Agrobiodiversidade em sistemas agrícolas tradicionais: o papel das redes sociais (2025)
- Authors:
- Autor USP: OLMOS NÚÑEZ, JUAN SEBASTIÁN FELIPE - EACH
- Unidade: EACH
- DOI: 10.11606/D.100.2025.tde-21052025-140718
- Subjects: AGRICULTURA; MANDIOCA; VARIEDADES VEGETAIS
- Keywords: Agent-based modeling; Agrobiodiversidade; Agrobiodiversity; Modelagem baseada em agentes
- Language: Português
- Abstract: As mudanças climáticas e tecnológicas contemporâneas têm colocado desafios para a produção e a segurança alimentar da humanidade, incluindo a preservação da agrobiodiversidade em sistemas agrícolas tradicionais (SAT) como salvaguarda para estratégias de adaptação. Entretanto, existe uma lacuna de conhecimento sobre as dinâmicas que levam ao surgimento e manutenção da agrobiodiversidade, considerada aqui como um fenômeno emergente em sistemas socioecológicos tradicionais. Em particular, existe uma lacuna sobre como fenômenos sociais - como os sistemas de parentesco ou a herança de variedades - afetam a agrobiodiversidade dos SAT. A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma planta versátil e central em inúmeros SAT na América do Sul, e foi escolhida para investigarmos o papel das relações sociais sobre os níveis de diversidade encontrados em comunidades tradicionais. Dadas as limitações temporais inerentes à avaliação de processos co-evolutivos entre seres humanos e plantas, optamos por construir um modelo teórico (modelo KIN) e adotar a modelagem baseada em agentes para esta investigação. No modelo foram representados três sistemas de parentesco clássicos na literatura antropológica (endogamia, organização dual e intercâmbio generalizado), e foi implementada a herança de variedades entre pais e filhos recém-casados. Os resultados obtidos foram comparados com um modelo nulo (no qual a herança é aleatória).Os resultados sugerem que a herança de variedades não consegue manter a agrobiodiversidade da comunidade com o passar do tempo, independente do sistema de parentesco adotado. Porém, a herança de variedades (independente do sistema) mostrouse mais eficiente na conservação da diversidade do que o modelo nulo. Adicionalmente, a partir do modelo pudemos verificar a importância da diversidade no nível da família e do número de famílias na comunidade para a agrobiodiversidade no nível da comunidade. Por ser uma simplificação da realidade, como todo modelo, as principais limitações do modelo KIN são não terem incluído: trocas de variedades que ocorrem nas redes sociais produzidas pelos sistemas de parentesco, vizinhança e amizade; o papel das regras de localidade após o casamento; e a reprodução sexuada da mandioca, naturalmente geradora de diversidade.Os insights teóricos gerados pelo modelo KIN permitem formular novas perguntas de pesquisa e hipóteses na Antropologia, Arqueologia e em estudos sobre Sistemas Socioecológicos Complexos e agrobiodiversidade, além da formulação de estratégias de adaptação às mudanças climáticas
- Imprenta:
- Data da defesa: 23.04.2025
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
OLMOS NÚÑEZ, Juan Sebastián Felipe. Agrobiodiversidade em sistemas agrícolas tradicionais: o papel das redes sociais. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100132/tde-21052025-140718/. Acesso em: 27 jan. 2026. -
APA
Olmos Núñez, J. S. F. (2025). Agrobiodiversidade em sistemas agrícolas tradicionais: o papel das redes sociais (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100132/tde-21052025-140718/ -
NLM
Olmos Núñez JSF. Agrobiodiversidade em sistemas agrícolas tradicionais: o papel das redes sociais [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100132/tde-21052025-140718/ -
Vancouver
Olmos Núñez JSF. Agrobiodiversidade em sistemas agrícolas tradicionais: o papel das redes sociais [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100132/tde-21052025-140718/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.100.2025.tde-21052025-140718 (Fonte: oaDOI API)
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