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Avaliação da segurança do uso seriado de lisado plaquetário autólogo versus pool alogênico em articulações equinas: aspectos clínicos e laboratoriais (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: MOURA, HELOÁ KAROLINE - FMVZ
  • Unidade: FMVZ
  • Sigla do Departamento: VCM
  • DOI: 10.11606/D.10.2025.tde-16092025-145050
  • Subjects: EQUINOS; MEDICINA ESPORTIVA; OSTEOARTRITE
  • Keywords: Orthobiologics; Osteoarthritis; Sports medicine
  • Language: Português
  • Abstract: Equinos atletas estão sujeitos constantemente a lesões articulares, contudo, até o presente momento não há um tratamento totalmente eficaz, capaz de frear, controlar e reparar a estrutura cartilagínea lesada. Portanto, se faz necessária a busca por opções terapêuticas capazes de controlar o processo inflamatório, promover analgesia e o reparo do tecido lesado, permitindo além do bem-estar, a longevidade na carreira atlética. Neste contexto, o lisado plaquetário (LP), que é um derivado acelular do plasma rico em plaquetas (PRP), contém proteínas e fatores de crescimento que desempenham papéis importantes na regeneração e cicatrização de tecidos. Comumente, utiliza-se tanto o PRP quanto o LP autólogo, entretanto, vários fatores acabam interferindo na qualidade e disponibilidade do produto autólogo, consequentemente, na resposta ao tratamento instituído. Frente a tal problemática, uma alternativa é o uso do pool de LP alogênico, obtido a partir de doadores saudáveis, previamente testado e pronto para o uso, sendo mantido sob congelamento até o momento de sua utilização. Contudo, faz-se necessário avaliar seus efeitos em articulações hígidas, uma vez que o fato de ser um produto alogênico pode provocar reações clínicas e laboratoriais adversas. O objetivo do estudo foi verificar a resposta clínica e laboratorial da aplicação única e posteriormente seriada do LP pool (alogênico) comparativamente ao LP autólogo por via intra-articular (IA) em articulações radiocárpicas saudáveis.Utilizou-se três equinos doadores saudáveis, para a obtenção do LP pool alogênico, armazenado sob -80ºC até o momento da utilização. Para o processamento dos LPs autólogos dos animais experimentais, foi utilizado o mesmo protocolo para obtenção de LP, e novamente manteve-se os produtos armazenados sob -80ºC. No primeiro experimento (fase curta) LP pool alogênico ou LP autólogo (5 mL) foi injetado na articulação radiocárpica de cinco equinos, fêmeas, hígidas, adultas, para verificar efeitos inflamatórios agudos; e após intervalo de 15 dias, a articulação radiocárpica contralateral recebeu o segundo LP, seja LP pool alogênico ou LP autólogo. O líquido sinovial (LS) foi colhido no momento 0 (basal) e 6, 12 e 24 horas após a aplicação única intra-articular do LP autólogo (LPA) ou do LP pool alogênico (LPP). Presença de dor, calor, efusão e claudicação foram avaliados após 24 horas. A análise do LS contemplou contagem de células nucleadas, mensuração de prostaglandina E2 (PGE2), interleucinas 1, 6, 10 (IL-1, -6, -10) e fator de necrose tumoral alpha (TNF-α), e fator de crescimento transformador β (TGF-β). Já no experimento 2 (fase longa), objetivou-se avaliar a segurança da aplicação seriada do LP pool alogênico, ou seja, três infiltrações articulares com intervalo de 15 dias (M0, M15D e M30), mimetizando o tratamento comumente preconizado. Para tanto, utilizou-se seis equinos hígidos, machos ou fêmeas, que receberam uma série de infiltraçõesarticulares de LPA; e após 30 dias, os mesmos animais receberam na articulação contralateral a mesma série utilizando-se LPP. Neste segundo experimento, também foi realizada avaliação clínica e laboratorial após 48 horas e 166 horas (7 dias) de cada administração de cada LPs. Após 15 dias da terceira aplicação (45 dias do início do segundo experimento) realizou-se novamente avaliação clínica e laboratorial. Em todos os momentos (M0,M048h,M07D; M15,M1548h,M157D; M30, M3048h,M307D; e M45), o LS foi imediatamente centrifugado, alíquotado, e armazenado à -80ºC para posterior análise, porém foi realizada a contagem de células nucleadas in natura. De maneira semelhante ao experimento 1, realizou as mensurações de PGE2, TGF-β, IL-10, IL-B1, IL-6 e TNFa. No experimento 1 (fase curta) nenhum equino apresentou alteração no exame físico articular compatível com reação inflamatória notória, como flair, ou claudicação e posição antálgica. Em relação à análise do LS, observou-se aumento de PGE2 às 12 horas no LPP e às 6 e 12 horas no LPA (p<0,05), e aumento de IL-10 às 12 horas nos grupos LPP e LPA (p<0,05), com retorno aos valores basais das variáveis em ambos os grupos às 24 horas. Observou-se aumento de TGFβ e da contagem de células nucleadas às 6 e 12 horas (p<0,05) em ambos os grupos, com retorno aos valores basais somente no LPA às 24 horas. Não foi observado aumento dos valores de TNF-α, IL-1 e IL-6. Na comparação entre grupos observou-se aumento nacontagem de células nucleadas às 6 horas (p<0,05) no LPA. De maneira semelhante ao experimento 1, nenhum animal apresentou, clinicamente, resposta inflamatória notória, como flair, claudicação exacerbada observada pelo equipamento Lameness Locator (Q-score) ou posição antálgica no experimento 2 (fase longa). Na análise do LS observou-se aumento de TGF-β e contagem de células nucleadas aos 15 dias, sendo que a contagem de células nucleadas também aumentou na maioria das vezes após 48 horas das infiltrações (p<0,05). Observou-se maior concentração de PGE2 no LPA em relação ao LPP aos 45 dias (p<0,05). Em relação às interleucinas, não foram observadas diferenças entre os momentos ou grupos na concentração de Il-1, Il-6 e TNF-α, contudo observou-se diminuição de IL-10 aos 30 dias no grupo LPP, com aumento após 7 dias (p<0,05). Não foram observadas diferenças estatísticas nos valores das concentrações de IL-10 entre LPA e LPP. Esses achados indicam que o LP pool alogênico possui comportamento similar ao LP autólogo quando utilizado de maneira intra-articular em equinos, e que ambos não induzem ação inflamatória imediata ou a longo prazo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 12.06.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.10.2025.tde-16092025-145050 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

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    • ABNT

      MOURA, Heloá Karoline. Avaliação da segurança do uso seriado de lisado plaquetário autólogo versus pool alogênico em articulações equinas: aspectos clínicos e laboratoriais. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-16092025-145050/. Acesso em: 23 jan. 2026.
    • APA

      Moura, H. K. (2025). Avaliação da segurança do uso seriado de lisado plaquetário autólogo versus pool alogênico em articulações equinas: aspectos clínicos e laboratoriais (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-16092025-145050/
    • NLM

      Moura HK. Avaliação da segurança do uso seriado de lisado plaquetário autólogo versus pool alogênico em articulações equinas: aspectos clínicos e laboratoriais [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-16092025-145050/
    • Vancouver

      Moura HK. Avaliação da segurança do uso seriado de lisado plaquetário autólogo versus pool alogênico em articulações equinas: aspectos clínicos e laboratoriais [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-16092025-145050/

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