Tempo no alvo glicêmico e sua associação com fetos grandes para a idade gestacional em gestantes com diabetes mellitus tipo 1 (2024)
- Authors:
- Autor USP: SANTOS, ENIO AUGUSTO MIALARET - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/D.5.2024.tde-18062025-163855
- Subjects: GRAVIDEZ; IDADE GESTACIONAL
- Keywords: Controle glicêmico; Diabetes tipo 1; Fetal weight; Gestational age; Glycemic control; Peso fetal; Pregnancy; Type 1 diabetes
- Language: Português
- Abstract: Introdução: Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) está associado ao aumento de riscos de desfechos gestacionais adversos, como feto grande para idade gestacional (GIG). Com a implementação do monitoramento contínuo de glicose (Continuous Glucose Monitoring System - CGMS), tornou-se possível avaliar melhor as flutuações glicêmicas nessas gestantes. No entanto, apesar de apresentar maior precisão no monitoramento da glicemia, o CGMS ainda se mantém como um método de maior custo e não amplamente disponível, permanecendo o automonitoramento glicêmico (AMG) como o principal método de avaliação de glicemia para a maioria da população de gestantes com DM1. Objetivos: Avaliar a associação entre o tempo no alvo glicêmico ou time in range (TIR) e a ocorrência de feto GIG, assim como outros desfechos perinatais adversos em gestantes com DM1, de acordo com as medidas de AMG. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo tipo coorte incluindo gestações únicas, com fetos vivos e sem malformações, que iniciaram o pré-natal antes de 20 semanas entre 2010 e 2019. Os registros de glicemia foram categorizados quanto ao alvo glicêmico padronizado na gestação (63 a 140mg/dl), extrapolados das recomendações para usuários de sistema de monitoramento de glicemia em tempo real, em TIR, TBR (time below range) e TAR (time above range), para cada um dos trimestres, e suas frequências relativas (%) comparadas entre os grupos GIG e AIG (adequado para idade gestacional). Foi realizada análise univariada paracomparação entre os grupos com relação a variáveis sociodemográficas, clínicas e laboratoriais e, na sequência, análise de regressão logística para verificar variáveis preditoras independentes do desfecho de feto GIG. A predição de outros desfechos obstétricos e neonatais adversos também foi estudada por meio de regressão logística multivariada, incluindo variáveis clínicas e laboratoriais para cada desfecho de interesse: pré-eclâmpsia, surgimento ou piora de nefropatia, parto cesárea, parto prematuro, macrossomia, feto GIG, feto PIG (pequeno para idade gestacional), Apgar 5o minuto<7, distocia de ombro, desconforto respiratório neonatal, hipoglicemia neonatal e internação em UTI neonatal. Para esta análise, o TIR foi categorizado em três intervalos, conforme sua frequência relativa: TIR <50, TIR 50-70 e TIR >70. Resultados: Foram incluídas 140 gestantes, 15 (10,7%) no grupo PIG, 43 (30,7%) no grupo GIG e 82 (58,6%) no grupo AIG. O grupo GIG apresentou menor idade, maior TAR e menor TIR no 2º e 3º trimestres. O modelo de regressão logística identificou o TIR e o TAR em todos os trimestres como fatores independentes para a predição de feto GIG. A cada 1% de aumento do TIR a chance de feto de GIG diminui em 2,9% (OR 0,971, IC95% 0,945 0,998), 2,5% (OR 0,975, IC95% 0,951 0,999) e 2,3% (OR 0,977, IC95% 0,955 0,998) no 1º, 2º e 3° trimestre, respectivamente. Comparadas às gestantes com TIR<50, gestantes com TIR>70 tiveram menor probabilidade de prematuridade(OR 0,271; IC95% 0,094 0,786) e de desconforto respiratório neonatal (OR 0,122; IC95% 0,029 0,516). Conclusões: O conceito de Tempo no Alvo Glicêmico pode ser extrapolado para pacientes que realizam AMG e há associação direta entre maior TAR e menor TIR em todos os trimestres e maior risco de feto GIG em gestantes com DM1; ao contrário, maiores intervalos de TIR foram associados a redução de prematuridade e de desconforto respiratório no recém-nascido
- Imprenta:
- Data da defesa: 04.12.2024
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
SANTOS, Enio Augusto Mialaret. Tempo no alvo glicêmico e sua associação com fetos grandes para a idade gestacional em gestantes com diabetes mellitus tipo 1. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-18062025-163855/. Acesso em: 28 mar. 2026. -
APA
Santos, E. A. M. (2024). Tempo no alvo glicêmico e sua associação com fetos grandes para a idade gestacional em gestantes com diabetes mellitus tipo 1 (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-18062025-163855/ -
NLM
Santos EAM. Tempo no alvo glicêmico e sua associação com fetos grandes para a idade gestacional em gestantes com diabetes mellitus tipo 1 [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 28 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-18062025-163855/ -
Vancouver
Santos EAM. Tempo no alvo glicêmico e sua associação com fetos grandes para a idade gestacional em gestantes com diabetes mellitus tipo 1 [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 28 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-18062025-163855/
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