O comum como razão governamental (2024)
- Authors:
- Autor USP: MARINO, MARIO ANTUNES - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLF
- DOI: 10.11606/T.8.2024.tde-11022025-133746
- Subjects: CAPITALISMO; COMUNISMO; ECONOMIA POLÍTICA
- Keywords: Common; Comum
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Nas últimas três décadas, o conceito de comuns ganhou relevância na produção acadêmica. Essa condição reativa a questão do governo de economias não dirigidas por princípios como mercado e propriedade. No campo marxista, Antonio Negri e Michael Hardt propõem o conceito de comum (common) como um modo de produção que anuncia um mundo pós-capitalista. Essa tese indica alguns caminhos da constituição de saberes econômico-políticos dos comuns. Examinamos o projeto propositivo do comum sob o ponto de vista da economia política: haveria nesse projeto um saber econômico-político não orientado pelo mercado nem pelo princípio de privatização generalizada da vida, um saber bem constituído e que possa ser instrumento para as teorias e lutas alternativas ao pensamento vinculado ao capital? Primeiro, a tese avalia a questão posta por Foucault sobre se houve um pensamento econômico autônomo no "socialismo realmente existente". Concordamos com Foucault neste caso específico de economias não capitalistas, mas verificamos que o pensamento da escola econômica chamada de "ordoliberal" habilita uma moldura econômica não informada pelo mercado. Em seguida, apontamos que o projeto do comum é carente no saber econômico propositivo, sobretudo por se basear em conceitos molares como multidão e comum, cuja ambição é serem válidos universalmente, derivando daí sua condição de possibilidade.Por fim, pondo-nos na perspectiva da multiplicidade, com base em Althusser e em Massimo De Angelis argumentamos que há vários modos de produção existentes - um dos quais é dominante - e indicamos que se trata de visar a um horizonte não molar do saber econômico, considerando a existência atual de vários modos de produção altercapitalistas cujo saber de deve promover, sobretudo considerando o que Foucault chamou de saberes das lutas, em sua diversidade radical
- Imprenta:
- Data da defesa: 11.10.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
MARINO, Mario Antunes. O comum como razão governamental. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-11022025-133746/. Acesso em: 23 jan. 2026. -
APA
Marino, M. A. (2024). O comum como razão governamental (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-11022025-133746/ -
NLM
Marino MA. O comum como razão governamental [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-11022025-133746/ -
Vancouver
Marino MA. O comum como razão governamental [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-11022025-133746/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.8.2024.tde-11022025-133746 (Fonte: oaDOI API)
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