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Quais processos determinam o saldo de interações entre plantas em uma floresta de restinga? (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: AULER, JENNIFER PRESTES - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIE
  • DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-12082025-155348
  • Subjects: NICHO; RESTINGA; COMUNIDADES VEGETAIS; PLANTAS
  • Keywords: Conspecific negative density-dependence; Denso-dependência negativa coespecífica; Diferença de nicho; Floresta de Restinga; Neighborhood; Niche differentiation; Restinga forest; Vizinhança
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
    • ODS 04. Educação de qualidade04. Educação de qualidade
    • ODS 15. Vida terrestre15. Vida terrestre
  • Abstract: As interações entre plantas são fundamentais para a estrutura e a dinâmica das comunidades vegetais. A competição, com impactos predominantemente negativos, e a facilitação, com efeitos majoritariamente positivos, são duas interações amplamente estudadas. As florestas de Restinga, com suas restrições ambientais, oferecem um cenário interessante para investigar os fatores que influenciam o balanço dessas interações, pois a Teoria do Gradiente de Estresse prevê uma maior frequência de interações positivas nestes locais. Este estudo investigou os processos que determinam a direção e a intensidade das interações entre árvores em uma floresta de Restinga.Três objetivos foram perseguidos: i) Construir e avaliar um modelo que estima os efeitos de interação entre pares de espécies a partir da demografia das populações e dos organismos encontrados na vizinhança de cada indivíduo. ii) Explorar e descrever os padrões de interações encontrados e iii) Entender quais são os processos subjacentes ao sinal e a intensidade de interações entre árvores. Para o objetivo iii, foram testadas quatro hipóteses: 1) diferença de nicho (espécies com nichos similares competem mais); 2) hierarquia competitiva (a dissimilaridade de atributos funcionais aumenta a competição); 3) denso-dependência negativa coespecífica (CNDD maior impacto negativo de interações entre coespecíficos); e 4) a hipótese nula (o saldo da interação não é explicado pela identidade ou atributos do vizinho). Utilizando uma abordagem de vizinhança, estimamos os efeitos das interações entre pares de espécies com base na sobrevivência dos organismos focais e de indivíduos encontrados em seus arredores. Em seguida, realizamos uma meta-regressão para entender quais processos determinam o saldo dessas interações.Os resultados indicaram que: i) o modelo estimou bem interações de baixa intensidade, mas subestima valores extremos, possivelmente devido à redução da variabilidade (shrinkage) em modelos multiníveis ou à distribuição a priori conservadora; ii) a maioria das interações apresentou intensidade neutra ou fraca, sugerindo que apenas um número limitado de pares contribui significativamente para o saldo final do efeito da vizinhança; dentre as interações com uma direção clara, a maioria é positiva, corroborando a importância das interações positivas em ambientes estressantes; espécies que estão em vizinhanças com maior riqueza e maior área basal média têm significativamente mais interações positivas, sugerindo efeitos de complementaridade e facilitação por sombreamento; e iii) encontramos evidência de que a denso-dependência negativa coespecífica e a diferenciação de nicho, mediada pela Área Específica da Folha (SLA), são processos cruciais subjacentes a intensidade e a direção das interações. Os efeitos encontrados corroboram estas hipóteses ao diferenciar os efeitos negativos de vizinhos coespecíficos e positivos de vizinhos heteroespecíficos; e ao identificar interações positivas mais intensas em maiores diferenças de SLA. Diferenças em SLA refletem estratégias distintas no uso da luz, indicando que a competição por esse recurso é um importante fator no saldo das interações. No contexto da Teoria Moderna da Coexistência, diferenças de nicho e CNDD são consideradas como mecanismos estabilizadores, permitindo a coexistência estável entre espécies competidoras. Portanto, os resultados demonstram a importância da facilitação em ambientes estressantes, mostrando a prevalência de interações com saldo positivo e a relevância dos mecanismos de coexistência nesses contextos.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.03.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.41.2025.tde-12082025-155348 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      AULER, Jennifer Prestes. Quais processos determinam o saldo de interações entre plantas em uma floresta de restinga?. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-12082025-155348/. Acesso em: 12 fev. 2026.
    • APA

      Auler, J. P. (2025). Quais processos determinam o saldo de interações entre plantas em uma floresta de restinga? (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-12082025-155348/
    • NLM

      Auler JP. Quais processos determinam o saldo de interações entre plantas em uma floresta de restinga? [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-12082025-155348/
    • Vancouver

      Auler JP. Quais processos determinam o saldo de interações entre plantas em uma floresta de restinga? [Internet]. 2025 ;[citado 2026 fev. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-12082025-155348/

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