Esperança de crianças e adolescentes com doenças crônicas e suas famílias: perspectivas de enfermeiros (2024)
- Authors:
- Autor USP: MANGOLIN, ESTEFÂNIA ANDRÉIA MARQUES - EERP
- Unidade: EERP
- Sigla do Departamento: ERM
- DOI: 10.11606/D.22.2024.tde-03022025-114413
- Subjects: DOENÇA CRÔNICA; CRIANÇAS; RELAÇÕES FAMILIARES; ESPERANÇA; ENFERMAGEM PEDIÁTRICA; PESQUISA QUANTITATIVA
- Keywords: Chronic disease; Doenças crônicas; Enfermagem pediátrica; Enfermeiros; Esperança; Família; Family; Hope; Nurses; Pediatric nursing; Pesquisa qualitativa; Qualitative research
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Diante de diagnóstico de doença crônica, crianças, adolescentes e suas famílias vivenciam situações desafiadoras. O futuro incerto relacionado à condução da doença desencadeia no núcleo familiar medo do tratamento e sensação de quase morte. Para suportar esses sentimentos, crianças, adolescentes e familiares buscam na esperança força para prosseguir adiante. Quando o enfermeiro se aproxima do núcleo familiar e reconhece como a esperança se apresenta no contexto individual e familiar, ele é capaz de avaliar e planejar ações para promoção deste recurso. O objetivo deste estudo é analisar como os enfermeiros compreendem e utilizam o recurso da esperança no cuidado de crianças e adolescentes com doenças crônicas e suas famílias. Trata-se de uma pesquisa com abordagem metodológica qualitativa, que utiliza a teoria de enfermagem do cuidado transpessoal como marco teórico. Foram convidados a participar da pesquisa enfermeiros que prestassem assistência a crianças e adolescentes com doenças crônicas e suas famílias, independentemente do contexto de cuidado, como enfermarias pediátricas, ambulatórios, central de quimioterapia, hospital-dia ou unidades de cuidados intensivos. Os participantes foram recrutados pelo método bola de neve (snowboll), via mensagem de texto por WhatsApp. Realizou-se a coleta de dados de forma remota, por meio da plataforma GoogleMeet®, apoiada por um formulário para caracterização sociocultural e profissional e um guia norteador da entrevista semiestruturada, individual e videogravada. A interrupção da coleta de dados ocorreu após a saturação dos códigos e de seus significados. Os dados foram analisados por meio da análise temática reflexiva. Participaram deste estudo 13 enfermeiros, com predominância do sexo masculino, principalmente procedentes da região Sudeste. Os resultados indicaramque os enfermeiros reconhecem diferentes tipos de esperança, a depender da condição clínica da criança e adolescente: 1) Esperança de alcançar possibilidades melhores; 2) Esperança transformada pela adaptação; 3) Esperança de cura; e 4) Esperança Realista versus Falsa esperança. Após a identificação deste recurso, o enfermeiro busca adotar uma postura imparcial, a fim de que a sua esperança não interfira na esperança da criança, adolescente e de seus familiares. Para tanto, utiliza estratégias capazes de cultivar a esperança, fazendo-se presente durante o cuidado, realizando escuta ativa; emitindo palavras positivas, demonstrando empatia; fornecendo informações fidedignas; fortalecendo resposta positiva da criança e da família diante das pequenas conquistas; manifestando satisfação para a família diante da melhora clínica; estimulando familiares a deslumbrarem um futuro melhor, reconhecendo sinais de desesperança; fortalecendo a religiosidade; e realizando técnicas que minimizem a dor e o sofrimento através da música e do lúdico. Ademais, também foram identificados elementos capazes de facilitar ou dificultar o cuidado da esperança, como formação profissional, recursos institucionais, comunicação entre a equipe multiprofissional, dimensionamento da equipe, experiência parental e dificuldade em cuidar de famílias pessimistas e desesperançosas. Os resultados contribuem ainda para compreender como os enfermeiros utilizam o recurso da esperança no cuidado dessa clientela e agregam conhecimento no campo da enfermagem e áreas afins, além de, em última análise, identificarem necessidades de educação permanente aos enfermeiros, com vistas à qualificação do cuidado prestado a essa clientela
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2024
- Data da defesa: 11.10.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
MANGOLIN, Estefânia Andréia Marques. Esperança de crianças e adolescentes com doenças crônicas e suas famílias: perspectivas de enfermeiros. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-03022025-114413/. Acesso em: 20 jan. 2026. -
APA
Mangolin, E. A. M. (2024). Esperança de crianças e adolescentes com doenças crônicas e suas famílias: perspectivas de enfermeiros (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-03022025-114413/ -
NLM
Mangolin EAM. Esperança de crianças e adolescentes com doenças crônicas e suas famílias: perspectivas de enfermeiros [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-03022025-114413/ -
Vancouver
Mangolin EAM. Esperança de crianças e adolescentes com doenças crônicas e suas famílias: perspectivas de enfermeiros [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-03022025-114413/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.22.2024.tde-03022025-114413 (Fonte: oaDOI API)
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