Resistência múltipla de Amaranthus deflexus aos herbicidas inibidores da ALS-PPO e alternativas de controle em condições de pré e pós-emergência (2025)
- Authors:
- Autor USP: PRESOTO, JÉSSICA CURSINO - ESALQ
- Unidade: ESALQ
- Sigla do Departamento: LPV
- DOI: 10.11606/T.11.2025.tde-26062025-174925
- Subjects: AMARANTHUS; CURVAS DE DOSE-RESPOSTA; HERBICIDAS; INIBIDORES DE ENZIMAS; METABOLISMO VEGETAL; PLANTAS DANINHAS
- Keywords: Caruru-rasteiro
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: A resistência de plantas daninhas a herbicidas é um fator de ameaça aos sistemas produtivos. A identificação de biótipos resistêntes, bem como a investigação dos meios que conferem resistência a essas plantas é fundamental para estabelecer manejos, além de prevenir a sua disseminação e seleção de novos casos. O objetivo desse trabalho foi realizar a identificação de um biótipo de Amaranthus coletado na cidade de Catalão, Goiás, Brasil, avaliar a hipótese de resistência múltipla e cruzada aos herbicidas inibidores da ALS-PPO, estudar possíveis mecanismos metabólicos envolvidos na resistência, bem como herbicidas alternativos para o seu controle em condições de pré e pós-emergência. Inicialmente, o biótipo foi identificado como A. deflexus. Para confirmação da resistência, foram conduzidos sete experimentos de curva dose-resposta com a F2 do biótipo (clorimurom; cloransulam; imazetapir; fomesafem; saflufenacil; carfentrazona; flumioxazina). Em todos os experimentos, os tratamentos constaram de esquema fatorial 2 x 12, em que dois foram as populações de A. deflexus (AMADE resistente e AMADE suscetível) e doze foram as doses herbicidas (0D; 1/16D; 1/8D; 1/4D; 1/2D; 1D; 2D, 4D, 8D, 16D, 32D e 64D), em que D é a dose recomendada por bula. Foi constatado que o biótipo de A. deflexus, coletado em Catalão, Goiás, Brasil, possui resistência múltipla entre os herbicidas inibidores da enzima ALS e PPO (fomesafem), além de também possuir resistência cruzada aosherbicidas inibidores da ALS (grupos químicos: sulfoniluréias, triazolpirimidinas e imidazolinonas). Para o estudo sobre o envolvimento dos complexos P450 monooxigenase e glutationa s-transferase como possíveis mecanismos metabólicos de resistência para esse biótipo, foram conduzidos quatro experimentos independentes, considerando os herbicidas confirmados na resistência do biótipo. Os tratamentos constaram de testemunha sem aplicação; malationa; NBD-Cl; herbicida; malationa + herbicida (em um intervalo de 24 horas) e NBD-Cl + herbicida (em um intervalo de 48 horas). Para os herbicidas inibidores da ALS não foi observado mudanças no padrão de resposta, independente do inibidor avaliado. Já para o fomesafem (PPO), foi constatado o envolvimento do complexo citrocromo P450 na resistência, de modo que a associação de malationa + herbicida altera o padrão de resposta do biótipo, levando o mesmo a morte. Por fim, para os estudos de alternativas de controle, foram conduzidos dois experimentos independentes, sendo um para a condição de pré-emergência e outro para pós-emergência. Para o ensaio em pré-emergência, os tratamentos constaram de testemunha sem aplicação; s-metolacloro; trifluralina; isoxaflutol; atrazina; metribuzim; piroxasulfona e sulfentrazona. Já os tratamentos em pós-emergência constaram de um esquema fatorial 3 x 15, sendo três estádios fenológicos de aplicação (de duas a quatro, de quatro a seis e de dez a doze folhas) e 13 tratamentos herbicidas (testemunha semaplicação; glifosato; dicamba; 2,4-D; triclopir; amônio glufosinato; diquate; bentazona; atrazina; mesotriona; tembotriona; [mesotriona + atrazina] e tembotriona + atrazina). Todos os tratamentos aplicados em pré-emergência promoveram controles satisfatórios do biótipo de até 30 DAA. Quando avaliados aos 45 DAA, os tratamentos atrazina e metribuzim, não mantiveram controles acima de 80%, diferente dos demais. Já para os tratamentos aplicados em pós-emergência, destaca-se a influência do estádio fenológico na resposta de controle, onde todos os tratamentos se mantiveram acima de 80% para aplicações em até 4 a 6 folhas. Enquanto para aplicações de 6 a 10 folhas todos os tratamentos tiveram reduções de eficácia, sendo recomendado a avalição de possíveis aplicações sequenciais nestes casos. Conclui-se que o biótipo de A. deflexus possui resistência múltipla aos herbicidas inibidores da ALS-PPO e cruzada entre os inibidores da ALS. Não foi constatado o envolvimento das rotas metabólicas avaliadas na resistência aos inibidores da ALS, já para PPO foi constato o envolvimento do complexo P-450 monooxigenase na resistência ao hebicida. Como alternativas de controle para este biótipo em pré-emergência, destaca-se o uso de s-metolacloro; trifluralina; isoxaflutol; piroxasulfona e sulfentrazona, com controles superiores a 80% aos 45 DAA. Já para alternativas em pós-emergência, todos os tratamentos avaliados mantiveram controles acima de 80% em estádios fenológicos de 2 a 4 e de 4 a 6folhas. Para o estádio fenológico avançado de 10 a 12 folhas, somente as misturas de [mesotriona + atrazina] e tembotriona + atrazina, mantiveram controles acima de 80%
- Imprenta:
- Publisher place: Piracicaba
- Date published: 2025
- Data da defesa: 21.02.2025
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
PRESOTO, Jéssica Cursino. Resistência múltipla de Amaranthus deflexus aos herbicidas inibidores da ALS-PPO e alternativas de controle em condições de pré e pós-emergência. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-26062025-174925/. Acesso em: 31 mar. 2026. -
APA
Presoto, J. C. (2025). Resistência múltipla de Amaranthus deflexus aos herbicidas inibidores da ALS-PPO e alternativas de controle em condições de pré e pós-emergência (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Piracicaba. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-26062025-174925/ -
NLM
Presoto JC. Resistência múltipla de Amaranthus deflexus aos herbicidas inibidores da ALS-PPO e alternativas de controle em condições de pré e pós-emergência [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-26062025-174925/ -
Vancouver
Presoto JC. Resistência múltipla de Amaranthus deflexus aos herbicidas inibidores da ALS-PPO e alternativas de controle em condições de pré e pós-emergência [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-26062025-174925/ - Interação e eficácia de flumioxazin e pyroxasulfone e influência do período de seca após aplicação em ambiente de cana-de-açúcar
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