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Associação entre os níveis de imunoglobulinas e o risco de infecção em pacientes com artrite reumatoide tratados com Abatacepte (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: TREVISAN, THIAGO JUNQUEIRA - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-28082025-142639
  • Subjects: ARTRITE REUMATOIDE; IMUNOGLOBULINAS; TERAPIA BIOLÓGICA
  • Keywords: Abatacept; Abatacepte; Arthritis rheumatoid; Biological therapy; Immunoglobulins; Infecção; Infections
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: Abatacepte (ABA) induz redução dos níveis de imunoglobulinas (Ig) em pacientes com Artrite Reumatoide (AR), porém tradicionalmente apresenta um bom perfil de segurança. A redução dos níveis de Ig está associada a maior risco de infecção em pacientes com AR tratados com Rituximabe (RTX). No entanto, não existem dados referentes à queda de Ig em pacientes com AR tratados com ABA e associação a risco de infecção. OBJETIVO: Avaliar a associação entre a queda dos níveis de Ig nos pacientes com AR tratados com ABA e infecção grave/recorrente. MÉTODOS: coorte retrospectiva de pacientes com AR tratados com ABA (2007 a 2018). Pacientes foram avaliados em relação a dados clínicos e aos níveis séricos de Ig totais e específicas (IgG, IgM, IgA) antes do início do tratamento e após 3 e 6 meses, e a cada 6 meses. A ocorrência de infecções graves ou de repetição como motivo de descontinuação do tratamento foi registrada. Subanálises excluindo pacientes com uso prévio de RTX foram realizadas. RESULTADOS: Cento e setenta e seis pacientes com AR foram incluídos: 93% do sexo feminino e 84% com fator reumatoide positivo. Mediana (variação total) de idade e duração de doença foram 55(18-81,3) e 14(1,6-39,8) anos, respectivamente. Níveis de gamaglobulina total (GGT) na linha de base foram 1,2(0,5-2,8g/dl), IgG 1094(422-2785mg/dl), IgM 104,1(18,9-405mg/dl), e IgA 321,3(100-776,5mg/dl). Quarenta e nove pacientes(29%) apresentavam baixa IgG antes do ABA, mas apenas seis(3,5%) comIgG<600mg/dl. Houve uma redução significativa dos níveis Ig total e subtipos em todos os tempos avaliados (até 24 meses) comparada a linha de base (p<0,05), ocorrendo logo após início do tratamento, aos 3 meses, e foi progressiva apenas para GGT e IgG até 6 meses, mas permaneceu estável em avaliações subsequentes (p>0,05). Quatorze (7,9%) pacientes apresentaram infecções (3 recorrentes e 11 graves) como causa de suspensão do ABA. Ocorrência de infecção foi associada a maior tempo de duração de doença (21 vs. 14anos, p=0,010). A taxa de infecção no primeiro ano de tratamento foi 7,42(IC95% 3,71-13,3)/100 pacientes-ano; com queda para 2,5(0,30-9,04) no segundo ano (p=0,137), para 1,89(0-10,55) no terceiro ano (p=0,158) e 0(0-4,61) após 3 anos (p=0,015). A frequência de IgG baixa na linha de base e em todos os tempos de seguimento (p>0,05) foi semelhante entre os pacientes com e sem infecção. Houve maior queda percentual de níveis de IgG aos seis meses de tratamento no grupo com infecção comparado ao grupo sem infecção (-11 vs. -5%, p=0,025). Tal diferença ficou mais evidente após exclusão dos pacientes com uso prévio de RTX. Nesses pacientes, análise com curva ROC demonstrou que uma queda absoluta de 410mg/dl aos 6 meses comparada a linha de base (sensibilidade 50%, especificidade 93%, área sob curva 0,727, p=0,023), e uma queda percentual de 27% (sensibilidade 50%; especificidade 91,8%, área sob a curva 0,737, p=0,12) foram associadas à ocorrência de infecção nosmeses seguintes ao tratamento. CONCLUSÃO: Essa coorte de pacientes de vida real com AR mostra que a redução nos níveis de Ig pelo ABA é leve e não progressiva. A monitorização dos níveis séricos de Ig, especialmente IgG no primeiro ano de tratamento, pode melhorar a prática clínica e o cuidado ao paciente, uma vez que queda significativa em níveis de IgG poderia ser um biomarcador associada à ocorrência de infecção
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.02.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-28082025-142639 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      TREVISAN, Thiago Junqueira. Associação entre os níveis de imunoglobulinas e o risco de infecção em pacientes com artrite reumatoide tratados com Abatacepte. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-28082025-142639/. Acesso em: 28 jan. 2026.
    • APA

      Trevisan, T. J. (2025). Associação entre os níveis de imunoglobulinas e o risco de infecção em pacientes com artrite reumatoide tratados com Abatacepte (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-28082025-142639/
    • NLM

      Trevisan TJ. Associação entre os níveis de imunoglobulinas e o risco de infecção em pacientes com artrite reumatoide tratados com Abatacepte [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 28 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-28082025-142639/
    • Vancouver

      Trevisan TJ. Associação entre os níveis de imunoglobulinas e o risco de infecção em pacientes com artrite reumatoide tratados com Abatacepte [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 28 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-28082025-142639/

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