Avaliação da eficácia da terapia comportamental comparada à terapêutica medicamentosa no tratamento do transtorno depressivo na epilepsia do lobo temporal por esclerose hipocampal (2024)
- Authors:
- Autor USP: LIMA, ELLEN MARISE - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-30072025-122710
- Subjects: ADULTOS; EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL; PSICOTERAPIA; QUALIDADE DE VIDA; TERAPIA COMPORTAMENTAL
- Keywords: Adult; Behavior therapy; Depressive disorder major; Epilepsy temporal lobe; Esclerose hipocampal; Hippocampal sclerosis; Psychotherapy; Quality of life; Transtorno depressivo maior
- Language: Português
- Abstract: O transtorno depressivo é a comorbidade psiquiátrica mais frequente na epilepsia do lobo temporal por esclerose hipocampal (ELT-EH), estando relacionado a diversos desfechos negativos, como pior qualidade de vida (QV) e mortalidade. Há evidências limitadas quanto ao tratamento da depressão nas pessoas com epilepsia. O objetivo desse estudo foi comparar a intervenção psicoterapêutica comportamental com Ativação Comportamental ao tratamento medicamentoso (cloridrato de sertralina) em um grupo de pessoas com ELT-EH e Transtorno Depressivo Maior (TDM). Trata-se de ensaio clínico prospectivo, randomizado, multicêntrico, controlado e paralelo. Há dois braços de intervenção nos quais os participantes foram alocados: (1) braço experimental: Terapia Comportamental baseada em Ativação Comportamental (TC) e (2) braço controle ativo: Sertralina (SER). As medidas de desfecho (MD) desse estudo foram: (1) MD primárias: sintomas depressivos e QV geral e associada à epilepsia; (2) MD secundárias: sintomas ansiosos, ajustamento social, repertórios comportamentais e avaliação de contexto; (3) outras MD: suicidalidade, frequência de crises epilépticas e queixas de eventos adversos aos fármacos anticrise (FACs). Elas foram sistematicamente avaliadas com medidas válidas e confiáveis, nos seguintes intervalos de tempo: linha de base (T0); após a sexta semana de intervenção (T1); imediatamente após o término do tratamento (T2); após três do término do tratamento (T3); após seis meses do término dotratamento (T4). Foram avaliadas 583 pessoas com epilepsia, das quais 406 foram excluídas no processo de triagem inicial e 156 foram excluídas após passarem pelo processo de avaliação completa de triagem neurológica e psiquiátrica. Vinte e um participantes foram incluídos no estudo, alocados randomicamente (doze no TC e nove no SER). Não houve diferenças entre os grupos em relação a nenhuma das variáveis (sociodemográficas; relacionadas à epilepsia; MD) em T0. Longitudinalmente, não houve diferenças entre os grupos de tratamento nas MD em nenhum dos intervalos de tempo. Na análise intragrupo, em relação a T0: (1) SER apresentou redução na quantidade de sintomas depressivos em T3 e T4; (2) TC apresentou redução na quantidade de sintomas depressivos em T1, T2 e T3, melhora na QV associada à epilepsia e diminuição nas queixas relacionadas a dificuldades no funcionamento executivo no dia a dia em T2. Avaliando o impacto das variáveis clínicas relacionadas à epilepsia, diferentes variáveis impactaram negativamente em diferentes medidas de desfecho: idade de início da epilepsia precoce, maior duração da epilepsia, EH direita, presença de crises tônico-clônico bilateral, crises epilépticas frequentes, maior quantidade de FACs e politerapia. Na investigação da associação entre frequência de crises epilépticas, sintomas depressivos, queixas de eventos adversos aos FACs e QV, observou-se que a gravidade dos sintomas depressivos esteve fortemente associada à maior queixa de eventosadversos, assim como a QV geral associou-se fortemente à QV relacionada à epilepsia. Concluindo, ambas intervenções foram eficazes em reduzir os sintomas depressivos e em melhorar o TDM. Além disso, no grupo SER, houve também melhora na QV associada à epilepsia e no funcionamento executivo
- Imprenta:
- Data da defesa: 12.12.2024
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
LIMA, Ellen Marise. Avaliação da eficácia da terapia comportamental comparada à terapêutica medicamentosa no tratamento do transtorno depressivo na epilepsia do lobo temporal por esclerose hipocampal. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30072025-122710/. Acesso em: 14 abr. 2026. -
APA
Lima, E. M. (2024). Avaliação da eficácia da terapia comportamental comparada à terapêutica medicamentosa no tratamento do transtorno depressivo na epilepsia do lobo temporal por esclerose hipocampal (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30072025-122710/ -
NLM
Lima EM. Avaliação da eficácia da terapia comportamental comparada à terapêutica medicamentosa no tratamento do transtorno depressivo na epilepsia do lobo temporal por esclerose hipocampal [Internet]. 2024 ;[citado 2026 abr. 14 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30072025-122710/ -
Vancouver
Lima EM. Avaliação da eficácia da terapia comportamental comparada à terapêutica medicamentosa no tratamento do transtorno depressivo na epilepsia do lobo temporal por esclerose hipocampal [Internet]. 2024 ;[citado 2026 abr. 14 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30072025-122710/
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