Efeito do tempo para a primeira dose de epinefrina e intervalo entre doses na ressuscitação cardiopulmonar pediátrica hospitalar (2024)
- Authors:
- Autor USP: MOURA, BRUNO MARCELO HERCULANO - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-17062025-155148
- Subjects: PARADA CARDÍACA; PEDIATRIA; PROGNÓSTICO; RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR; SOBREVIDA
- Keywords: Cardiac arrest; Cardiopulmonary resuscitation; Epinefrina; Epinephrine; Pediatrics; Prognosis; Survival
- Language: Português
- Abstract: Introdução: a parada cardiorrespiratória em pediatria é um evento crítico com altas taxas de mortalidade e morbidade, no qual a administração de epinefrina é uma intervenção padrão durante a ressuscitação cardiopulmonar. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre o tempo para a primeira dose de epinefrina e o intervalo entre doses subsequentes com a sobrevida e o prognóstico neurológico pós ressuscitação hospitalar em pediatria. Métodos: estudo de coorte observacional, conduzido no Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que analisou o prognóstico dos pacientes pediátricos que sofreram parada cardíaca no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2022 e receberam pelo menos uma dose de epinefrina durante a RCP. Os dados analisados foram obtidos por meio do registro institucional de PCR, seguindo o estilo Utstein. As variáveis independentes interesse incluíram o tempo até a primeira dose de epinefrina e o intervalo entre doses. O desfecho principal foi a sobrevida à alta hospitalar e um ano após a ressuscitação cardiopulmonar, bem como o status neurológico avaliado pela Pediatric Cerebral Performance Category à alta hospitalar. Resultados: foram incluídos 599 eventos no registro institucional de parada cardíaca no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2022. Foram excluídos 253 por não preencherem os critérios de inclusão, resultando em 346 pacientes elegíveis para o estudo. Foramrealizadas análises univariada e multivariada, assim como aplicação de modelos ajustados na tentativa de detectar fatores de confusão. Na análise multivariada notou-se que quanto maior o tempo da primeira dose, maior foi a chance de alta hospitalar (OR 1,2, IC 95% 1-1,4, p=0,02). Na análise ajustada univariada, os pacientes que receberam epinefrina em um intervalo menor que 3 minutos apresentaram um aumento de 2,3 vezes na chance de sobrevida em 1 ano (OR 2,3; IC 95% 1,0 5,5; p=0,042); também houve associação entre o número de doses de epinefrina e a sobrevida à alta e com um ano (OR 0,68; IC 95% 0,56-0,81; p< 0,001) e (OR 0,71; IC 95% 0,59-0,84; p< 0,001) respectivamente, quanto maior número de doses menor chance de sobrevida. Foi encontrada relação estatisticamente significante entre tempo de primeira dose e a sobrevida (OR 1,2, IC 95% 1-1,4, p=0,02). Na análise ajustada multivariada foi evidenciado que o uso prévio de droga vasoativa à parada cardíaca foi associado com uma chance menor de sobrevida à alta hospitalar e com um ano (OR 0,176; IC 95% 0,069 0,409; p<0,001) e (OR 0,1; IC 95% 0,0 0,4; p<0,001), respectivamente. Quanto maior o tempo de ressuscitação menor a chance de sobrevida à alta hospitalar (OR 0,872, IC 95% 0,774 0,965; p=0,016) e também com um ano (OR 0,8; IC 95% 0,7 - 0,9; p=0,028). Houve piora do status neurológico em 11 (12,6%) dos 87 pacientes que receberam alta hospitalar pós RCP (p=0,001). Não foi encontrada associação entre o tempo deprimeira dose (OR: 1,00; IC 95% 0,81-1,20; p=0,93) e intervalo de doses de epinefrina (OR: 0,72; IC 95% 0,16-3,14; p=0,65) com o desfecho neurológico. Conclusão: Administração de epinefrina a intervalos menores que 3 minutos, durante a RCP hospitalar pediátrica foi associada com melhor taxa de sobrevida à alta e após 1 ano. Observou-se que quanto maior o tempo para a primeira dose de epinefrina, melhor foi a sobrevida. Nem o intervalo de doses de epinefrina e nem o tempo para primeira dose foram associados com o prognostico neurológico pós ressuscitação
- Imprenta:
- Data da defesa: 03.12.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
MOURA, Bruno Marcelo Herculano. Efeito do tempo para a primeira dose de epinefrina e intervalo entre doses na ressuscitação cardiopulmonar pediátrica hospitalar. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-17062025-155148/. Acesso em: 10 fev. 2026. -
APA
Moura, B. M. H. (2024). Efeito do tempo para a primeira dose de epinefrina e intervalo entre doses na ressuscitação cardiopulmonar pediátrica hospitalar (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-17062025-155148/ -
NLM
Moura BMH. Efeito do tempo para a primeira dose de epinefrina e intervalo entre doses na ressuscitação cardiopulmonar pediátrica hospitalar [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-17062025-155148/ -
Vancouver
Moura BMH. Efeito do tempo para a primeira dose de epinefrina e intervalo entre doses na ressuscitação cardiopulmonar pediátrica hospitalar [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-17062025-155148/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-17062025-155148 (Fonte: oaDOI API)
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