Efeitos da administração de Lacticaseibacillus rhamnosus, Lacticaseibacillus paracasei e Bifidobacterium animalis ssp. lactis isolados e associados na prevenção de asma em um modelo animal (2024)
- Authors:
- Autor USP: COELHO, LÍRIS MARINI DIAS - FMRP
- Unidade: FMRP
- DOI: 10.11606/T.17.2024.tde-17012025-120445
- Subjects: ASMA; PROBIÓTICOS; LACTOBACILLACEAE; ANIMAIS
- Keywords: Animal Model; Asthma; Modelo animal; Ovalbumin; Ovalbumina; Prevenção; Prevention; Probiotics
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: O aumento da prevalência da asma, especialmente em comunidades urbanas, tem estimulado a busca por estratégias que possam prevenir o seu desenvolvimento. De acordo com a teoria da higiene, a exposição a infecções durante a infância influencia o desenvolvimento do sistema imunológico e pode proteger contra doenças alérgicas. Os mecanismos envolvidos estão relacionados a alterações na microbiota intestinal, que podem ser induzidas pela administração de probióticos. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da administração de Lacticaseibacillus rhamnosus, Lacticaseibacillus paracasei e Bifidobacterium animalis ssp lactis, isolados ou em combinação e em diferentes concentrações, na prevenção de asma em um modelo animal induzido por ovalbumina (OVA). Camundongos Balb/c, 6 - 8 semanas, livres de patógenos específicos (SPF) foram utilizados. Os animais foram sensibilizados duas vezes com OVA, com uma semana de intervalo. Uma semana após, foram desafiados com OVA intranasal, sob leve sedação, por três dias consecutivos. Os animais receberam diariamente por gavagem três concentrações (1x109 , 1x1010 e 1x1011 UFC/mL) de L. rhamnosus (OVA-LR), L. paracasei (OVA-LP) e B. animalis ssp lactis (OVA-BA) isoladas ou em combinação (OVA-POOL), durante 26 dias consecutivos, iniciando 10 dias antes da primeira sensibilização e durante todo o período de sensibilização e desafios. Os grupos controles (SAL e OVA) receberam solução salina nos mesmos períodos. Vinte quatro horas após o último desafio, os animais foram submetidos a medidas in vivo da mecânica pulmonar na condição basal e após a administração de concentrações crescentes de metacolina para avaliar a hiper-responsividade brônquica (HRB). A inflamação foi avaliada pela contagem de células totais e diferenciais (eosinófilos, macrófagos, linfócitos e neutrófilos) no lavado broncoalveolar (LBA); dosagem de citocinas inflamatórias(IL-4, IL-5, IL-10 e IL-13) no homogenato pulmonar e pela dosagem de IgE Ova-específica no soro dos camundongos. O grupo OVA, quando comparado ao grupo SAL, apresentou aumento significativo na HRB, no número total de células e eosinófilos no LBA, nos níveis de IgE OVA-específica no soro, e nos níveis de citocinas (IL-4, IL-5, IL-10 e IL13) no homogenato pulmonar. A administração das cepas probióticas em diferentes concentrações, isoladas ou em combinação, não reduziu a HRB e a inflamação das vias aéreas de maneira consistente. A administração da concentração 109 UFC/mL das 3 cepas, isoladas ou associadas, não reduziu significativamente a HRB e a inflamação celular, apenas diminuiu significativamente os níveis de IgE OVA-específica e de IL-13. Com a administração da concentração 1010 UFC/mL, houve redução significativa em alguns parâmetros da HRB e nos níveis de IL-5 nos grupos OVA-BA e OVA-LP, de IL-10 no grupo OVA-POOL, e de IL-13 nos grupos OVA-LP e OVA-LR, em comparação com o grupo OVA. Com a administração da concentração 1011 UFC/mL, houve redução significativa do número de células totais e macrófagos em todos os grupos, na resistência pulmonar total (RRS) e elastância pulmonar total (ERS) no grupo OVA-POOL, redução dos níveis de IL-5 nos grupos OVA-LR e OVAPOOL, e de IL-10 no grupo OVA-POOL. Em resumo, a administração de L. paracasei, L. rhamnosus e B. animalis spp. lactis em três concentrações diferentes, isoladas ou em combinação, não conseguiu reduzir consistentemente a HRB e a inflamação das vias aéreas e pulmonar. Esses resultados reforçam a importância de estudos específicos para avaliar o efeito de diferentes cepas, doses e regimes de administração de probióticos na prevenção da asma
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2024
- Data da defesa: 23.08.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
- Cor do Acesso Aberto: closed
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ABNT
COELHO, Líris Marini Dias. Efeitos da administração de Lacticaseibacillus rhamnosus, Lacticaseibacillus paracasei e Bifidobacterium animalis ssp. lactis isolados e associados na prevenção de asma em um modelo animal. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-17012025-120445/. Acesso em: 10 jan. 2026. -
APA
Coelho, L. M. D. (2024). Efeitos da administração de Lacticaseibacillus rhamnosus, Lacticaseibacillus paracasei e Bifidobacterium animalis ssp. lactis isolados e associados na prevenção de asma em um modelo animal (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-17012025-120445/ -
NLM
Coelho LMD. Efeitos da administração de Lacticaseibacillus rhamnosus, Lacticaseibacillus paracasei e Bifidobacterium animalis ssp. lactis isolados e associados na prevenção de asma em um modelo animal [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-17012025-120445/ -
Vancouver
Coelho LMD. Efeitos da administração de Lacticaseibacillus rhamnosus, Lacticaseibacillus paracasei e Bifidobacterium animalis ssp. lactis isolados e associados na prevenção de asma em um modelo animal [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-17012025-120445/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.17.2024.tde-17012025-120445 (Fonte: oaDOI API)
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