Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos (2024)
- Authors:
- Autor USP: NASSAR, RAQUEL DE SOUZA FRANCO - FORP
- Unidade: FORP
- Sigla do Departamento: 806
- DOI: 10.11606/D.58.2024.tde-23012025-085952
- Subjects: PERIODONTITE; PREBIÓTICOS; RATOS
- Keywords: Doença periodontal; Intestinal microbiome; Microbioma intestinal; Periodontal disease; Prebiótico; Prebiotics
- Language: Português
- Abstract: Abordagens com a capacidade de restaurar o equilíbrio da microbiota oral residente, e também de modular a resposta imune do hospedeiro, possuem grande potencial para promover a saúde oral. Assim, o uso de prebióticos pode representar uma interessante estratégia adjuvante na terapia periodontal. Pelo conhecimento da literatura atual, não há estudos avaliando os efeitos do prebiótico polidextrose (PDX) no manejo das doenças periodontais. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do prebiótico PDX no desenvolvimento da periodontite experimental em ratos. Foram utilizados 44 ratos machos, aleatoriamente divididos em 4 grupos (n = 11): grupo Controle (C): animais sem indução de periodontite e que não receberam o prebiótico PDX; grupo Periodontite Experimental (PE): animais com indução de periodontite e que não receberam PDX; grupo Prebiótico (PREB): animais sem PE e que receberam PDX; e grupo PE/PREB: animais com PE e que receberam PDX. Nos grupos PREB e PE/PREB, a polidextrose foi administrada na água de beber dos animais, uma vez ao dia, a partir do início do experimento (T-30) até o final do mesmo (T+14). Nos grupos PE e PE/PREB, a periodontite foi induzida por meio da colocação de fio de algodão ao redor dos primeiros molares mandibulares de cada animal, no dia 0 do experimento, por 14 dias. Todos os animais foram submetidos à eutanásia no T +14 do experimento. Foram analisados os seguintes parâmetros: i) perda óssea alveolar por meio de microtomografia computadorizada por transmissão de raios X (micro-CT); ii) nível de inserção conjuntiva, por meio de análise histomorfométrica; iii) características histopatológicas dos tecidos periodontais; iv) expressão imunohistoquímica de TRAP, TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-β1 e CINC nos tecidos periodontais; v) análise histométrica dos intestinos delgados; vi) expressão imunohistoquímica de TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-1β, CL-1 e OCnos intestinos delgados; vii) microbiomas oral e fecal, por meio de sequenciamento pela amplificação por PCR do gene 16S rRNA. Os dados obtidos foram estatisticamente analisados (p<0,05). Os animais do grupo PE/ PREB apresentaram maior volume ósseo (BV/TV), maior espessura trabecular óssea (Tb.Th), maior porcentagem de osso na bifurcação (POB), e menores área de superfície de trabéculas ósseas em relação ao volume ósseo total (BS/BV), número de trabéculas ósseas (Tb.N) e porosidade total (Po(Tot)) do que os animais do grupo PE. Observaram-se menor intensidade e extensão da resposta inflamatória no periodonto e um melhor padrão de estruturação dos tecidos periodontais nos animais do grupo PE/PREB em comparação aos animais do grupo PE, mas não houve diferença no nível de inserção entre esses grupos. O grupo PE/PREB apresentou maior expressão de IL-10 do que os demais grupos e menor número de células TRAPpositivas do que o grupo PE nos tecidos periodontais. Não houve diferença nas imunomarcações de TNF-a, IL-1b, TGF-b1 e CINC-1 entre os grupos PE/PREB e PE nos tecidos periodontais. Os animais do grupo PE/PREB apresentaram maiores alturas de vilosidades (AV) intestinais no duodeno e no íleo do que os do grupo PE. O grupo PE apresentou redução nas imunomarcações de claudina-1 e ocludina, em todas as porções do intestino delgado, em relação aos grupos C e PREB. O grupo PE/PREB apresentou maior padrão de imunomarcação de claudina-1, no jejuno, e de ocludina, em todas as porções do intestino delgado, quando comparado ao grupo PE. O grupo PE/PREB apresentou menor imunomarcação de IL-1β na porção do jejuno, e maior imunomarcação de IL-10 no duodeno, em relação ao grupo PE. Não houve diferenças significativas nas imunomarcações intestinais de TNF-a e TGF-b1 entre os grupos PE/PREB e PE. Nas análises microbiológicas orais, observou-se aumento significativona diversidade alfa nos grupos PREB e PE/PREB ao longo do experimento. No T+14, o grupo PREB apresentou diversidade alfa significativamente maior do que todos os outros grupos. Em relação à diversidade beta da microbiota oral, houve dissimilaridade entre todos os pares de grupos. Observou-se aumento da abundância relativa oral dos filos Pseudomonadota e Bacillota no grupo PREB, e aumento do filo Bacillota no grupo PE/PREB, após a terapia prebiótica. O grupo PE apresentou maior abundância relativa do gênero Rothia em relação ao grupo PE/PREB. Observou-se aumento da abundância oral do gênero Bifidobacterium no grupo PE/PREB, entre o início e o final do estudo. A abundância da espécie Bifidobacterium animalis aumentou na cavidade bucal dos animais dos grupos PE e PE/PREB, e também houve maior abundância dessa espécie nas amostras fecais desses grupos em relação ao grupo C. Na análise de beta diversidade das amostras fecais, no T+14, os grupos C e PE foram dissimilares dos grupos que receberam o PREB (grupos PREB e PE/PREB). Na avaliação de filos nas amostras fecais, o grupo PE/PREB apresentou maior abundância relativa de Bacteroidota e menor abundância de Bacillota no final do estudo, em relação ao grupo PE, e houve um aumento da abundância de Actinomycetota no grupo PE/PREB ao longo do estudo. O grupo PE/PREB apresentou maior abundância do gênero Lachnoanaerobaculum em relação ao grupo PE nas amostras fecais. Já os gêneros Lactobacillus e Ruminococcaceae [G-2], bem como a espécie Ruminococcaceae [G-2] bacterium HMT 085, apresentaram-se reduzidos nas amostras fecais do grupo PE/PREB em relação ao grupo PE no final do experimento. Houve redução na abundância fecal da espécie Shuttleworthia satelles no grupo PREB ao longo do experimento. Dentro das limitações deste estudo, pode-se concluir que a administração do prebiótico polidextrose promoveu um efeito protetor contra a perda óssea alveolar pormeio de uma modulação favorável da resposta imuno-inflamatória e dos microbiomas oral e fecal, em ratos com periodontite experimental
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- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2024
- Data da defesa: 16.08.2024
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- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
NASSAR, Raquel de Souza Franco. Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-23012025-085952/. Acesso em: 21 jan. 2026. -
APA
Nassar, R. de S. F. (2024). Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-23012025-085952/ -
NLM
Nassar R de SF. Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 21 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-23012025-085952/ -
Vancouver
Nassar R de SF. Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 21 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-23012025-085952/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.58.2024.tde-23012025-085952 (Fonte: oaDOI API)
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