A renoproteção conferida pela empagliflozina na insuficiência cardíaca está associada à redução da atividade simpática renal e à polarização de macrófagos para o fenótipo M2 (2025)
- Authors:
- Autor USP: WISNIVESKY, ALINE CAVALCANTI TOLEDO - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-07102025-122053
- Subjects: INFLAMAÇÃO; INSUFICIÊNCIA CARDÍACA; MACRÓFAGOS; RIM; TÚBULOS RENAIS
- Keywords: Heart failure; Inflammation; Inibidores do SGLT2; Kidney; Macrophages; Renal tubules; Sodium-glucose cotransporter type 2 inhibitors
- Language: Português
- Abstract: Na insuficiência cardíaca (IC), coração e rins estabelecem uma relação bidirecional, na qual a disfunção de um órgão contribui para a deterioração do outro, caracterizando a síndrome cardiorrenal. Como mais de 40% dos pacientes com IC apresentam comprometimento renal, entender os mecanismos de lesão renal e formas de prevenção é de grande relevância clínica. Os inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2), originalmente desenvolvidos para tratar o diabetes tipo 2, demonstraram efeitos cardioprotetores e renoprotetores que independem do controle glicêmico. Ensaios clínicos mostram que esses fármacos reduzem a mortalidade por IC e retardam sua progressão, com benefícios também sobre a função renal, possivelmente pela melhora hemodinâmica, modulação do feedback túbulo-glomerular e atenuação da inflamação e da atividade simpática. Em estudo anterior, nosso grupo demonstrou que a empagliflozina (EMPA), um iSGLT2, restaurou o ritmo de filtração glomerular (RFG) e reduziu a apoptose renal em ratos com IC sem diabetes. No presente trabalho, testamos a hipótese de que a EMPA reduz a lesão renal e atenua a hiperativação simpática, o sistema renina-angiotensina (SRA) e mediadores inflamatórios no rim de ratos com IC. Ratos Wistar foram submetidos ao infarto agudo do miocárdio (IAM) ou cirurgia sham, seguidos por quatro semanas de dieta controle ou com EMPA (10 mg/kg/dia), formando quatro grupos experimentais: Sham, Sham+EMPA, IC e IC+EMPA. Notavelmente, a análisehistológica revelou que a EMPA reduziu a congestão renal (CR) e a atrofia tubular (AT) nos animais com IC, com escores significativamente menores no grupo IC+EMPA em comparação ao grupo IC. Por outro lado, foi observada hipertrofia tubular (HT) nos grupos tratados, interpretada como resposta adaptativa. A EMPA também reduziu a inflamação renal, indicada pela polarização de macrófagos para o fenótipo anti-inflamatório M2 (CD206+, Arg-1, CD163) e diminuição da presença de linfócitos T CD3+. Apesar de o número total de macrófagos (CD68+) ter sido maior nos grupos com IC, os animais tratados com EMPA apresentaram aumento significativo dos macrófagos M2. As análises moleculares por PCR quantitativo corroboraram esses achados, evidenciando aumento dos níveis de mRNA de marcadores M2 e redução dos marcadores pró-inflamatórios M1, como TNF- e iNOS. Os níveis de norepinefrina urinária, marcador da atividade simpática, também foram reduzidos no grupo IC+EMPA, enquanto os níveis de angiotensina II (Ang II) não se alteraram significativamente. Conforme evidenciado em estudo prévio, a EMPA normalizou o RFG nos animais com IC. Concluímos que os efeitos renoprotetores da EMPA não dependem da ativação do feedback túbulo-glomerular, mas estão relacionados à redução da congestão renal, o que pode melhorar a perfusão e reduzir a atrofia tubular. Essa melhora no microambiente renal favorece a polarização de macrófagos para o fenótipo M2, promovendo a resolução da inflamação e atenuando ahiperatividade simpática
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- Data da defesa: 29.04.2025
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
WISNIVESKY, Aline Cavalcanti Toledo. A renoproteção conferida pela empagliflozina na insuficiência cardíaca está associada à redução da atividade simpática renal e à polarização de macrófagos para o fenótipo M2. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5166/tde-07102025-122053/. Acesso em: 01 abr. 2026. -
APA
Wisnivesky, A. C. T. (2025). A renoproteção conferida pela empagliflozina na insuficiência cardíaca está associada à redução da atividade simpática renal e à polarização de macrófagos para o fenótipo M2 (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5166/tde-07102025-122053/ -
NLM
Wisnivesky ACT. A renoproteção conferida pela empagliflozina na insuficiência cardíaca está associada à redução da atividade simpática renal e à polarização de macrófagos para o fenótipo M2 [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5166/tde-07102025-122053/ -
Vancouver
Wisnivesky ACT. A renoproteção conferida pela empagliflozina na insuficiência cardíaca está associada à redução da atividade simpática renal e à polarização de macrófagos para o fenótipo M2 [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5166/tde-07102025-122053/
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