Quantificação plasmática de óxidos de colesterol em indivíduos com alto risco para psicose (2025)
- Authors:
- Autor USP: MORENO, MISLENE BISPO TEIXEIRA - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/D.5.2025.tde-14082025-142846
- Subjects: BIOMARCADORES; TRANSTORNOS PSICÓTICOS
- Keywords: Biomarkers; Oxisteróis; Oxysterols; Psychoses; Risco ultra alto para psicose e Espectrometria de massa; Ultra-high risk for psychosis and Mass spectrometry
- Language: Português
- Abstract: Os transtornos psicóticos afetam até 3,5% da população. A esquizofrenia transtorno psicótico mais frequente - afeta cerca de 1% da população e é crônico e incapacitante. Mesmo antes de apresentar um quadro de psicose franca, os pacientes apresentam alterações comportamentais que permitem acompanhar e rastrear esses indivíduos. Para tanto, foram criados os critérios denominados Ultra High Risk (UHR) para psicose. No entanto, as taxas de conversão de indivíduos em UHR para psicose franca variam amplamente e um grande esforço tem sido realizado para tornar tais critérios mais específicos. Alterações na composição lipídica vêm sendo amplamente descritas em transtornos psicóticos e podem ser uma ferramenta importante para melhor caracterização de indivíduos UHR. O colesterol é um componente essencial na estrutura e função das membranas celulares e tem sido associado às doenças neuropsiquiátricas. Para manter a homeostase do colesterol cerebral, estes são convertidos em óxidos de colesterol, principalmente 24-hidroxicolesterol (24-OHC) e 27-hidroxicolesterol (27-OHC). O 24-OHC é exclusivamente produzido no cérebro e é capaz de atravessar a barreira hematoencefálica, já o 27-OHC bloqueia a sinalização pós-sináptica, pode levar à apoptose e é produzido perifericamente e flui da circulação periférica para o cérebro. Com isso em mente, nosso objetivo foi quantificar os óxidos de colesterol em indivíduos UHR e compará-los com um grupo controle. As análises foram realizadas porcromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas. Nossos resultados mostraram um aumento de todos os óxidos analisados, no grupo UHR, sem diferença estatística em relação ao colesterol total. Com relação aos sintomas clínicos, o grupo UHR pontuou mais alto em todas as subescalas da Entrevista Estruturada para Síndromes de Risco Psicótico (SIPS), conforme esperado para esta população. Encontramos uma correlação fraca entre o 27-OHC e a escala SIPS positiva (=0,236 e p=0,021). Verificamos ainda que dentre os indivíduos UHR, aqueles que converteram para um quadro psiquiátrico apresentaram níveis elevados de 24-OHC quando comparados aqueles que não converteram. Com base nos resultados encontrados, podemos especular que o desequilíbrio no metabolismo do colesterol é um fator consistente na psicose e que níveis elevados de seus óxidos, no grupo UHR sugere que a desregulação do metabolismo do colesterol pode desempenhar um papel nos estágios iniciais do desenvolvimento da psicose
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- Data da defesa: 28.01.2025
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- Cor do Acesso Aberto: gold
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ABNT
MORENO, Mislene Bispo Teixeira. Quantificação plasmática de óxidos de colesterol em indivíduos com alto risco para psicose. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082025-142846/. Acesso em: 11 jan. 2026. -
APA
Moreno, M. B. T. (2025). Quantificação plasmática de óxidos de colesterol em indivíduos com alto risco para psicose (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082025-142846/ -
NLM
Moreno MBT. Quantificação plasmática de óxidos de colesterol em indivíduos com alto risco para psicose [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082025-142846/ -
Vancouver
Moreno MBT. Quantificação plasmática de óxidos de colesterol em indivíduos com alto risco para psicose [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082025-142846/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.5.2025.tde-14082025-142846 (Fonte: oaDOI API)
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