Intersetorialidade e políticas públicas de juventudes: articulação territorial para a prevenção de violências (2024)
- Authors:
- Autor USP: GUERRA, ERICA TERUEL - EACH
- Unidade: EACH
- DOI: 10.11606/D.100.2024.tde-25062025-103111
- Subjects: JOVENS; POLÍTICAS PÚBLICAS; VIOLÊNCIA
- Keywords: Intersetorialidade
- Language: Português
- Abstract: Esta pesquisa investigou a implementação da intersetorialidade em políticas públicas de juventudes. Mais especificamente, por meio de um estudo de caso, buscou compreender como foi viabilizada a articulação intersetorial, se ela obteve êxito em seus objetivos e que elementos foram mais importantes nessa implementação. A intersetorialidade é recomendada em políticas para as juventudes por especialistas, pelo governo brasileiro e por organismos internacionais desde os anos 1990 e está prevista em lei desde 2013, no Estatuto da Juventude, Lei 12.852/2013. No entanto, há poucas pesquisas que se debrucem sobre sua implementação, viabilidade e efetividade. Para gerar conhecimento sobre esse tema, foi realizado um estudo de caso sobre a Unidade de Gerenciamento de Projetos de Prevenção de Violências (UGP-PV) de Sobral, Ceará, criada em 2017 a partir de uma política de nível estadual, o Pacto por um Ceará Pacífico (PCP), que, por sua vez, foi criado em 2015. Esta pesquisa investigou os processos executados pela Prefeitura de Sobral com a UGP-PV entre 2017 e o primeiro quadrimestre de 2023. O público da UGP-PV compreende a faixa etária de 10 a 29 anos, moradores de áreas específicas do município e que se encontram em situação de risco à violência.A política utiliza estratégias diversas para articular os serviços do território em relação ao atendimento desses jovens, como a realização de um comitê, estudos de caso e a criação de uma Matriz de Vulnerabilidades para classificação dos jovens mapeados. A investigação empregou grupos focais e entrevistas em profundidade, inclusive com a aplicação de vinhetas, feitas com gestores e burocratas de nível de rua (BNRs), análise documental e análise de dados secundários sobre vitimização de jovens. Foi possível concluir que, apesar de a articulação intersetorial estar focada apenas na etapa ou processo de atendimento, a UGP-PV obteve êxito na integração dos serviços, inclusive no que se refere à linguagem e visão sobre as juventudes do território. Os resultados deste estudo apontam em direção que contradiz a pouco testada empiricamente hipótese recorrente de que a intersetorialidade, para ser efetiva, requer um processo de integração profundo, que abarque processos como planejamento, orçamento, estabelecimento de metas e avaliação
- Imprenta:
- Data da defesa: 28.08.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
GUERRA, Érica Teruel. Intersetorialidade e políticas públicas de juventudes: articulação territorial para a prevenção de violências. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100138/tde-25062025-103111/. Acesso em: 26 jan. 2026. -
APA
Guerra, É. T. (2024). Intersetorialidade e políticas públicas de juventudes: articulação territorial para a prevenção de violências (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100138/tde-25062025-103111/ -
NLM
Guerra ÉT. Intersetorialidade e políticas públicas de juventudes: articulação territorial para a prevenção de violências [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 26 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100138/tde-25062025-103111/ -
Vancouver
Guerra ÉT. Intersetorialidade e políticas públicas de juventudes: articulação territorial para a prevenção de violências [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 26 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100138/tde-25062025-103111/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.100.2024.tde-25062025-103111 (Fonte: oaDOI API)
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