Descolonizar a terra: a propriedade coletiva no Brasil e no México (2025)
- Authors:
- Autor USP: LAZARINI, KAYA - FAU
- Unidade: FAU
- DOI: 10.11606/T.16.2025.tde-02072025-112632
- Subjects: PROPRIEDADE COLETIVA; QUILOMBOS; TERRITÓRIO; PROPRIEDADE COLETIVA
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Esta pesquisa analisa as tensões contemporâneas em torno de formas coletivas de propriedade da terra na América Latina, a partir de duas experiências: os quilombos brasileiros e os ejidos pós-revolucionários mexicanos, buscando compreender as contradições em torno da existência de formas coletivas de propriedade no interior de estruturas normativas capitalistas engendradas a partir da propriedade privada individual. Os dois exemplos se ancoram em legislações que as legitimam, abrigam comunidades organizadas e adotam formas coletivas de organização do trabalho e na relação com o território que ocupam. A hipótese principal é que tais experiências abrigam práticas sociais produtivas e reprodutivas que questionam o modo predominante de produção, pretendendo-se desmercantilizadas, coletivas ou comunitárias, mesmo em meio a permanentes contradições. Territórios onde pluralidade de saberes, corpos e arquiteturas se relacionam com a terra e a natureza, e produzem espaços regidos sob a lógica do uso e da necessidade, ao mesmo tempo que se relacionam, permanentemente, com a soberania do valor de troca. Em que medida as propriedades coletivas são capazes de limitar as ações do mercado na produção do espaço, sendo, portanto, territórios que resistem à mercantilização e possibilitam a criação do que seria o comum. Ao mesmo tempo, em que medida são experiências limitadas na sua natureza normatizada e normatizadora por meio das instituições estatais? Quais as transformações normativas ejurídicas que estas formas coletivas têm enfrentado atualmente, e o que elas podem indicar em relação aos estudos sobre o espaço? A metodologia de investigação é composta pela análise teórico conceitual combinada com a análise de dados e cartografias de fontes primárias, bem como trabalho de campo e entrevistas. Os resultados indicam que a hipótese, embora contundente na leitura dialética, tende a pender mais para o amoldamento do que para a resistência, tanto por pressões exógenas, do mercado e do Estado, quanto por movimentos endógenos, nos quais as próprias comunidades se adequam à lógica dominante
- Imprenta:
- Data da defesa: 28.04.2025
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
LAZARINI, Kaya. Descolonizar a terra: a propriedade coletiva no Brasil e no México. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-02072025-112632/. Acesso em: 23 jan. 2026. -
APA
Lazarini, K. (2025). Descolonizar a terra: a propriedade coletiva no Brasil e no México (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-02072025-112632/ -
NLM
Lazarini K. Descolonizar a terra: a propriedade coletiva no Brasil e no México [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-02072025-112632/ -
Vancouver
Lazarini K. Descolonizar a terra: a propriedade coletiva no Brasil e no México [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-02072025-112632/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.16.2025.tde-02072025-112632 (Fonte: oaDOI API)
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