Características sociodemográficas e psicossociais de familiares de pacientes com transtorno por uso de substâncias: correlações com o funcionamento familiar e o efeito de uma intervenção breve (2025)
- Authors:
- Autor USP: CAMARGO, CLAUDIA CRISTINA DE OLIVEIRA - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-25082025-100851
- Subjects: ANSIEDADE; DEPRESSÃO
- Keywords: Adaptabilidade e intervenção familiar; Adaptability and family intervention; Anxiety; Caregiver burden; Coesão; Cohesion; Comorbidade psiquiátrica; Depression; Famílias e cuidadores de indivíduos com transtornos relacionados ao uso de substâncias; Families and caregivers of individuals with substance use disorders; Family functioning; Funcionamento familiar; Psychiatric comorbidity; Sobrecarga do cuidador
- Language: Português
- Abstract: O impacto do uso de substâncias psicoativas por um membro da família está associado ao sofrimento emocional e aos transtornos psicossociais nos demais familiares. Diante disto, a família torna-se parte fundamental no tratamento de pessoas com Transtorno por Uso de Substâncias (TUS), uma vez que as relações familiares são modificadas, resultando em demandas de saúde mental que necessitam de atenção. O objetivo deste trabalho foi estudar, em uma amostra de familiares cuidadores de indivíduos internados por TUS, as características sociodemográficas, psicopatológicas, contextuais e de funcionamento familiar, além de avaliar os fatores preditores de engajamento e resposta a uma intervenção familiar breve (PFIB) e comparar os participantes (PART) do programa com os não participantes (N-PART). Desta forma, 169 familiares, cuidadores de 115 pacientes em tratamento por TUS, foram avaliados quanto ao perfil sociodemográfico, o contexto ambiental familiar, os sintomas psiquiátricos (ansiedade, depressão e comorbidades psiquiátricas), os indicadores de qualidade de vida (físico, psicológico, social e ambiental) e os tipos de funcionamento familiar (coesão e adaptabilidade). A intervenção breve, aplicada em quatro sessões, foi avaliada antes e depois da intervenção. A amostra do estudo foi composta, principalmente, por mulheres (76,3%) e mães (34,3%) com idade média de 53 anos, escolaridade elevada (nível superior em 41,4% dos casos) e renda igual ou superior a quatro salários mínimos(63,9%). Os dados apontaram para uma significativa exposição desses familiares a diversos eventos estressores como: problemas financeiros (36,6%), desemprego (30,2%), violência doméstica (12,4%;), que resultam em aumento de vulnerabilidade emocional. Em relação aos sintomas de sofrimentos subjetivos, foram encontrados índices elevados de ansiedade (p=0,021) e depressão (p=0,005) nos familiares que fizeram a intervenção. Os indicadores de qualidade de vida foram prejudicados nos indivíduos que fizeram intervenção, sendo que o bem-estar físico (p=0,007) e bem-estar ambiental apresentaram resultados piores. Os resultados indicaram que a Coesão familiar apresentou um coeficiente positivo em relação à vulnerabilidade emocional, sugerindo que níveis menores de coesão podem estar associados a maior vulnerabilidade emocional. Por outro lado, a Adaptabilidade familiar mostrou um coeficiente negativo, indicando que famílias com níveis maiores de adaptabilidade apresentam menor vulnerabilidade emocional. As análises indicaram que após a aplicação do Programa de Intervenção Familiar Breve houve a redução dos sintomas de ansiedade (R=0,36; p=0,027) e de depressão (R=0,72; p=<0,001), além da melhora nos níveis de qualidade de vida física (R=0,28; p=0,091), psicológica (R=0,37; p=0,023), social (R= 0,30; p=0,069) e total (R=0,55; p=0,001). Por outro lado, a convivência com um familiar com TUS eleva a vulnerabilidade emocional, aumentando os sintomas de ansiedade, depressão, estresse eprejuízo da qualidade de vida. Sendo assim, o funcionamento familiar equilibrado e uma intervenção breve e estruturada, que mescle elementos psicoeducativos e orientação para o auto manejo, são eficientes na diminuição imediata do sofrimento emocional em familiares de pacientes com TUS. Finalmente, há fatores pessoais e ambientais que predizem a adesão ao tratamento por familiares de indivíduos com TUS
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- Data da defesa: 12.02.2025
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- Cor do Acesso Aberto: gold
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ABNT
CAMARGO, Claudia Cristina de Oliveira. Características sociodemográficas e psicossociais de familiares de pacientes com transtorno por uso de substâncias: correlações com o funcionamento familiar e o efeito de uma intervenção breve. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-25082025-100851/. Acesso em: 08 jan. 2026. -
APA
Camargo, C. C. de O. (2025). Características sociodemográficas e psicossociais de familiares de pacientes com transtorno por uso de substâncias: correlações com o funcionamento familiar e o efeito de uma intervenção breve (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-25082025-100851/ -
NLM
Camargo CC de O. Características sociodemográficas e psicossociais de familiares de pacientes com transtorno por uso de substâncias: correlações com o funcionamento familiar e o efeito de uma intervenção breve [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-25082025-100851/ -
Vancouver
Camargo CC de O. Características sociodemográficas e psicossociais de familiares de pacientes com transtorno por uso de substâncias: correlações com o funcionamento familiar e o efeito de uma intervenção breve [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-25082025-100851/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2025.tde-25082025-100851 (Fonte: oaDOI API)
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