção mamográfica assintomática as mulheres com menos de 40 anos, solteiras ou viúvas, de raça/cor não-branca, sem filhos e encaminhadas com diagnóstico previamente confirmado. Mulheres entre 50 e 69 anos, casadas, de raça branca, religião católica, subtipo molecular Luminal A e encaminhadas sem diagnóstico confirmado tiveram maior prevalência de detecção mamográfica assintomática. A prevalência de estágio clínico avançado foi 47,3% e foi mais frequente em mulheres com menos de 40 e mais de 70 anos, em mulheres solteiras e viúvas, e que detectaram o CM após o aparecimento de sintomas. O estágio clínico precoce foi mais comum em pacientes casadas, de raça branca, multíparas, de escolaridade alta e com subtipo molecular Luminal A. Após ajuste por estas variáveis, a deteção mamográfica esteve associada a uma diminuição de 57% da prevalência de CM avançado (RP=0,43 IC 95%: 0,33-0,54). As pacientes do GE apresentaram tumores de menor tamanho, menos doença linfonodal e menor proporção de doença triplo-negativa, foram submetidas a mais cirurgias conservadoras da mama, menos quimioterapia,mais radioterapia adjuvante e tiveram menor probabilidade de receber tratamento paliativo ao longo do seguimento. A mortalidade acumulada até o quinto ano foi 10,9% nas pacientes do GE e 34,0% nas pacientes do GC. A redução absoluta de mortalidade em cinco anos associada à detecção mamográfica do CM foi 23,1%, e a redução relativa não-ajustada foi 73,0% (HR=0,27 IC 95%: 0,19-0,39). Em análises multivariadas, a redução relativa do risco de óbito em cinco anos associada à detecção mamográfica foi de 33,0% (HR=0,67 IC 95%: 0,46-0,98) em modelo de regressão com todas as pacientes selecionadas, e 40,0% (HR=0,60 IC 95%: 0,37-0,90) em um modelo com pacientes com mais de 40 anos de idade, com doença invasiva não-metastática, ajustado por estágio patológico, subtipo molecular, grau histológico e variáveis demográficas. No modelo de regressão realizado com as pacientes do GE e GC emparelhadas por score de propensão em relação 1:1 e ajustado por estágio patológico, subtipo molecular e grau histológico a redução relativa do risco de óbito foi de 49,0% (HR=0,51 IC95%: 0,30-87). Conclusão: A detecção mamográfica do CM diminuiu significativamente a mortalidade até o quinto ano em mulheres a partir dos 40 anos, por meio da redução da prevalência de diagnósticos em estágio clínico avançado e de subtipos moleculares mais agressivos, permitindo tratamentos menos invasivos e aumentando significativamente a sobrevida global
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 08.05.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-09102025-111424 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

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    • ABNT

      RIVAS, Fernando Wladimir Silva. Valor prognóstico da detecção mamográfica do câncer de mama na mortalidade até o quinto ano: estudo observacional em mulheres atendidas em 2016 e 2017 no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-09102025-111424/. Acesso em: 20 jan. 2026.
    • APA

      Rivas, F. W. S. (2025). Valor prognóstico da detecção mamográfica do câncer de mama na mortalidade até o quinto ano: estudo observacional em mulheres atendidas em 2016 e 2017 no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-09102025-111424/
    • NLM

      Rivas FWS. Valor prognóstico da detecção mamográfica do câncer de mama na mortalidade até o quinto ano: estudo observacional em mulheres atendidas em 2016 e 2017 no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-09102025-111424/
    • Vancouver

      Rivas FWS. Valor prognóstico da detecção mamográfica do câncer de mama na mortalidade até o quinto ano: estudo observacional em mulheres atendidas em 2016 e 2017 no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-09102025-111424/

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