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Capacidade da proteína S100B plasmática e salivar discriminar gravidade e prognosticar desfechos do trauma cranioencefálico contuso (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: ROCHA, THAMIRES DE OLIVEIRA - EE
  • Unidade: EE
  • Sigla do Departamento: ENC
  • DOI: 10.11606/D.7.2024.tde-10062025-102702
  • Subjects: BIOMARCADORES; DIAGNÓSTICO; ENFERMAGEM; TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS; NEUROCIÊNCIAS; PROGNÓSTICO; SALIVA; PROTEÍNAS DE LIGAÇÃO DO CÁLCIO
  • Keywords: Biomarkers; Brain Injuries Traumatic; Diagnosis; Nursing; Prognosis; S100 Calcium Binding Protein beta Subunit; Subunidade beta da Proteína Ligante de Cálcio S100
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma frequente causa de óbito e incapacidade. A S100B é um biomarcador desta lesão presente em sangue e saliva que agrega informações à prática clínica da enfermagem e dos profissionais da saúde, estimando a gravidade e o prognóstico, direcionando o tratamento pós-trauma. Objetivos: Comparar as concentrações da proteína S100B no plasma e na saliva de vítimas de TCE contuso; avaliar, em ambos biofluidos, sua capacidade de discriminar a gravidade da lesão e prognosticar o óbito e a dependência, na alta hospitalar e aos 3 meses pós-trauma. Método: Estudo de coorte com vítimas de TCE contuso admitidas em instituições referência para atendimento de trauma. Os participantes tinham idade >= 18 e < 60 anos, TCE contuso como lesão principal, e foram admitidos nos locais de estudo em até 4 horas após o evento traumático e submetidos à tomografia computadorizada de crânio. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e amostras de sangue e saliva na 3ª hora pós-trauma. Na alta e aos três meses pós-TCE, foram realizadas entrevistas estruturadas para classificação de desfechos segundo Glasgow Outcome at Discharge Scale e Glasgow Outcome Scale Extended. Testes de associação foram realizados para comparar concentrações da S100B em plasma e saliva e verificar diferenças entre os grupos de TCE leve, moderado e grave. O nível de significância adotado foi de 5%. A capacidade diagnóstica e prognóstica da proteína foi avaliada pela ReceiverOperating Characteristic Curves (ROC). Resultados: 52 vítimas de TCE foram incluídas no estudo (56,14% com TCE leve, 17,54% moderados e 26,32% graves). A proteína S100B apresentou concentrações plasmáticas superiores às da saliva nos casos de TCE moderada e grave (p=0,041 e 0,002, respectivamente); nos leves, as concentrações foram similares (p=0,413). Considerando a gravidade do TCE, a área sob a curva ROC (AUC/ROC) multiclasse foi de 0,87 e 0,85, no plasma e saliva, respectivamente; em TCE leve, a especificidade foi 100% para ambos biofluidos e a sensibilidade foi de 100% em plasma e 93,30% em saliva nos casos graves. Na predição de estado vital até a alta hospitalar, observou-se AUC/ROC = 0,84 (IC95% 0,69-0,99) e 0,77 (IC95% 0,66-0,89), na saliva e plasma, respectivamente, e aos três meses a AUC/ROC foi 0,88 (IC95% 0,77-0,99) na saliva e 0,83 (IC 95% 0,73-0,94) no plasma. Para dependência na alta hospitalar, a AUC/ROC foi 0,90 (IC95% 0,81-0,99) na saliva e 0,86 (IC95% 0,72-0,99) no plasma; aos três meses pós-trauma a AUC/ROC foi 0,89 (IC95% 0,75-1,00) e 0,84 (IC95% 0,72-0,96), no plasma e saliva, respectivamente. Conclusões: As concentrações de S100B no plasma foram superiores às da saliva em vítimas de TCE moderado e grave; a proteína foi capaz de discriminar a gravidade do trauma nos casos leves e graves; na predição de estado vital e dependência na alta e aos três meses, o biomarcador apresentou desempenho satisfatório no plasma e na saliva. Nas análises, a salivaapresentou desempenho aproximado ou superior ao sérico, podendo ser a saliva uma potencial matriz deste biomarcador de TCE, permitindo uma coleta menos invasiva, com menores riscos e custos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.06.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.7.2024.tde-10062025-102702 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      ROCHA, Thamires de Oliveira. Capacidade da proteína S100B plasmática e salivar discriminar gravidade e prognosticar desfechos do trauma cranioencefálico contuso. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-10062025-102702/. Acesso em: 24 fev. 2026.
    • APA

      Rocha, T. de O. (2024). Capacidade da proteína S100B plasmática e salivar discriminar gravidade e prognosticar desfechos do trauma cranioencefálico contuso (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-10062025-102702/
    • NLM

      Rocha T de O. Capacidade da proteína S100B plasmática e salivar discriminar gravidade e prognosticar desfechos do trauma cranioencefálico contuso [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 24 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-10062025-102702/
    • Vancouver

      Rocha T de O. Capacidade da proteína S100B plasmática e salivar discriminar gravidade e prognosticar desfechos do trauma cranioencefálico contuso [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 24 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-10062025-102702/

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