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Prevalência e fatores associados à recomendação de práticas integrativas e complementares por profissionais de saúde em brasileiros com doenças crônicas: análise da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: PARRAVICINI, FLAVIA PLACERES - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/D.5.2025.tde-06102025-111957
  • Subjects: ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE; MEDICINA INTEGRATIVA; TERAPIAS COMPLEMENTARES
  • Keywords: Chronic diseases; Complementary therapies; Doenças crônicas; Integrative medicine; Primary health care
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Desde 1978, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva os Estados Membros a formularem e implementarem políticas públicas para a integração das Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) nos sistemas nacionais de saúde. O Brasil incorporou essas práticas ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na Atenção Primária à Saúde (APS), reconhecendo seu potencial no manejo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Evidências científicas demonstram que práticas como acupuntura, yoga e fitoterapia podem ser eficazes no tratamento da hipertensão arterial, diabetes mellitus, artrite/reumatismo e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). No entanto, desafios como resistência profissional, falta de conhecimento e capacitação, além de desigualdades no acesso, dificultam sua implementação. Objetivo: Analisar a prevalência e os fatores sociodemográficos associados à recomendação de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) por profissionais de saúde em brasileiros com hipertensão arterial, diabetes mellitus, artrite/reumatismo e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Metodologia: Trata-se de um estudo transversal baseado nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS-2019), utilizando amostragem probabilística representativa da população brasileira. Foram analisados 90.846 participantes que responderam sobre a recomendação de PICS no manejo de hipertensão arterial, diabetes mellitus,artrite/reumatismo e DORT. Foram realizadas análises descritivas e regressão logística para estimar razões de chances (OR) brutas e ajustadas, com intervalos de confiança de 95% (IC 95%), considerando variáveis sociodemográficas e controle por covariáveis. Resultados: Indivíduos com hipertensão arterial apresentaram maior probabilidade de receber recomendações de PICS se eram mulheres e autodeclarados pardos ou indígenas. Para diabetes mellitus, a recomendação foi mais frequente entre pessoas de 35 a 62 anos, com ensino médio ou superior e que viviam acompanhadas. Entre aqueles com artrite/reumatismo, as recomendações foram mais comuns para mulheres, indivíduos acima de 50 anos, com ensino superior, plano de saúde e residentes em áreas urbanas. Para DORT, a recomendação de PICS foi maior entre pessoas de 35 a 62 anos, autodeclaradas de cor da pele amarela, com ensino médio ou superior e plano de saúde. No geral, a recomendação de PICS foi mais baixa em comparação com outras orientações de manejo e cuidados de saúde habitualmente listados como recomendações pelos profissionais de saúde para essas condições. Conclusão: Os resultados evidenciam desigualdades na recomendação de PICS no Brasil, sugerindo que fatores sociodemográficos influenciam o acesso a essas práticas. A baixa frequência de recomendações reflete desafios estruturais e culturais, incluindo a falta de capacitação dos profissionais de saúde e a concentração da oferta em áreas urbanas. Políticaspúblicas que fortaleçam a formação profissional, financiamento, infraestrutura e comunicação sobre a eficácia das PICS são fundamentais para ampliar sua integração ao SUS. O estudo destaca a necessidade de pesquisas futuras sobre barreiras e facilitadores da recomendação de PICS, análise de custo-efetividade e impacto na equidade do cuidado. A integração efetiva das PICS pode contribuir para um modelo de atenção mais integrativo, centrado no paciente e equitativo, promovendo benefícios significativos para a saúde pública
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.06.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.5.2025.tde-06102025-111957 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      PARRAVICINI, Flavia Placeres. Prevalência e fatores associados à recomendação de práticas integrativas e complementares por profissionais de saúde em brasileiros com doenças crônicas: análise da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-06102025-111957/. Acesso em: 26 jan. 2026.
    • APA

      Parravicini, F. P. (2025). Prevalência e fatores associados à recomendação de práticas integrativas e complementares por profissionais de saúde em brasileiros com doenças crônicas: análise da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-06102025-111957/
    • NLM

      Parravicini FP. Prevalência e fatores associados à recomendação de práticas integrativas e complementares por profissionais de saúde em brasileiros com doenças crônicas: análise da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 26 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-06102025-111957/
    • Vancouver

      Parravicini FP. Prevalência e fatores associados à recomendação de práticas integrativas e complementares por profissionais de saúde em brasileiros com doenças crônicas: análise da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 26 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-06102025-111957/

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