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Disparidades raciais da mortalidade durante a pandemia de COVID-19, no município de São Paulo (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: CIRINO, CAMILA FERNANDA - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HEP
  • DOI: 10.11606/D.6.2025.tde-01102025-143231
  • Subjects: COVID-19; COVID-19; NEGROS; FATORES SOCIOECONÔMICOS; DESIGUALDADES EM SAÚDE; SÃO PAULO (SP)
  • Keywords: Excesso de Mortalidade; Morbidade; População Negra
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A pandemia de COVID-19 expôs e agravou desigualdades estruturais em saúde, com impactos desproporcionais entre grupos raciais e de gênero. O excesso de mortalidade emergiu como ferramenta analítica crucial para compreender os efeitos diretos e indiretos da pandemia, considerando não apenas os óbitos atribuídos ao vírus, mas também aqueles decorrentes da sobrecarga e interrupção dos serviços de saúde. Pesquisas nacionais e internacionais têm demonstrado que a população negra e de baixa renda enfrentam maior percentual de óbitos, reflexo de determinantes sociais históricos e do racismo estrutural. Tais evidências reforçam a necessidade de investigações aprofundadas sobre os padrões de mortalidade durante a pandemia, com ênfase na equidade racial e de gênero. Objetivo: Analisar o excesso da mortalidade associados a disparidade racial no contexto da pandemia por COVID-19, considerando os determinantes sociais da saúde entre o ano de 2020 a 2022, no município de São Paulo. Método: Trata-se de um estudo ecológico com dados de óbitos de residentes no Município de São Paulo - MSP ocorridos entre março de 2020 e dezembro de 2022, baseado em dados secundários extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Foram estudadas as variáveis: sexo (masculino e feminino); raça/cor (branca, negra, preta, parda); faixa etária (0-29, 30-59, 60-79, ≥ 80);causas de óbitos, de acordo com a codificação da CID-10, relacionadas com a COVID-19 (B34.2) e demais causas mais frequentes. Foram incluídos todos os óbitos de residentes do município de São Paulo com informação preenchida na variável raça/cor da Declaração de Óbito. Foi calculado o excesso de mortalidade para cada categoria de raça, a partir da diferença percentual entre a média de óbitos dos períodos de 2015-2019, que se refere à estimativa esperada de número de mortes, e o número de óbitos ocorridos (observados) durante a pandemia (2020 a 2022). Resultados: A pandemia de COVID-19 impactou significativamente a população pertencente às faixas etárias mais elevadas, entre os anos de 2020-2022, especialmente nos anos iniciais. Em 2020 e 2021, o excesso de mortalidade foi mais expressivo entre homens negros, com óbitos acima dos esperados elevados entre os idosos na faixa etária de 60-79 anos. Em 2020, as faixas de 70-79 e 80-89 anos concentraram as maiores proporções de óbitos, destacando-se os homens brancos e os homens pretos. Os homens pretos e os pardos apresentaram maior proporção de óbitos nas faixas etárias de 50-59 e 60-69 anos. Em 2021, a mortalidade por COVID-19 aumentou nas faixas (50-59 anos) em todas as raças, porém mais intensamente entre homens pardos e pretos. Apesar disso, as faixas de 70-79 anos continuaram com alta proporção dos óbitos em todas as raças, principalmente entre homens brancos. Em termos de excesso de mortalidade, em 2021, os homens pretos foram mais afetados nas faixas etárias de 60-79 anos.Em 2022, com o avanço da vacinação, observou-se uma redução na mortalidade. As faixas etárias de 60 anos e mais continuaram sendo as mais afetadas com excesso de mortalidade. Observou-se a evolução dos excessos de óbitos das mulheres negras nas faixas etárias de 0-29 anos em 2022, em relação aos anos de 2020 e 2021. Em relação ao excesso de óbitos por causa de morte, em 2020, o excesso de óbitos foi mais acentuado na população negra, com destaque para mortes por diabetes e outras causas, enquanto entre brancos observaram-se reduções em doenças cerebrovasculares, hipertensivas e neoplasias. Em 2021, o padrão desigual persistiu, com maior impacto entre pretos e pardos, especialmente por diabetes, doenças hipertensivas e respiratórias. Em 2022, houve aumento generalizado do excesso de mortalidade, com destaque para a população preta e parda. Conclusão: Este estudo identificou um excesso de mortalidade desproporcional entre homens negros no município de São Paulo durante a pandemia de COVID-19, especialmente em 2020 e 2021. Apesar da redução de óbitos com o avanço da vacinação em 2022, as desigualdades raciais persistiram, reforçando a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade na saúde
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.07.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.6.2025.tde-01102025-143231 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

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    • ABNT

      CIRINO, Camila Fernanda. Disparidades raciais da mortalidade durante a pandemia de COVID-19, no município de São Paulo. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-01102025-143231/. Acesso em: 20 jan. 2026.
    • APA

      Cirino, C. F. (2025). Disparidades raciais da mortalidade durante a pandemia de COVID-19, no município de São Paulo (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-01102025-143231/
    • NLM

      Cirino CF. Disparidades raciais da mortalidade durante a pandemia de COVID-19, no município de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-01102025-143231/
    • Vancouver

      Cirino CF. Disparidades raciais da mortalidade durante a pandemia de COVID-19, no município de São Paulo [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-01102025-143231/

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